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sábado, 6 de abril de 2013

Nova lei obriga os pais a matricular criança de 4 anos na pré-escola

Lei contempla a educação infantil (Foto:
Reprodução/TV Liberal)



Texto anterior dizia que matrícula era obrigatória a partir dos 6 anos. 
Estados e municípios têm até 2016 para garantir oferta de vagas.

O governo federal publicou nesta sexta-feira (5), no “Diário Oficial da União”, a lei número 12.796 que altera a lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Como novidade, o texto muda o artigo 6º tornando "dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade". A matrícula dessas crianças pequenas deve ser feita na pré-escola. Estados e municípios têm até 2016 para garantir a oferta a todas as crianças a partir dessa idade.

Segundo o Ministério da Educação, a lei publicada nesta sexta-feira é uma “atualização” da Lei de Diretrizes e Bases, de 1996, reunindo as emendas realizadas desde então.

A versão anterior dizia que esta obrigatoriedade 
era a partir dos 6 anos. Mas, em 2009, uma emenda constitucional tornou obrigatório ao governo oferecer educação básica e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria.

Foi preciso então "incorporar" na lei o dever dos pais de matricular os filhos de 4 e 5 anos.

A nova lei "abraça" a educação infantil e estabelece as suas regras. Segundo o documento, a educação básica será dividida entre pré-escola, ensino fundamental e ensino médio. O currículo da educação infantil deverá ter uma base nacional comum que respeita as diversidades culturais de cada região. Isto já valia para o ensino fundamental e o ensino médio.

Acompanhamento, frequência e registro
O professor deverá fazer um registro do acompanhamento do desenvolvimento de cada criança. As crianças de 4 e 5 anos terão "avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental". Além disso, na pré-escola as crianças devem ter carga horária mínima anual de 800 horas, distribuída por um mínimo de 200 dias de trabalho educacional.

O atendimento à criança deve ser de, no mínimo, 4 horas diárias para o turno parcial e de 7 horas para a jornada integral. E a pré-escola deve fazer um controle de frequência destas crianças, exigida a frequência mínima de 60% do total de horas.

Outra novidade no texto foi a inclusão de "consideração com a diversidade étnico-racial" entre as bases nas quais o ensino será baseado.

Educação especial
A alteração na lei torna mais específica ainda a educação para crianças e jovens com deficiência ou os chamados "superdotados". O texto anterior falava em "educandos com necessidades especiais". Agora, a redação diz "atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino".

Em outro artigo, fica garantido que "o poder público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na própria rede pública regular de ensino, independentemente do apoio às instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial."

Segundo o Ministério da Educação, entre 2005 e 2011, abriu 37.800 dessas salas, usadas para atividades individualizadas com os alunos especiais em horários além dos que eles passam na sala de aula comum, abrangendo 90% dos municípios do país. A pasta diz que espera contemplar 42 mil escolas com esse recurso até 2014.

fonte: g1.com.br

terça-feira, 2 de abril de 2013

CONSUMISMO INFANTIL NA CONTRAMÃO DA SUSTENTABILIDADE

Instituto Alana e Ministério do Meio Ambiente lançam cartilha sobre relação entre consumismo infantil e sustentabilidade com dicas e sugestões para pais e educadores.

Um evento em Brasília marcou o lançamento do caderno “Consumismo infantil: na contramão da sustentabilidade”, uma parceria do Instituto Alana com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O objetivo da publicação é ajudar os pais e educadores a trabalharem com as crianças a diferença entre o “querer” e o “precisar”, além de abordar temas como sustentabilidade, descarte e consumo.

Medidas como o consumo de lanches feitos em casa, mais saudáveis e que geram menos lixo e descarte de embalagens, são incentivadas. O material também traz alguns dados preocupantes sobre a influência da publicidade no consumismo infantil. Dados do Ibope mostram que, hoje, as crianças passam mais de cinco horas por dia na frente da televisão. E que 64% de todos os anúncios veiculados nas emissoras de TV, monitoradas às vésperas do Dia das Crianças de 2011, foram direcionados ao público infantil (Alana/UFES).

