terça-feira, 31 de março de 2009

Como levar a garotada a selecionar sites confiáveis

Busca certeira

Antes de pôr as turmas do 3º ao 5º ano para recorrer à internet, mostre como montar um projeto, identificar fontes confiáveis e articular dados

Ana Rita Martins (ana.martins@abril.com.br)colaborou Bianca Bibiano

O professor diz: "Na próxima aula, tragam um trabalho sobre o tema X". É a deixa para o improviso: sem saber como pesquisar, os alunos

copiam o conteúdo do primeiro site indicado pelo buscador ou trechos de qualquer livro a que tenham acesso. O resultado é a frustração - tanto do professor, que em vez de trabalhos autorais recebe cópias, como dos estudantes, que não entendem o porquê de terem tirado uma nota baixa.

O fato é que a pesquisa, procedimento essencial a todas as áreas do conhecimento, não é algo inato ou intuitivo. É dever do docente ensinar a fazê-la e acompanhar cada parte do processo. O primeiro passo, segundo Marcos Bagno, autor do livro Pesquisa na Escola - O Que É, Como Se Faz, é determinar os rumos do trabalho. Nesse estágio, o ponto c

entral é garantir que a atividade faça sentido para a garotada. Por isso, vale a pena dedicar algum tempo à definição do objetivo e da justificativa - que indicam por qual razão o assunto está sendo esquadrinhado.

Igualmente importante é definir um produto final: pode ser um seminário, um vídeo, uma publicação coletiva, um texto escrito para ser lido na classe... Seja qual for a escolha, o fundamental é ampliar o público. Por dois motivos: primeiro, como forma de incentivar a preocupação com os propósitos da pesquisa e a forma como ela será comunicada. Segundo, para que a pesquisa cumpra verdadeiramente sua função. Se na sociedade a meta de uma investigação é disseminar informações, não faz sentido que na escola ela se transforme em um contato restrito entre aluno e professor. Depois dessa discussão coletiva, os pontos principais do projeto devem ser registrados e compartilhados com a turma de modo a servir como um guia para a atividade.

Quando chega o momento de buscar dados, as atenções devem se voltar para a definição das fontes de consulta. Vale ressaltar para a turma que, quando se trata de pesquisar em produções escritas, como livros e revistas, que a data da publicação é muito importante para a informação ser a mais atualizada possível. Buscar fontes variadas e cruzar informações também é requisito para uma investigação confiável.

No caso da pesquisa em internet, o professor precisa primeiramente desconstruir certos vícios da garotada. Flora Perelman, membro da Rede Latino-Americana de Alfabetização e doutora em Psicologia, fez uma pesquisa com 22 alunos do 5º e 6º anos da escola primária argentina para entender como eles buscavam informações na rede. Chegou à conclusão de que os estudantes não se debruçam cuidadosamente sobre a escolha das palavraschave e entram no primeiro site da lista, sem fazer nenhuma análise prévia sobre sua confiabilidade.

Na internet, com confiança

Esse comportamento é ainda mais complicado do que recorrer, digamos, a um livro ultrapassado. Roger Chartier, professor e diretor do Centro de Pesquisas Históricas em Ciências Sociais na École des Hautes Etudes, na França, diz que há um sistema de referências nas fontes impressas que minimizam a possibilidade de erro na publicação de informações. Na internet, esse filtro, quando existe, é bem menos seletivo. Por isso, mais do que nunca, é necessário ensinar a turma a refletir e a qualificar suas fontes na grande rede. Para Flora, uma maneira interessante de levar os alunos a analisar os sites (leia a seqüência didática na página seguinte) é pedir que eles justifiquem a escolha de um endereço perguntando quais critérios sustentam a opção. Perguntas como "A instituição, grupo ou pessoa que disponibilizou as informações tem conhecimento sobre o tema?" e "Qual interesse teria em divulgar esses dados?" desenvolvem a reflexão crítica na pesquisa.

O norte de uma pesquisa

Também é preciso cuidar para que o trabalho não perca o foco, o que acontece quando a coleta de dados é muito ampla ou foge da proposta. Para prevenir a ocorrência desse problema, uma boa opção é desenvolver, junto com a classe, uma lista de perguntas-chave que devem ser respondidas até o fim da atividade. Ter o questionário como referência ajuda no passo seguinte: o fichamento.

Essa etapa nada mais é do que registrar por escrito as informações mais relevantes. Com o fichamento em mãos, é hora de começar a síntese do trabalho, que deve conter o que entrará de fato na pesquisa. Se o trabalho foi bem feito até aqui, o risco de que o produto final seja uma cópia de alguma fonte é muito baixo - a articulação de diferentes fontes de informação exige do aluno uma postura ativa e autoral. "Se o professor acompanhou de perto todas as etapas do processo, ele vai saber o que é criação do estudante e o que é simples reprodução. Isso é fundamental para orientar a confecção de textos que reúnam, de maneira coesa e coerente, os dados selecionados na pesquisa", afirma Flávia Lobão, professora da escola Sá Pereira, no Rio de Janeiro. A produção de sua turma de 5º ano ilustra o passo-apasso apresentado nesta reportagem.

Assim, a garotada aprende desde cedo que uma pesquisa de verdade não se constrói sem o diálogo com produções anteriores - mas que, para fazer a diferença, também deve agregar algum novo conhecimento ou reflexão ao tema.

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Para cada pesquisa, um projeto

Título - Monteiro Lobato, vida e obra
TÍTULO
O nome da pesquisa pode ser mudado no decorrer do processo. Mas serve, de início, como uma síntese de idéias para guiar o trabalho dos alunos.

Objetivo - Conhecer a importância de Monteiro Lobato na literatura e na história do Brasil.
OBJETIVO
É a contribuição que o grupo quer dar ao conhecimento daquele tema. Tem a função de balizar a turma na hora de selecionar os dados que devem ser pesquisados.

Justificativa - Monteiro Lobato é considerado o mais importante autor de literatura infantil no Brasil. Além disso, foi o fundador de algumas das primeiras editoras do país, que existem até hoje.
JUSTIFICATIVA

É a defesa que se faz do projeto. Nela, deve constar a importância do tema escolhido e a relevância do trabalho para as pessoas envolvidas e para a sociedade.
Metodologia - Leitura de obras de referência e fichamento de dados.
METODOLOGIA
É o modo de obtenção dos dados que sustentam a pesquisa. Indica os suportes principais em que devem ser buscadas as informações.

Produto Final - Um texto informativo sobre Monteiro Lobato.
PRODUTO FINAL

É como a pesquisa será apresentada. Qualquer que seja a escolha, é importante que o produto venha acompanhado de algum tipo de registro escrito.

Quadro adaptado do livro Pesquisa na escola - O que é, como se faz, de Marcos Bagno

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Passo-a-passo do trabalho

1 DEFINIÇÃO DE TEMA E OBJETIVO Parte fundamental para o início de uma pesquisa, deve ser feita com base na definição do propósito do trabaho e de seus destinatários.