O livreto é o terceiro volume da série Cadernos de Consumo Sustentável, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente. Durante 2013, o Ministério da Educação deverá distribuir 70 mil exemplares da obra; o Ministério do Meio Ambiente, 10 mil e a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), mais 15 mil em todo o território brasileiro.

Que tal aproveitar as dicas da cartilha e começar a ensinar a seus filhos alternativas ao consumo sem reflexão? O documento está disponível para download.

O evento de lançamento do caderno em Brasília contou com as presenças de Gabriela Vuolo, Coordenadora de Mobilização do Alana; Samyra Crespo, Secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente; Angélica Goulart, Secretária Nacional da Criança e Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; e Juliana Pereira, Secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça.

fonte: http://defesa.alana.org.br

segunda-feira, 1 de abril de 2013


Entrevista: games como recursos para a aprendizagem

Uma das páginas do Livro e Game, com o jogo Memórias de um Sargento de Milícias
Celso Santiago é uma das cabeças do projeto “Livro e Game”, que transforma obras clássicas da literatura brasileira em jogos eletrônicos. Ele trabalha com o potencial educativo dos games desde os anos 1990, quando acompanhou a implantação de um projeto na área nas escolas da rede municipal de Londrina, no Paraná. E aposta nesta ferramenta como um recurso de apoio ao aprendizado. Nesta entrevista, fala sobre o potencial dessa ferramenta e as maneiras mais indicadas de introduzi-la em classe, entre outros temas.

1. Qual o potencial dos games para o aprendizado?

Jogos desse tipo funcionam como um apoio à ação educativa. Com base neles, é possível introduzir vários temas vinculados aos conteúdos escolares. Graças à pensadores como Lev Vygotsky (1896-1934) Paulo Freire (1921-1997), sabemos que a cultura é um componente imprescindível ao processo de aprendizagem. Isso explica o potencial dos games.

2. Quais as vantagens das adaptações do projeto “Livro e Game”?

Ele une entretenimento e cultura. Seu ambiente oferece ao internauta a atmosfera própria de cada obra adaptada, criada com base nas nossas leituras dessas obras e da pesquisa de referências que fizemos para criar toda a ambiência que as narrativas pediam. Os jogos são divertidos e apresentam informações e curiosidades que entretém o internauta. Ao mesmo tempo, estimulam o jogador a descobrir mais, a partir para a leitura das obras clássicas que os originaram.

3. Como o professor deve fazer a mediação dos jogos do projeto?

Essa mediação deve considerar vários aspectos. O primeiro é o aluno e o seu entorno. Devemos levar em conta o que os jovens já sabem e os saberes presentes na comunidade onde vivem. Assim, fica possível estabelecer relações entre as situações vividas por eles e as apresentadas na narrativa da obra literária. Outro ponto é estimular a curiosidade do grupo, levá-lo investigar sobre o tema e compartilhar as descobertas.

4. Há previsão de lançar outros jogos este ano?

Sim. Temos os projetos de dois jogos prontos: Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto (1881-1922) e Noites da Taverna, de Álvares de Azevedo (1831-1852). Esperamos que até o fim do ano eles estejam disponíveis na internet.


fonte: revisaescola

domingo, 31 de julho de 2011

Meu filho não quer voltar às aulas, e agora?


Resistir ao retorno pode ser só uma manha passageira ou indicar situações mais graves. Para cada caso, há uma recomendação

Resistência em voltar para a escola é contornável, mas pode esconder problemas mais graves

É hora de dar adeus aos dias de folga e voltar à rotina com aulas, tarefas de casa e trabalhos escolares. Algumas crianças estão com saudades dos colegas e das atividades, mas outras não podem nem ouvir falar em volta às aulas sem ter uma dor de barriga instantânea. Como os pais podem lidar com a criança que resiste a voltar das férias?

O primeiro passo é descobrir o que esta resistência quer dizer. "O 'não quero ir para a escola' pode ter vários sentidos", alerta a psicoterapeuta Ana Gabriela Andriani, doutora em Psicologia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Pode ser apenas uma recusa natural e passageira à ideia de voltar a acordar cedo, ter menos tempo para brincadeiras e mais responsabilidades - do mesmo tipo que qualquer adulto sente ao terminar as férias e encarar a volta ao trabalho.