2 PESQUISA DE DADOS Deve ser pautada pelos critérios de confiabilidade e atualidade. A troca de informação entre os alunos ajuda a confrontar dados.

3 AMPLIAÇÃO DA PESQUISA Etapa opcional, inclui entrevistas que podem servir para matizar ou contextualizar os dados investigados.

4 FICHAMENTO DAS INFORMAÇÕES A seleção dos trechos mais significativos de cada fonte pode ser feita com caneta marca-texto ou transcrição. O essencial é que a turma identifique os dados que respondam aos propósitos da pesquisa.

5 APRESENTAÇÃO DO TRABALHO A etapa final não deve ser a única avaliada, mas é importante notar se o aluno relacionou de forma coerente e coesa os diferentes dados que coletou.

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BIBLIOGRAFIA
Educar pela Pesquisa, Pedro Demo, 156 págs., Ed. Autores Associados, tel. (19) 3249-2800, 27 reais
Pesquisa na Escola - O Que É, Como Se Faz, Marcos Bagno, 102 págs., Ed. Loyola, tel. (11) 2914-1922, 9,80 reais

fonte: http://revistaescola.abril.com.br

Autores

Marcio Bagno

Pedro Demo

Livros

sábado, 28 de março de 2009

Os perigos do filtro tecnológico



Objetos de sedução dos jovens, o computador e a tecnologia ainda não se traduzem em ganho para os processos de aprendizagem o âmbito escolar. Sua utilização divide os educadores: vamos mudar nossa forma de ler o mundo ou empobrecê-la?

Henrique Ostronoff



Durante um evento promovido por uma associação de editoras, o crítico literário e professor Antonio Candido de Mello e Souza, um dos intelectuais mais respeitados do país, discorria sobre livros e leitura. Num dado momento, lembrou de sua vida escolar na infância e adolescência em Poços de Caldas e da relação com seus primeiros livros didáticos, do carinho que sentia por eles e como instigavam sua imaginação. Contou a história de um professor de português que usava Os Lusíadas, de Luís de Camões, para ensinar análise sintática. Para o autor de Formação da literatura brasileira, analisar as estrofes do clássico quinhentista de Camões era um verdadeiro suplício, mas ao mesmo tempo um desafio prazeroso, pois ele e os colegas tinham uma enorme vontade de aprender.

Cerca de 80 anos da experiência por Antonio Candido no ginásio de uma escola pública do interior de Minas Gerais, a prática de aprendizado que ele viveu pode parecer conservadora. Basta imaginar o que aconteceria hoje, em uma grande cidade, se um professor do ensino fundamental II resolvesse ler Camões com os seus alunos. Não seria nem preciso que pedisse uma análise sintática. Apenas que fizessem um trabalho sobre Os Lusíadas.

Provavelmente o aluno não precisaria nem adquirir o livro. Correria para o computador de casa, da escola ou de uma lan house, entraria na internet e digitaria o nome do livro em um programa de busca. De cara, receberia cerca de 580 mil respostas de páginas contendo o título da obra. Se fosse mais esperto, buscaria "Lusíadas resumo" e obteria cerca de 300 mil respostas. Refinando ainda mais a pesquisa com "análise Lusíadas", seriam 86 mil verbetes. No entanto, se tentasse "Camões", o serviço de busca lhe daria 2,7 milhões de opções. Depois de escolher uma página que lhe parecesse mais interessante passaria para o processo de "copia e cola", jogaria o conteúdo no processador de texto e imprimiria. Pronto. A tarefa estaria cumprida. Não seria preciso nem ler o que "escreveu".

Esse exemplo extremo, embora comum, é apenas uma amostra dos efeitos que a tecnologia pode ter nas relações do processo de ensino. O fenômeno não se restringe a países com resultados educacionais abaixo da média, como é o caso do Brasil, sempre em posições inferiores nos testes internacionais que comparam as situações escolares. A informatização da educação se espalha pelo mundo como reflexo do ambiente de comunicações instantâneas, que oferece uma quantidade infindável de informações.

A idéia de restringir ao máximo a tecnologia nos processos pedagógicos encontra eco entre alguns estudiosos do tema. No entanto, a maior parte dos especialistas defende a sua utilização como forma de auxílio ao processo de aprendizagem, desde que não seja usada como um fim em si mesma e não sirva apenas como chamariz para motivar os alunos. E todos chamam a atenção para uma condição essencial para a melhoria do ensino, com informatização ou não das escolas: a formação adequada do professor para desenvolver uma consciência crítica em relação ao uso dos meios tecnológicos.

Acostumados à troca veloz de informações, os jovens de hoje vêem a escola como uma instituição à parte de seu mundo
Explosão tecnológica
A utilização dos meios digitais de comunicação começou a alastrar-se a partir de meados dos anos 1990, com a crescente globalização mundial. O desenvolvimento da banda larga permitiu acesso rápido à internet. Os computadores cada vez mais "amigáveis" e com preços acessíveis e suas variações com tamanhos cada vez mais reduzidos possibilitando maior mobilidade, como notebooks e celulares multifunção, disseminaram o uso da grande rede mundial de informações.

Programas de comunicação instantânea possibilitam a troca de mensagens escritas e contato virtual com a transmissão não só de voz, como de imagens em tempo real por meio de câmeras de vídeo simples. Os jogos eletrônicos podem contar com a presença simultânea de vários participantes, cada qual em um ponto do planeta. Os sites de relacionamento unem sob um mesmo grupo de interesse gente que possivelmente nunca se conhecerá cara a cara. E os blogs permitem que qualquer pessoa mantenha sua própria página, sobre os mais variados assuntos.

No Brasil, em abril de 2008, 22,4 milhões de pessoas usaram internet residencial, 18,3 milhões delas com banda larga, segundo o Ibope/NetRatings. Aumento de mais de 50% em relação ao ano anterior. E a média de tempo de navegação foi de 22 horas e 47 minutos por pessoa ao mês, índice dos mais altos do mundo.

Nascidos digitais
Esse uso intenso e freqüente do mundo digital motivou a criação do conceito de "Homo zappiens". No livro homônimo, cujo subtítulo é Educando na era digital, o autor Wim Veen, diretor da área de Educação e Tecnologia da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, afirma que essa nova "espécie" de jovens cresceu usando intensamente múltiplos meios da tecnologia. "Esses recursos permitiram às crianças de hoje ter controle sobre o fluxo de informações, lidar com informações descontinuadas e com a sobrecarga de informações, mesclar comunidades virtuais e reais, comunicar-se e colaborar em rede, de acordo com suas necessidades." Dessa forma, tendo como referência países do mundo desenvolvido, Veen diz que os alunos desta geração, ao perceber a escola como instituição à parte de seu mundo, consideram-na como algo irrelevante em suas vidas cotidianas. No dia-a-dia escolar, mostram comportamento dito hiperativo e concentração intermitente, preocupando pais e professores. "Mas o Homo zappiens quer estar no controle daquilo com que se envolve e não tem paciência para ouvir um professor explicar o mundo de acordo com as suas próprias convicções. Na verdade, o Homo zappiens é digital e a escola analógica."

Alunas de colégio em Piraí (RJ) em projeto que distribuiu laptops para os alunos. Para especialistas, não adianta usar novas tecnologias e não renovar o fazer pedagógico
Para Wim Veen, o Homo zappiens começa o seu aprendizado no computador. No game via internet, com a colaboração de outros participantes busca as estratégias necessárias para vencer etapas desenvolvendo capacidades para categorizar e resolver problemas, além de adquirir outras habilidades metacognitivas. Assim, o importante para ele é a forma como lida com a informação. Veen considera que a aprendizagem nos dias atuais se dá efetivamente quando os indivíduos "tentam construir o conhecimento a partir das informações outorgando significado a elas".

Em uma hipotética metodologia pedagógica dedicada ao Homo zappiens, o pesquisador holandês prevê que as escolas deixariam de treinar as crianças para a certeza. Os alunos seriam preparados com o objetivo de que obtivessem flexibilidade suficiente para atuar em uma sociedade permeada pelo conhecimento intenso e em constante mudança. A aquisição de conteúdo deixaria de ser o objetivo principal da educação e os professores teriam o papel de orientadores que oferecem apoio especializado aos alunos, os quais teriam independência para "aprender sobre questões e problemas da vida real".

Para Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, professora do Departamento de Ciência da Computação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a cultura digital é uma realidade, inclusive no Brasil. "A criança de hoje é diferente. Mesmo que não trabalhe o tempo todo com o computador em casa, como no caso das classes populares, ela já está inserida nessa sociedade."

Por conta disso, a especialista da área de tecnologia e formação de professores afirma que quando se fala de acesso do estudante à internet, deve-se treiná-lo para selecionar os conteúdos adequados. "E para que o aluno faça isso é preciso prepará-lo de uma forma diferente porque ele não está acostumado a sair em busca da informação. Ele já recebeu a informação que foi selecionada previamente muito antes de termos esses recursos. Então, hoje, a lista de conteúdos que é trabalhada na escola, numa determinada ordem, foi definida levando em conta o desenvolvimento da criança antes da sociedade digital", diz.

Ainda segundo a professora da PUC-SP, os recursos tecnológicos têm como conseqüência a transformação da relação entre professor e aluno. "A tecnologia estrutura nosso modo de pensar. Qualquer tecnologia. Com o caderno e o lápis, eu tenho uma determinada direção para expressar o meu pensamento - da esquerda para a direita, de cima para baixo. Se vou expressar por meio de uma fotografia ou vídeo, tenho de pensar de forma diferente para fazer essa representação. Quando vou trabalhar com o computador e a internet, também vou pensar de forma diferente." Sendo essa tecnologia um meio de comunicação não tradicional, "mudam as relações entre professores e alunos, mudam as relações que se estabelecem na escola", afirma.

Apesar de defender a implantação de tecnologia para o processo de aprendizado nas escolas com o objetivo de inserir a sociedade no mudo digital, Elizabeth Almeida acredita que é necessário "analisar quais recursos tecnológicos podem contribuir na aprendizagem, que potencialidades têm e limitações também, porque toda tecnologia tem potencial e limitação". E que é essencial um olhar crítico, que "é saber analisar determinada tecnologia e saber quando ela é adequada para ser incorporada numa atividade pedagógica". Acrescenta que não se trata de simplesmente informatizar o ensino. "Não é colocar no computador as lições e o conteúdo atuais e o aluno ficar ali acessando o conteúdo e a informação. Uma aula dialógica pode ser muito competente. É um desperdício usar a tecnologia para isso, é muito cara para ser usada dessa maneira."

fonte: REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 143

quinta-feira, 26 de março de 2009

A violência, a escola e você

Nenhum professor pode ser desrespeitado em seu trabalho, mas também é nosso papel compreender a realidade ao nosso redor para garantir que os jovens aprendam

Por Luis Carlos de Menezes

Revista Nova Escola

Alexandre Battibugli
Fisico e Educador da USP

A onda de violência que atinge escolas no Brasil também é vista em outras partes do mundo. Nos últimos tempos, casos de jovens assassinados em nossas escolas se alternam com notícias de matanças múltiplas em colégios norte-americanos. Mais recentemente, no intervalo de poucos dias, sucederam-se notícias de agressões em que uma professora teve os dentes quebrados, outra teve um dedo decepado, outra ainda os cabelos queimados - e um professor foi morto a tiros.

Nessas horas me vem à mente a lembrança de um amigo de grande sabedoria e humanismo, cuja capacidade de esperança permitia enxergar além do imediato e vislumbrar saídas. Há pouco mais de dez anos, eu o ouvi pela última vez, pelo rádio, entrevistado justamente sobre a violência, que já se agravava. Paulo Freire parecia perplexo, pois a escola era para ele um cenário em que os conflitos são tratados, mas em nenhuma hipótese com agressões. Ao escrever agora sobre esse tema, lembro que meu velho amigo morreu antes que pudéssemos voltar a conversar e reconheço que preciso recuperar a sintonia com minhas heranças humanistas para propor ações em que a dimensão pedagógica se sobreponha à repressiva.

Sabemos que nenhuma escola é uma ilha, mas parte da sociedade. E no nosso caso essa sociedade tem-se embrutecido de forma espantosa. O roubo, o tráfico, a corrupção, o desrespeito e o preconceito levam a atos violentos e criminosos. Para recompor valores deteriorados e conseguir preparar os jovens para a vida, a escola não pode ignorar a violência em suas próprias práticas e precisa trazer as questões do mundo para a sala de aula.

Alunos agredidos, livros roubados, alunas assediadas, funcionários humilhados, ofensas entre professores e alunos. Todos esses são exemplos de situações internas à escola que precisam ser enfrentadas com a mesma firmeza com que debatemos a violência do mundo em geral. Do contrário, nosso papel formador não será cumprido. Tudo no ambiente escolar tem caráter pedagógico. Compreender como o abuso do álcool ameaça quem está ao volante (e também quem está nas ruas e no convívio doméstico), desenvolver projetos que mostrem como a intolerância, a injustiça e o preconceito resultam em violência (tanto entre nações como entre pessoas), estabelecer paralelos entre o que se vive na escola e o que se vê fora dela são apenas alguns exemplos de como não fugir dessa difícil questão.