Outras vezes a resistência se apresenta mais constante, tendo aparecido inclusive antes das férias. Nesse caso, o motivo pode estar escondido em uma mudança na rotina escolar: troca de professora, de classe ou de escola ou até mesmo ameaças de bullying. "O diálogo com a escola é fundamental", define Ana Gabriela. Só assim os pais podem entender se a resistência à volta às aulas é só manha ou se esconde algum problema mais sério.

A pura e simples manha, aliás, também pode ser acolhida. Afinal, quem é que gosta, seja adulto ou criança, de voltar das férias? "Acolher a manha não significa permitir que a criança não volte para a escola", diz Ana. Basta conversar com a criança e explicar que esta preguiça é natural, que todos sentem, mas que nem por isso podemos ficar em casa para sempre.

João David Cavallazzi Mendonça, psicoterapeuta familiar, concorda. "Precisa dar à criança o direito de sentir preguiça e sentir vontade de nao acordar - embora isso não signifique em absoluto que ela vá poder dormir até tarde e faltar às aulas".

Agendas lotadas

Não querer voltar para a escola pode ser um alerta para um problema muito comum entre as crianças de hoje: o excesso de atividades extracurriculares impostas pelos pais. A garotinha que faz balé às terças e quintas, natação às quartas e sextas e piano às segundas e sábados certamente vai sentir muita falta de um mês em que teve tanta tempo livre - um verdadeiro artigo de luxo para ela.

Os pais se esquecem de que tempo livre, para uma criança, significa tempo para brincar. E brincar é essencial. "A brincadeira é fundamental para o desenvolvimento social, cognitivo, afetivo, da criatividade. A criança precisa de tempo para ser criança", ressalta a psicoterapeuta.

Dicas práticas

Para que a transição da rotina seja o mais suave possível, João sugere que os pais estabeleçam uma mudança gradual. Se a criança está dormindo mais tarde e acordando mais tarde, que tal, alguns dias antes do retorno à escola, já colocá-la mais cedo na cama - e acordá-la mais cedo também? O ideal é aproximá-la ao máximo da rotina que volta em breve, tanto em horários de sono como nos de refeições.

Incluir a criança na preparação da volta às aulas é outra ideia. "Peça ajuda para lavar a mochila, preparar os uniformes, comprar o material de reposição", indica o psicoterapeuta. Vale também ler um trecho de um livrinho ou apostila que será solicitado no segundo semester - tudo para que seu filho vá se habituando com a presença destes elementos de volta ao seu dia a dia.

fonte: delas.ig.com.brpor Clarissa Passos, iG São Paulo

terça-feira, 12 de julho de 2011

Dinheiro é assunto de criança?

Educar financeiramente as crianças é mais do que ensinar a controlar a mesada


Todos os pais comentam que seus filhos possuem uma capacidade de aprender bastante ampliada na atualidade. Perguntas que nem sonhávamos em fazer quando éramos crianças agora saem das bocas dos nossos filhos sem nenhum constrangimento. Parece que tudo é muito natural e eles estranham nossas caras de espanto frente aos seus constantes questionamentos.

E quanto ao dinheiro? Devemos tratar livremente desse assunto com eles? Devemos formar poupadores e investidores desde a primeira infância? Esse assunto deve ser ensinado na escola?

Perguntas necessárias, com respostas não tão simples. Isso nos remete ao papel da educação financeira para as crianças e jovens. Quanto ao segundo grupo, não percebo muitas dúvidas nos educadores. O adolescente já é, em muitos casos, um cidadão bancarizado, que possui CPF, conta corrente ou poupança e que atua como um consumidor ou poupador na plenitude. Mas e quanto às crianças?

Recentemente, foi assinado pelo então Presidente Lula o decreto que instituiu a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), que englobará ações educacionais para adultos, jovens e crianças ligadas ao uso consciente do dinheiro e dos produtos financeiros. O desafio é imenso num país carente de educação de boa qualidade e que possui uma população tendo acesso ao consumo e ao crédito de forma inédita em nossa história.

Mas como o assunto deve ser abordado para os pequenos? Como falar do valor do dinheiro, sua função e administração para os brasileirinhos? Depois de conduzir programas de educação financeira, constatei que falar do uso do dinheiro significa falar do consumo, explicando sua finalidade e avaliando como é tratado em nossa sociedade.

O sistema financeiro tem como uma das suas principais funções ser um agente que capta recursos de pessoas superavitárias e empresta para as pessoas deficitárias. A conseqüência dessa relação é o consumo das famílias e os investimentos das empresas. Isso mostra que a educação financeira deve tratar das relações econômicas entre as pessoas e organizações.

Educação não deve tratar apenas de orçamento familiar

Para as crianças, a educação financeira não deve ser tratada apenas como um instrumento de equilíbrio do orçamento familiar. Segundo Paulo Freire, “educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante”. A educação financeira deve servir para formar cidadãos conscientes não apenas em relação ao controle orçamentário, mas sim, criar pessoas que questionem os hábitos e comportamentos arraigados e que impactam o planeta hoje e nas gerações futuras.

Isso significa que educar financeiramente as crianças engloba ajudá-las a refletir sobre os hábitos de consumo da sociedade, sobre o destino das poupanças geradas e sobre as prioridades de investimentos públicos e privados. O uso do dinheiro e dos produtos financeiros, dessa forma, assume seu papel de instrumento no processo econômico e social. Instrumento fundamental ao bem-estar das pessoas, mas que não pode prescindir da reflexão ampla ligada às relações econômicas nas quais o dinheiro, o crédito e a poupança estão inseridos.

Educar financeiramente as crianças não é uma tarefa trivial. Esperamos que as iniciativas que já existem e aqueles que ainda virão dêem conta da missão real da educação: formar cidadãos conscientes quanto ao seu papel e quanto ao impacto das suas decisões e escolhas para a vida em comunidade.

Ensinar a controlar a mesada é instrumento. Questionar seu propósito e significado é educar financeiramente com cidadania

fonte econimia.ig.com.br
Fábio Moraes, diretor de educação corporativa da Febraban

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Burro velho não aprende?

Por Içami Tiba
Não acreditem neste velho ditado popular: “Burro velho não aprende!”

São quatro grandes besteiras ditas em quatro palavras. 1. Burro não é “burro”, é um muar mais inteligente e resistente do que o cavalo; 2. burro “velho” é usado como teimoso, só porque ele faz o que ele quer e não o que o seu patrão manda; 3. não aprende; solte-o num pasto nunca dantes frequentado por ele e ele aprenderá rapidinho o melhor caminho para o melhor pasto; 4. a frase toda é mentirosa, preconceituosa e totalmente depreciativa. Quando chamamos alguém de burro, estamos ofendendo o burro. 5. Quem aceita este ditado para si, interrompe com ele o seu próprio futuro com projetos e sonhos para viver o presente sem realizações, baseando-se somente num passado que se tornou obsoleto.


Aqui vão alguns dados que demonstram que os velhos aprendem, sim, quando lhes interessa:


1. Os motoristas de taxi de Londres são submetidos a rigorosos testes de conhecimento do mapa do trânsito da cidade para poderem trabalhar. Colocando tais taxistas em um exame de angiologia cerebral, existe uma grande ativação e um aumento de tamanho no córtex parahipocampal direito, quando se pede que pensem num trajeto. Estes motoristas de tanto usarem esta área aumentaram-na inclusive de tamanho! Trata-se de uma pesquisa em andamento. Se assim for, o não uso do cérebro pode atrofiá-lo? Perguntas, temos muitas, mas as respostas são poucas. Ou seja, é um excelente campo para a pesquisa científica...


Para entender melhor o parágrafo anterior vou fazer uma comparação entre o taxista londrino e um taxista que nunca tenha dirigido em Londres. O segundo leva muito mais tempo do que o primeiro para aprender um caminho novo.

2. Qualquer médico especialista, antigo em idade, mas atualizado na sua profissão, em um instante aprende as novidades que surgem se de fato lhes interessarem. Aprendem até mais depressa que outros colegas de qualquer idade que não são especialistas. Atualizado significa que nunca deixou de aprender todas as novidades que surgiam no seu ramo, inclusive as surgidas na informática, como a Internet, o Google e sites de relacionamentos...