Numa sociedade violenta, a escola deve se contrapor abertamente à cultura de agressões. Acredito que as situações que dizem respeito a questões internas devem ser tratadas nos conselhos de classe, identificando responsabilidades, garantindo reparações e promovendo formação. Mas a atitude firme contra a violência deve antecipar-se aos fatos como parte do projeto educativo. Turmas de alunos e novos professores devem ser recebidos a cada ano com um diálogo de compromisso, que apresente e aperfeiçoe as regras de convívio, para que não se desrespeitem os mestres em seu trabalho nem os jovens em seu aprendizado. Como meios e fins devem ser compatíveis, são necessários tempo e instalações, especialmente previstos para o convívio, pois quem é tratado como gado ou fera, enquadrado em carteiras perfiladas ou coletivamente abandonado em pátios áridos, mais facilmente vai se comportar como gado ou fera.

fonte: http://revistaescola.abril.com.br/

livro sobre tema

quarta-feira, 25 de março de 2009

A ABORDAGEM DE HENRI WALLON


A gênese da inteligência para Wallon é genética e organicamente social, ou seja, "o ser humano é organicamente social e sua estrutura orgânica supõe a intervenção da cultura para se atualizar" (Dantas, 1992). Nesse sentido, a teoria do desenvolvimento cognitivo de Wallon é centrada na psicogênese da pessoa completa.
Henri Wallon reconstruiu o seu modelo de análise ao pensar no desenvolvimento humano,
estudando-o a partir do desenvolvimento psíquico da criança. Assim, o desenvolvimento da criança aparece descontínuo, marcado por contradições e conflitos, resultado da maturação e das condições ambientais, provocando alterações qualitativas no seu comportamento em geral.
Wallon realiza um estudo que é centrado na criança contextualizada, onde o ritmo no qual se sucedem as etapas do desenvolvimento é descontínuo, marcado por rupturas, retrocessos e reviravoltas, provocando em cada etapa profundas mudanças nas anteriores.
Nesse s
entido, a passagem dos estágios de desenvolvimento não se dá linearmente, por ampliação, mas por reformulação, instalando-se no momento da passagem de uma etapa a outra, crises que afetam a conduta da criança.
Conflitos se instalam nesse processo e são de origem exógena quando resultantes dos desencontros entre as ações da criança e o ambiente exterior, estruturado pelos adultos e pela cultura e endógenos e quando gerados pelos efeitos da maturação nervosa (Galvão, 1995). Esses conflitos são propulsores do desenvolvimento.
Os cinco estágios de desenvolvimento do ser humano apresentados por Galvão (1995) sucedem-se em fases com predominância afetiva e cognitiva:

  • Impulsivo-emocional, que ocorre no primeiro ano de vida. A predominância da afetividade orienta as primeiras reações do bebê às pessoas, às quais intermediam sua relação com o mundo físico;

  • Sensório-motor e projetivo, que vai até os três anos. A aquisição da marcha e da prensão, dão à criança maior autonomia na manipulação de objetos e na exploração dos espaços. Também, nesse estágio, ocorre o desenvolvimento da função simbólica e da linguagem. O termo projetivo refere-se ao fato da ação do pensamento precisar dos gestos para se exteriorizar. O ato mental "projeta-se" em atos motores. Como diz Dantas (1992), para Wallon, o ato mental se desenvolve a partir do ato motor;

  • Personalismo, ocorre dos três aos seis anos. Nesse estágio desenvolve-se a construção da consciência de si mediante as interações sociais, reorientando o interesse das crianças pelas pessoas;

  • Categorial. Os progressos intelectuais dirigem o interesse da criança para as coisas, para o conhecimento e conquista do mundo exterior;

  • Predominância funcional. Ocorre nova definição dos contornos da personalidade, desestruturados devido às modificações corporais resultantes da ação hormonal. Questões pessoais, morais e existenciais são trazidas à tona.

Na sucessão de estágios há uma alternância entre as formas de atividades e de interesses da criança, denominada de "alternância funcional", onde cada fase predominante (de dominância, afetividade, cognição), incorpora as conquistas realizadas pela outra fase, construindo-se reciprocamente, num permanente processo de integração e diferenciação.

Wallon enfatiza o papel da emoção no desenvolvimento humano, pois, todo o contato que a criança estabelece com as pessoas que cuidam dela desde o nascimento, são feito de emoções e não apenas cognições.

Baseou suas idéias em quatro elementos básicos que estão todo o tempo em comunicação: afetividade, emoções, movimento e formação do eu.

  • AFETIVIDADE- possui papel fundamental no desenvolvimento da pessoa pois é por meio delas que o ser humano demonstra seus desejos e vontades. As transformações fisiológicas de uma criança (nas palavras de Wallon, em seu sistema neurovegetativo) revelam importantes traços de caráter e personalidade. EMOÇÕES- é altamente orgânica, ajuda o ser humano a se conhecer. A raiva, o medo, a tristeza, a alegria e os sentimentos mais profundos possuem uma função de grande relevância no relacionamento da criança com o meio.

  • MOVIMENTO- as emoções da organização dos espaços para se movimentarem. Deste modo, a motricidade tem um caráter pedagógico tanto pela qualidade do gesto e do movimento, quanto pela maneira com que ele é representado. A escola ao insistir em manter a criança imobilizada acaba por limitar o fluir de fatores necessários e importantes para o desenvolvimento completo da pessoa.

  • FORMAÇÃO DO EU- a construção do eu depende essencialmente do outro. Com maior ênfase a partir de quando a criança começa a vivenciar a "crise de oposição", na qual a negação do outro funciona como uma espécie de instrumento de descoberta de si própria. Isso acontece mais ou menos em torno dos 3 anos, quando é a hora de saber que "eu" sou. Imitação, manipulação e sedução em relação ao outro são características comuns nesta fase.


Wallon, deixou-nos uma nova concepção da motricidade, da emotividade, da inteligência humana e, sobretudo, uma maneira original de pensar a Psicologia infantil e reformular os seus problemas.


Leia sobre Henri Wallon

Livros sobre henri wallon


terça-feira, 24 de março de 2009

Cidades apagam as luzes para alertar sobre mudanças do clima

Hora do Planeta 2009

Movimento mundial de combate ao aquecimento global, a Hora do Planeta será realizada pela primeira vez no Brasil. Conhecido mundialmente como Earth Hour, o movimento é promovido no país pelo WWF-Brasil e o Rio de Janeiro foi a primeira cidade brasileira a aderir à iniciativa. Até agora, mais de 20 cidades já confirmaram a participação, entre elas Brasília, Curitiba (PR), Lorena (SP), Salgueiro (PE), Itajaí (SC), Manaus (AM), São Geraldo do Araguaia (TO), e Cametá(PA). A idéia é que durante uma hora, no próximo dia 28 de março, as pessoas apaguem as luzes entre 20h30 e 21h30.

Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, anunciou que irá apagar as luzes de ícones cariocas como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pelas autoridades competentes.
A comunidade do Morro Dona Marta e o Jockey Club também confirmaram sua participação.

O ato de apagar as luzes foi escolhido símbolo do movimento global porque na maior parte dos países a produção de energia elétrica gera grande quantidade de gases de efeito estufa que causam as mudanças climáticas.






Um ato simbólico pelo futuro do planeta

A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.

Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.

Além do Rio de Janeiro outras grandes cidades mundiais já anunviaram a participação, como Atenas, Buenos Aires, Edimburgo e Nova Iorque. Mais de 1 mil cidades de 80 países confirmaram a participação na Hora do Planeta 2009 – um número que já superou a meta de adesão e que reflete a vontade da comunidade mundial de influir no futuro do planeta.

Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008 o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.

“A Hora do Planeta não é um ato de economia de energia, mas um gesto de engajamento social, no qual cada um deve fazer a sua parte para um futuro melhor. Será uma demonstração da nossa paixão pelas pessoas, pela união, pela solução, pela conservação do planeta, e principalmente, pelo futuro e pela vida”, afirma Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil.

Para mobilizar a população pela Hora do Planeta, o WWF-Brasil lançará a campanha publicitária criada pela DM9DDB e espera contar com a adesão de empresas, entidades, ONGs, associações de bairro e demais movimentos da sociedade civil.

Os cidadãos são convidados a se cadastrar no site www.horadoplaneta.org.br
Cadastre-se e saiba como participar na Hora do Planeta.
Informações 0300 789 5652

Faça parte. Apague as luzes por um futuro mais sustentável!






segunda-feira, 23 de março de 2009

Você tem direito a uma Educação de qualidade

Você tem direito a uma Educação de qualidade e a sua participação é fundamental para melhorar o ensino em nosso País. Não abra mão de seu direito de aprender! Você também pode fazer a sua parte, saiba como.




Quem tem mais anos de estudo:
- tem hábitos de vida que trazem mais saúde e melhor qualidade de vida
- tem menos chance de entrar no mundo do crime e da violência
- fica menos tempo desempregadas
- consegue trocar de emprego com mais facilidade
- tem salários mais altos
Viu só, como estudar muito e pela vida toda pode te ajudar a chegar mais perto do seu sonho?


Para que se tenha Educação de qualidade, é preciso que se tenha:
1. Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola
2. Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos
3. Todo aluno com aprendizado adequado à sua série
4. Todo aluno com o Ensino Médio concluído até os 19 anos
5. Investimento em Educação ampliado e bem gerido
Essas são as 5 Metas do Todos Pela Educação, que devem ser atingidas pelo Brasil até 2022!


Todo mundo tem a capacidade de aprender muito e pela vida inteira – mas é preciso se esforçar, procurar vencer seus limites e acreditar que você pode atingir os seus objetivos. Os bons alunos não são aqueles que nunca falharam, mas aqueles que continuaram tentando e conseguiram superar os tropeços. Aprender é uma maratona que dura a vida toda e, como toda corrida, começa com os primeiros passos.

Desenvolva o gosto pelo aprendizado, porque ninguém nasce aluno. Em geral a escola não ensina como estudar, mas você pode dividir com ela e com sua família o trabalho de construir sua própria Educação. Vá à escola todos os dias, preste atenção nas aulas, estude em casa, faça o dever, tire suas dúvidas com o professor, respeite os funcionários da escola e os colegas, e observe as regras da instituição.
Ser bom aluno e gostar de aprender é bacana, pois isso lhe ajudará a ter um projeto de vida e a realizá-lo!


A escola tem o dever de ensinar. Para saber o que você vai aprender ao longo do ano, peça ao diretor conhecer a proposta pedagógica. Acompanhe seu cumprimento.
Pergunte sempre que tiver dúvida. Busque ir além do conhecimento transmitido em sala de aula. Seja curioso. Freqüente bibliotecas e leia muito. Pesquise. Reflita. Questione. Discuta.


É muito importante que você saiba ler bem, pois isso é condição básica para que você possa aprender muito, sobre muitos assuntos, e pela vida toda. Procure livros, revistas, jornais sobre temas que te interessam: muitas bibliotecas públicas têm acervos ótimos, e bem diversificados. Conte também para as pessoas próximas sobre seus interesses: quem sabe elas não se lembram disso quando quiserem te dar um presente?
Não adianta só adquirir as habilidades de leitura. Para ler bem, é preciso ler muito, ler sempre, sobre vários temas.


leia mais

fonte:http://www.todospelaeducacao.org.br

domingo, 22 de março de 2009

Dia Mundial da Água

Planeta Água
Guilherme Arantes

Composição: Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...(2x)

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...(2x)

Link para download da música Planeta Água

Link para YouTube Música Planeta Água

link para Cidade de Bonito-MS - origem da foto acima

quinta-feira, 19 de março de 2009

Pais e responsáveis



Participar da Educação do seu filho, estar atento à qualidade do ensino, são boas maneiras de melhorar a Educação brasileira. Veja como você pode ajudar




O primeiro passo para melhorar a Educação é entender sua situação atual. Procure se informar sobre a qualidade do ensino no País, no seu estado, na sua cidade, nas escolas próximas, na escola do seu filho. Na seção Números da Educação você encontra essas informações.
Secretarias de Educação municipais e estaduais também têm esses dados, e é direito de todos conhecê-los. Além disso, todos podem procurar saber quais são as ações e medidas tomadas pela Secretaria de Educação pa
ra melhorar o desempenho das escolas que não tiveram bons resultados tanto no Ideb, como em avaliações educacionais como a Prova Brasil e o Saeb.
Busque entender quais são os problemas da Educação brasileira, suas causas e conseqüências. Informe-se, reflita, discuta. Quando você entende o problema, tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo.


A Educação começa assim que a criança nasce. Os exemplos que ela recebe em casa, na rua, na comunidade ajudam a criar o interesse pelo saber e fazem com que ela valorize o aprendizado.
Seja coerente, suas atitudes refletem as suas convicções. Como estudar é importante, comece você mesmo: estude. Seja curioso, pergunte, questione, procure entender, informe-se. Este é o melhor exemplo que você pode dar para o seu filho.


A Educação não é apenas um direito garantido por lei a todas as crianças e jovens brasileiros; é, também, um dever.
No início do ano letivo, ao realizar seu dever de efetivar a matrícula da criança, os pais devem também procurar ter conhecimento do calendário escolar. As escolas precisam garantir pelo menos 200 dias letivos, com um mínimo de quatro horas de aula por dia, descontados os recessos e férias escolares. Isso é lei.


Ao conversar com seu filho, você poderá compreender melhor suas experiências escolares, verificar o que vem sendo aprendido, conhecer melhor o funcionamento e a qualidade do ensino oferecido pela escola e ressaltar a importância de uma boa formação para sua futura realização profissional e pessoal.
É importante que seu filho perceba seu
interesse, envolvimento e comprometimento com a Educação dele. Não restrinja o diálogo a problemas com as notas, estimule-o sempre a querer aprender mais, procure saber como está seu convívio social e, principalmente, mostre interesse pelo que ele está aprendendo. Perceba se ele está sendo bem aceito pela instituição. Pergunte diariamente o que ele pode lhe ensinar de novo.