3. Os neurônios da memória envelhecem e tornam-se mais lentos no processo de memorização. A neurociência descobriu que estes neurônios, verdadeiros hardware, reproduzem neurônios filhotes, como se fossem software, que memorizam provisoriamente dados e vão lentamente passando para hardware, dando-lhe o tempo necessário para o aprendizado. Uma vez cumprida a missão, eles desaparecem. Assim, os velhos podem levar mais tempo para aprender do que os jovens, mas uma vez aprendido e praticado passa a ser mais experiente.

No meu livro “Família de Alta Performance”, na página 213, dedico à Ginástica mental, verdadeiros exercícios cerebrais com a finalidade de criar novas sinapses entre os neurônios, onde se alojam a Inteligência e a Capacidade de Aprender, e a”desenferrujar” as que estão perdendo suas funções por falta de uso.

Parar de aprender é antinatural no desenvolvimento do ser humano e pode ser resultado de depressão, falta de estímulo, baixa autoestima, conformação com a ignorância, perda de esperança, descrença na vida, pois a aprendizagem só acaba quando a pessoa morre

fonte: http://educacao.uol.com.br

domingo, 26 de junho de 2011

O professor de hoje não pode só reproduzir sua formação

Por Içami Tiba

É como um médico cirurgião que não poderia nem deveria operar ninguém se não tivesse competências específicas como conhecimento (não conhece as técnicas cirúrgicas mais adequadas e atualizadas, a patologia a ser operada, etc.), comprometimento (não se incomodar com a vida do paciente, largar todo o material cirúrgico na barriga da pessoa que está sendo atendida, tirar as luvas e avental e jogar sobre a mesa cirúrgica e sair correndo porque está na hora da sua saída), responsabilidade (de ter consciência da cirurgia que faz), disciplina (terminar o que começou), ética (respeitar tanto o paciente quanto a si mesmo) etc.

Assim também, de um professor espera-se competências específicas para que seus alunos sejam bem sucedidos no aprendizado. Tomo a liberdade de listar aqui as seis características que o docente ideal para o século 21 deve ter, segundo texto
publicado na revista Nova Escola, da editora Abril:
ter uma boa formação;
usar novas tecnologias a favor dos conteúdos;
atualizar-se em novas técnicas de ensinar;
trabalhar bem em equipe;
planejar e avaliar sempre: observar para reorientar o trabalho;
ter atitudes e posturas profissionais: todo aluno pode aprender.
Aponto, abaixo, mais exemplos de como melhorar a performance do professor com os alunos em sala de aula:

7. aquecer o aluno para receber a aula. Um aluno raramente tem sua mente aquecida para receber a aula e frequentemente está totalmente desligado. Cabe ao professor fazer um warming up, aquecimento, como qualquer esporte ou aperitivo que prepara o corpo para a ginástica ou refeição, basta que o professor pergunte: quem se lembra da última aula? Quem responder ganha um ponto, pois este aluno favorece o aquecimento de outras mentes, até as respostas começarem a pipocar. Pronto: as mentes estão aquecidas!

8. mental-breaks: alunos não mais suportam ficar 50 minutos em aula. Até adultos precisam de coffee-breaks. Em uma aula pesada, o professor poderia abrir mental-break oferecendo 5 minutos para os alunos trocarem ideias entre si sobre o que foi dado ou, melhor ainda, um aluno pergunta e outro responde, numa competição de somar pontos quem mais souber.

9. um aluno escolhido ou voluntário faz um resumo final da aula, também ganhando um ponto. A aula não termina sem o resumo.

10. o professor deve fazer um teaser (recurso do marketing para estimular o “comprador” através de ofertas interessantes fazendo o aluno interessar-se pela matéria da próxima aula). É como as cenas do próximo capítulo das novelas e seriados de TV ou trailler dos filmes que chegarão aos cinemas.