Verifique se ele está cumprindo suas obrigações escolares, tais como o dever de casa, a freqüência às aulas e a disciplina em sala de aula. Incentive e reconheça o respeito aos professores e aos colegas, e o seu bom desempenho em atividades escolares e extracurriculares.

Uma vez que tenham matriculado seus filhos, é importante que os pais se organizem para que os alunos possam estar presentes diariamente nas aulas. A freqüência do aluno à escola é importante porque é a condição básica para ele aprender.
Se houver necessidade de mudança de escola duran
te o calendário escolar, a transferência deve ser realizada de forma planejada, com a solicitação dos documentos e do histórico escolar no tempo certo, a garantia de matrícula na escola de destino e as demais providências necessárias para não prejudicar os estudos da criança.


Uma forma eficiente de você saber em que seu filho tem dificuldade e quais são suas maiores habilidades é acompanhar diariamente a realização dos deveres de casa. Se os pais não têm condições, por falta de tempo ou mesmo de conhecimento, de ajudar a criança a fazer suas tarefas escolares, o melhor é pedir ajuda fora da família. Uma vizinha que estuda com o filho ou uma entidade que trabalha com reforço escolar podem ser uma ajuda preciosa.
Além disso, é preciso respeitar o período de estudos do seu filho. Estabeleça uma rotina, com tempo e espaço adequados para as tarefas. Acompanhe a aprendizagem, olhe os cadernos e, se for o caso, elogie o capricho. Verifique se sua casa tem livros e outros materiais de estudo e, se não tiver, ajude seu filho a procurar bibliotecas. Mostre-se disponível e ofereça ajuda
sempre que necessário, ainda que seja para ouvir seu filho ler algo interessante que achou nos livros.


O gosto pelos livros e pela leitura pode ser estimulado pelos pais desde o nascimento dos filhos. Ler ou contar historinhas para as crianças, levá-las a uma biblioteca pública ou presenteá-las com livros ou revistas de que elas gostem e que sejam adequados para sua faixa etária podem ser boas formas de incentivar o hábito da leitura. Leia para elas, e com elas, ou peça para que elas leiam e interpretem para você alguma notícia ou texto interessante.

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Entre no link e participe desde movimento Todos pela Educação

quarta-feira, 18 de março de 2009

Stephen Hawking escreve 2º livro infantil sobre o universo


Londres, 18 mar (EFE).- O físico britânico Stephen Hawking escreveu seu segundo livro sobre o universo dirigido especialmente às crianças com a filha, a escritora Lucy Hawking.

A nova obra tem como título "George and the cosmic treasure hunter" ("George e o caçador do tesouro cósmico", em tradução livre) e é a segunda parte do livro "O Segredo do Universo".

Em entrevista concedida à revista "New Scientist", Hawking diz que as crianças "são fascinadas pelos buracos negros" e perguntam sobre esta questão, sobre a qual é um dos maiores especialistas do mundo.

O cientista britânico diz que continua sendo "como uma criança", porque está sempre "observando tudo".

Segundo ele, o objetivo de transferir parte de seu conhecimento aos menores se deve a que gosta da ideia de que estejam preparados para ler em alguns anos livros como o clássico "Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros".

Sua última obra conta a história de George -o mesmo protagonista de "O Segredo do Universo" -, que "começa uma viagem pelo sistema solar seguindo uma série de pistas para encontrar o tesouro cósmico usando o supercomputador de seu vizinho, Cosmos", explica Hawking.

Nesta ocasião, teve novamente a colaboração da filha Lucy, que destaca na entrevista a habilidade de seu pai "para expressar as coisas de forma muito simples".O cientista britânico reconhece que espera ser lembrado por seu trabalho sobre os buracos negros e a origem do universo, e destaca que a ciência dá hoje resposta às perguntas que a religião costumava contestar.

"O único assunto que a religião pode reivindicar para si é a origem do universo, mas inclusive aqui a ciência está progredindo e deveria dar em breve uma resposta definitiva", acrescenta Hawking, que prevê que, nos próximos 20 anos, os detalhes sobre isso serão conhecidos. EFE

crédito: www.g1.com.br



Stephen Hawking


Stephen Hawking recentemente completou 64 anos. Nascido em 8 de janeiro de 1942, em Oxford, Inglaterra, é matemático, astrofísico e doutor em cosmologia pela Universidade de Cambridge, onde ocupa a cadeira de Isaac Newton como professor lucasiano de matemática. É considerado o mais brilhante físico teórico desde Albert Einstein (ido em 1955).


Lutando contra uma rara moléstia degenerativa, a esclerose amiotrófica lateral (a doença de Lou Gehring), esse matemático e astrofísico, além de sua grande contribuição à ciência moderna, conseguiu até agora escrever dois livros acessíveis à nossa compreensão leiga sobre o tempo e o espaço, enfim sobre a formação e o que é o universo. Hawking vive hoje numa cadeira de rodas especialmente construída para ele, de onde através dos poucos movimentos que consegue fazer, digita num computador o que é brilhante em seu cérebro de gênio.

Uma breve história do tempo

Sobre ele e sobre esta obra escreveu o astrônomo Carl Sagan, da Cornell University, NY, ainda vivo em 1987:

"Em nosso cotidiano não entendemos quase nada do mundo. Pouco pensamos no mecanismo que gera a luz do Sol e possibilita a vida; na gravidade, que nos cola a uma Terra que, de outra forma, nos lançaria em rotação pelo espaço; ou nos átomos de que somos feitos e cuja estabilidade dependemos fundamentalmente. Com exceção das crianças (que não sabem o suficiente para não fazer senão perguntas importantes), poucos de nós gastamos muito tempo considerando por que a natureza é do jeito que é; de onde surgiu o cosmo, ou se ele sempre existiu; se o tempo algum dia voltará atrás, fazendo os efeitos antecederem as causas; ou ainda se existem limites máximos para o conhecimento humano. Há até mesmo crianças – conheci algumas delas – que querem saber com o que se parece um buraco negro; qual é a menor porção de matéria; por que nos lembramos do passado e não do futuro; como se explica, se houve um caos primordial, que haja ordem agora, pelo menos aparentemente; e por que existe um universo.

Em nossa sociedade não é incomum que pais e professores respondam à maioria destas perguntas com um dar de ombros, ou apelando para conceitos religiosos vagamente relembrados. Alguns não se satisfazem com esse tipo de atitudes, porque elas expõem visceralmente as limitações da compreensão humana.Grande parte da filosofia e da ciência foi impelida por estes questionamentos. Um número crescente de adultos começa a ousar formular perguntas deste gênero e ocasionalmente recebe respostas surpreendentes. Eqüidistantes dos átomos e das estrelas, expandimos nosso horizonte exploratório para alcançar o conhecimento tanto dos fenômenos menores quanto dos maiores.

A obra é também um livro sobre Deus... ou, talvez, sobre sua ausência. A palavra de Deus invade suas páginas. Hawking embrenhou-se numa busca profunda para responder à famosa colocação de Einstein sobre a possibilidade de escolha que Deus possa ter tido para criar o universo. Hawking, como ele mesmo afirma explicitamente, tenta compreender a mente de Deus. Isto torna a conclusão deste esforço completamente surpreendente: o universo sem limite no espaço, sem começo ou fim e sem nada que um Criador pudesse fazer."

O universo numa casca de noz

Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito... (Shakespeare, Hamlet, Ato 2, cena2).

“Hamlet talvez quisesse dizer que, embora nós, seres humanos, sejamos muito limitados fisicamente, nossas mentes estão livres para explorar todo o universo e para avançar audaciosamente para onde até mesmo Jornada nas Estrelas teme seguir – se os maus sonhos permitirem.”

Stephen Hawking é um ícone intelectual conhecido não apenas pela ousadia de suas idéias, mas também pela clareza e perspicácia com as quais se expressa. Nesta sua obra, Hawking apresenta o segmento mais atraente da física teórica – no qual a verdade é quase sempre mais estranha do que a ficção – para explicar, com uma linguagem simplificada, os princípios que controlam o universo.

Como muitos da comunidade de físicos teóricos, Hawking procura o graal da ciência: a intrigante Teoria de Tudo, que está no coração do cosmo. Com seu estilo acessível e bem-humorado, ele nos leva a descobrir os segredos do universo, nos conduz às fronteiras selvagens da ciência, que guardam as últimas peças do quebra-cabeça, e nos revela os bastidores de uma de suas mais emocionantes aventuras intelectuais enquanto procura “combinar a teoria da relatividade geral de Einstein e a idéia das histórias múltiplas de Feynman em uma teoria unificada completa que poderá descrever tudo o que acontece no universo”.

O professor Hawking convida seu leitor a ser companheiro na extraordinária viagem através do espaço-tempo. Uma breve história do tempo e o universo numa casca de noz são leituras obrigatórias para todos aqueles que desejam entender o universo no qual vivemos.

É assunto sério. A atual obra literária do cientista Stephen Hawking deve ser considerada como reflexão do universo em que estamos, como foi sua origem e como será sua continuação, ainda que ele considere Deus envolvido nisso. Não é leitura fácil, mas é um grande desafio.


Conheça mais sobre Stephen Wawking

segunda-feira, 16 de março de 2009

Biblioteca Virtual do estudante da Língua Portuguesa - Escola do Futuro da USP

Endereço que vale apena deixar no favorito.

A Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa (http://www.bibvirt.futuro.usp.br) é um projeto que visa oferecer gratuitamente recursos educacionais úteis para estudantes e professores desde o ensino infantil até o universitário, ajudando a suprir a carência de bibliotecas escolares no país e de material de qualidade em língua portuguesa na Internet, além de estimular o interesse pela leitura. Ao mesmo tempo, é uma iniciativa que pretende contribuir para a criação de infra-estrutura para o ensino à distância e inclusão digital.

O acervo compreende textos integrais de obras literárias, textos, artigos, documentos, imagens, sons e vídeos. Ali encontram-se, entre outros materiais, centenas de obras de literatura brasileira e estrangeira, a coleção dos livros do Telecurso 2000, livros falados da Fundação Dorina Nowill, documentários em vídeo, vozes de personalidades da história, artigos sobre Educação e parte do acervo permanente do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Recentemente foi incorporado o projeto Gutenberg, que é conhecido mundialmente por ter sido um dos primeiros a disponibilizar textos eletrônicos gratuitos para download na Internet e por reunir clássicos da literatura em suas línguas originais. Atualmente, o projeto possui cerca de 10.000 obras disponíveis.

Nesses anos de existência, já ganhou 7 prêmios iBest: melhor site de Educação/Treinamento do Brasil pelo júri popular (1999), na mesma categoria tanto pelo júri popular como pelo oficial (2000), como melhor site de Arte/Cultura pelo júri popular (2000 e 2001) e ficou entre os três melhores sites na categoria Educação e Treinamento pelo júri oficial (2004 e 2005). A Bibvirt também já foi premiada pela Secretaria de Estado da Cultura/ São Paulo e em 2005 ganhou o II Prêmio Telemar de Inclusão Digital na categoria Universidades - Região Sudeste.

A Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa nasceu de uma parceria entre a AT&T Foundation e a Escola do Futuro da USP. Contou também com o apoio do ICDE (International Council for Distance Education). A avaliação do projeto esteve a cargo de professores da University of British Columbia (Canadá). O impulso inicial na área de acervo foi dado pela Fundação Roberto Marinho e pelo sistema FIESP, com a autorização de utilização do material do Telecurso 2000. Atualmente a Bibvirt conta com os seguintes parceiros: Fundação Roberto Marinho, Microsoft, Edusp, Editora Senac, Fundação Dorina Nowill e MEC - Ministério da Educação e Cultura.

fonte http://www.bibvirt.futuro.usp.br/

sábado, 14 de março de 2009

Lenda do Açaí


Antes de existir a cidade de Belém, capital do Estado do Pará na Amazônia, uma tribo muito numerosa ocupava aquela região. Os alimentos eram escassos e a vida tornava-se cada dia mais difícil com a necessidade de alimentar todos os índios da tribo.
Foi aí que o cacique da tribo, chamado de Itaki tomou uma decisão muito cruel. Ele resolveu que a partir daquele dia todas as crianças que nascessem seriam sacrificadas para evitar o aumento de índios da sua tribo.
Um dia, no entanto, a filha do cacique, que tinha o nome de IAÇÃ, deu à luz uma linda menina, que também teve de ser sacrificada. IAÇÃ ficou desesperada e todas as noites chorava de saudades de sua filhinha.
Durante vários dias, a filha do cacique não saiu de sua tenda.
Em oração, pediu à Tupã que mostrasse ao seu pai uma outra maneira de ajudar seu povo, sem ter que sacrificar as pobres crianças. Depois disso, numa noite de lua, IAÇÃ ouviu um choro de criança. Aproximou-se da porta de sua oca e viu sua filhinha sorridente, ao pé de uma esbelta palmeira. Ficou espantada com a visão, mas logo depois, lançou-se em direção à filha, abraçando-a. Mas, misteriosamente a menina desapareceu.
IAÇÃ ficou inconsolável e chorou muito até desfalecer.
No dia seguinte seu corpo foi encontrado abraçado ao tronco da palmeira. No rosto de IAÇÃ havia um sorriso de felicidade e seus olhos negros fitavam o alto da palmeira, que estava carregada de frutinhos escuros.
O cacique Itaki então, mandou que apanhassem os frutos em alguidar de madeira, o qual amassaram e obtiveram um vinho avermelhado que foi batizado de AÇAÍ, em homenagem a IAÇÃ (invertido é igual a açai).
Com o açai, o cacique alimentou seu povo e, a partir deste dia, suspendeu sua ordem de sacrificar as crianças.mas de respeito pela vida.