11. o professor tem que ensinar os pais a cobrarem diariamente as lições de casa. Os filhos têm que fazer um resumo de cada aula assistida, usando 150 palavras do próprio vocabulário e enviar aos pais como conseguirem: seja via mensagens de computador, torpedo, e-mail etc. Tiveram três aulas? Os pais têm que receber três resumos. Caso contrário, estarão sustentando a ignorância que custa muito mais caro do que o conhecimento.

fonte: educacao.uol.com.br

sábado, 25 de junho de 2011

Brasil ainda tem mais de 13 mil escolas sem luz, segundo Censo Escolar

O Brasil tem pelo menos 13 mil escolas sem energia elétrica ou que funcionam com gerador. O número foi declarado pelas próprias unidades no Censo Escolar do ano passado, que é o mais recente disponível e utiliza dados coletados até março de 2010. O levantamento aponta 13.134 escolas nesta situação.

A maioria (178.779), no entanto, afirmou utilizar as redes públicas de eletricidade. Além disso, 99% das unidades "no escuro" são rurais. São, de acordo com o ministério, 429.805 alunos prejudicados.


O Estado que lidera o ranking de escolas que afirmaram não ter energia elétrica é o Pará, com 3.814, seguido por Bahia (2.490), Maranhão (1.962) e Amazonas (1.358). Se o recorte for feito por regiões, Norte e Nordeste estão no topo. A única unidade da federação sem nenhum registro é o Distrito Federal.

Como o censo é feito com base em autodeclarações, não se podem descartar eventuais erros no preenchimento. Segundo o ministério, o número hoje é ligeiramente menor (13.108), provavelmente por conta de correções nas planilhas. O número, no entanto, não leva em conta casos de roubos de fios de energia elétrica, que vêm se tornando comuns em escolas.
"Apartheid na educação"

Para Mozart Ramos, do movimento “Todos Pela Educação”, esse tipo de problema pode ter efeitos no futuro. “A falta de energia impede que você tenha, por exemplo, laboratórios de informática. Como ter novas tecnologias se você não tem energia? Você gera um apartheid na educação.”

Segundo ele, problemas como falta de luz ou de água filtrada só serão resolvidos quando a educação passar a ser pensada como um sistema único. “O sistema deve ter os planos estaduais, municipais e estadual, um regime de colaboração -para que o MEC repasse recursos- e a responsabilização. Se se recebe e não se aplica, alguém tem que responder por isso”, diz.
Número vem diminuindo, diz MEC

O MEC, em nota, afirma que o número de escolas sem energia vem decaindo desde 2003. Nesse ano, eram mais de 35 mil unidades sem luz.. A relação com as escolas sem energia é repassada ao MME (Ministério de Minas e Energia) que a coloca dentro do programa Luz Para Todos.

Segundo Minas e Energia, quando uma unidade educacional é atendida, toda a comunidade em volta também é. Por isso, é preciso fazer um levantamento da região, um projeto e uma programação de atendimento. Questionado quanto tempo levaria para uma escola ser atendida, o MME afirma que depende da distância que a unidade está da rede, do valor da obra, do acesso ao local, entre outros fatores.


fonte: http://noticias.uol.com.br

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bullying não é nada disso

Além de banalizar o conceito, o que mais conseguimos ao abusar desse termo? Alarmar os pais