fonte: http://portalamazonia.globo.com

Mais informação sobre o Açai

Mais informação sobre a cidade de Belém

sexta-feira, 13 de março de 2009

Biblioteca Flutuante chega à Floresta Nacional de Caxiuanã

Comunidades ribeirinhas no Pará recebem barco de leitura
com livros do Projeto Semeando Cidadania na Escola

Alunos e professores das escolas da Floresta Nacional de Caxiuanã ganharão um presente especial este mês. Um barco de leitura com grande acervo de livros será entregue à comunidade, nesta quarta-feira (11 de março), durante a realização da Primeira Olimpíada de Ciência, promovida pelo Museu Emílio Goeldi, em Belém. Na ocasião, os livros do Projeto Semeando Cidadania na Escola, iniciativa da Chevron Brasil Ltda. em parceria com a Fundação Educar DPaschoal, já estarão à disposição para atender às escolas dos municípios de Melgaço e Portel, no Estado do Pará.

O Projeto Semeando Cidadania doou 9.350 livros ao Museu Emilio Goeldi, instituição com forte atuação na região por meio da Estação Científica Ferreira Penna, que engloba Caxiuanã, Pedreira, Laranjal, Ilha de Terra, Pracupi, Caria e Lago do Camoim. A ação atenderá cerca de 500 pessoas, a maioria crianças e adolescentes destas comunidades carentes, que vivem basicamente do extrativismo de produtos florestais como castanha, açaí e demais frutos e sementes silvestres. O objetivo da iniciativa é fortalecer a área de educação do Programa Criatividade e Inovação da Floresta Modelo de Caxiuanã, localizada na Baía de Caxiuanã, entre os rios Xingu e Tapajós.

A biblioteca flutuante desenvolverá projetos de incentivo à leitura aliados à experiência com contadores de histórias. A primeira iniciativa do projeto será a implantação da “Hora do Conto”, na qual os alunos vivenciarão as mais diversas dinâmicas para leitura e atividades voltadas à criação de histórias, como preparação para o Festival de Contadores de Histórias que acontecerá ao final do primeiro ano do projeto.

A entrega da biblioteca flutuante à comunidade ribeirinha só foi possível devido ao apoio do Programa de Responsabilidade Social da Chevron Brasil Ltda. O programa financiou a reforma do barco motor Ferreira Penna, que será responsável pelo transporte dos livros às escolas locais. Um dos compromissos do Programa Floresta Modelo de Caxiuanã, implementado pelo Museu Emilio Goeldi em parceria com as principais instituições de pesquisa e desenvolvimento sustentável da região, é a melhoria da qualidade do ensino na comunidade local.

Semeando Cidadania na Escola

O Projeto Semeando Cidadania na Escola recruta centenas de voluntários em todo o Brasil desde 2004. Eles constituem a base da rede de solidariedade que envolve prestadores de serviços, como as transportadoras parceiras da Chevron Brasil Ltda., passando por funcionários de diversas áreas, revendedores Texaco e clientes da empresa envolvidos na doação de livros paradidáticos para escolas públicas e instituições. Os livros são produzidos pela Fundação Educar DPaschoal com recursos próprios e de incentivo fiscal (Lei Rouanet) da Chevron Brasil Ltda.

As publicações ficam armazenadas no depósito da empresa, localizado em Paulínia (interior de São Paulo) e de lá são distribuídos para várias cidades do Brasil. Entre os temas abordados nas publicações: direitos e deveres, valores relacionados à cidadania, meio ambiente, reciclagem, diversidade, folclore, prevenção ao HIV-AIDS, educação para o trânsito, esporte e civismo. Este ano, o projeto lança nova publicação, voltada para o tema sustentabilidade: O livro que não tinha fim, autoria de Sandra Aymone, ensina conceitos ligados à preservação ambiental e destaca o que os jovens leitores podem fazer para ajudar o planeta.

Em 2008, o projeto atingiu a marca de mais de 1,2 milhão de livros distribuídos, chegando a cidades cada vez mais distantes como: Almerim e Tailândia (Pará), Santa Cruz do Sul (Rio Grande do Sul), Milagres (Ceará), Laranjal do Jarí (Amapá), Chã Grande (Pernambuco), Sorriso (Mato Grosso), entre outras. ”Os livros complementam o material didático que as escolas utilizam, abordando temas atuais com uma linguagem de fácil entendimento”, afirma o Coordenador de Responsabilidade Social da Chevron Brasil Ltda., Luiz Fernando Rodrigues.

Ano passado, o projeto também lançou sua primeira edição em Braille, doada ao Instituto Benjamin Constant, referência na educação de deficientes visuais no Brasil. Foram 1.500 kits com o título O Grande Dia - autoria de Patrícia Engel Secco - para os que possuem baixa e média visão, além de áudiolivro em CD para aqueles com cegueira total.

Sobre Responsabilidade Social/Chevron Brasil Ltda.

A área de Responsabilidade Social da Chevron Brasil Ltda. adotou, a partir de 2000, o modelo de parcerias e passou a definir a sua estratégia de atuação com foco na educação voltada prioritariamente para alfabetização de adultos, incentivo à leitura e educação ambiental. Além do Projeto Semeando Cidadania na Escola, idealizado pela empresa, outro importante projeto apoiado pela Chevron Brasil Ltda. é o Programa Alfabetização Solidária, que tem como objetivo reduzir o índice de analfabetismo no Brasil. A participação da empresa já possibilitou a alfabetização de mais de 9.315 adultos e crianças em cidades carentes do Norte e Nordeste do País.

Desde 2001, os funcionários da Chevron Brasil Ltda. também colaboram com o social e o meio ambiente participando do Projeto Coleta Seletiva de Lixo. Papéis, cartuchos de impressoras, copos plásticos e latas de alumínio são recolhidos e vendidos para empresas de reciclagem. O dinheiro obtido é revertido para ONGs como Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e Pela Vida e o Lar da Criança Feliz e kits escolares para o Alfabetização Solidária. O projeto é uma parceria com a Aleris Reciclagem e com a Orsa Celulose, envolvendo também os revendedores Texaco. Com esta iniciativa, já foram recicladas mais de 500 mil latinhas e 172 toneladas de papel.

Texto: Assessoria de Imprensa Chevron Brasil/In Press Porter Novelli

fonte: http://www.museu-goeldi.br/