Há muita gente que não aguenta mais ouvir falar de bullying. O assunto é tema de reportagens nos jornais diários de todos os tipos, nas revistas semanais, nas prateleiras das livrarias, nas bancas de revistas, na internet etc.
Já conseguimos esvaziar o sentido dessa palavra e seu conceito de tanto que a usamos e de tanto fazer associações indevidas com o termo.
Basta um pequeno drama ou uma grande tragédia acontecer, envolvendo jovens, que não demora a aparecer a palavra mágica. Agora, ela serve para quase tudo.
Além de banalizar o conceito, o que mais conseguimos com o abuso que temos feito dele? Alarmar os pais com filhos de todas as idades.
Agora, a preocupação número um deles é evitar que o filho sofra o tal bullying. O filho de quatro anos chega em casa com marca de mordida de um colega? Os pais já pensam em bullying. A filha reclama de uma colega dizendo que sempre tem de ceder seu brinquedo, ou o filho diz que tem medo de apanhar de um colega de classe? Os pais pensam a mesma coisa.
Alguns deram, por exemplo, de reclamar que a escola que o filho frequenta tem, no mesmo espaço, estudantes de todas as idades e dos vários ciclos escolares.
Então agora vamos passar a considerar perniciosa a convivência entre os mais jovens porque há diferença de idade entre eles? Decididamente, isso não é uma boa coisa.
As crianças e os jovens aprendem muito, muito mesmo, com o convívio com seus pares mais novos e mais velhos. Ter acesso a alguns segredos da vida adulta pelas palavras de outra criança ou de um adolescente, por exemplo, é muito mais sadio e interessante do que por um adulto. Um exemplo? A sexualidade.
Outro dia ouvi um diálogo maravilhoso entre uma criança de uns dez anos e um adolescente de quase 16. O assunto era namoro. Em um grupo, os mais velhos comentavam suas façanhas beijoqueiras com garotas. A criança ""pelo que entendi, ele era irmão de um dos mais velhos"" passou a participar da conversa querendo saber detalhes do que ele chamou de beijo de língua e ameaçou começar a também contar suas vantagens.
Logo a turma adolescente reagiu, e um deles falou que ele era muito criança para entrar no assunto. E um outro disse, sem mais nem menos: "Agora você está na idade de ouvir essas coisas e não de fazer, está entendido?". O menor calou-se e ficou prestando a maior atenção à conversa dos maiores, sem intervir.
Imaginei a cena se tivesse acontecido com o garoto de dez anos e adultos. Não seria nada difícil que eles dessem atenção ao menino, que quisessem saber e fornecer detalhes a respeito das intimidades que podem acontecer num encontro entre duas pessoas. Muito melhor assim do jeito que foi, não é verdade? Com a maior simplicidade, o garoto foi colocado em seu lugar de criança e nem se importou com isso, mas, mesmo assim, pôde participar como observador da conversa dos mais velhos.
Conflitos, pequenas brigas, disputas constantes acontecem entre crianças e jovens? Claro. Sempre aconteceram e sempre acontecerão.
Mas esses fatos, na proporção em que costumam acontecer, não podem ser nomeados como bullying. Fazer isso é banalizar o tema, que é sério. Aliás, isso tudo acontece sem ultrapassar os limites das relações civilizadas se há adultos por perto. Essa é nossa questão de sempre, por falar nisso.
O verdadeiro bullying só acontece em situações em que os mais novos se encontram por conta própria, sem a companhia e a tutela de adultos, sem ainda ter condições para tal.
Caro leitor: se você tem filhos, não os prive da companhia de colegas diferentes no comportamento, na idade etc.
Esses relacionamentos, mesmo conflituosos, são verdadeiras lições de vida para eles que, assim, aprendem a criar mecanismos de defesa, a avaliar riscos e, principalmente, a reconhecer as situações em que precisam pedir ajuda.
ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de"Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)

fonte: http://www.alana.org.br

segunda-feira, 16 de maio de 2011

ABL diz que livro adotado pelo MEC é “completamente inadequado”

Livro usado pelo Ministério da Educação

A Academia Brasileira de Letras (ABL) divulga, daqui a pouco, nota em que “manifesta sua discordância” em relação à proposta do livro didático de português adotado pelo MEC (Ministério da Educação), que dedica um capítulo ao uso popular da língua.

O presidente da ABL, Marcos Vilaça, afirma que o livro Por uma vida melhor, da coleção Viver, Aprender, para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), é “completamente inadequado”. Na nota, a ABL afirma que “estranha certas posições teóricas dos autores de livros que chegam às mãos de alunos dos cursos fundamental e médio com a chancela do Ministério da Educação, órgão que vem se empenhando em melhorar o nível do ensino escolar no Brasil”.

O livro distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático, do próprio MEC, defende que é preciso trocar os conceitos de “certo e errado” por “adequado e inadequado“.

Os autores mostram que não há necessidade de se seguir a norma culta para a regra da concordância em algumas situações e usam a frase “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” para exemplificar que, na variedade popular, só “o fato de haver a palavra os (plural) já indica que se trata de mais de um livro”. Em um outro exemplo, os autores mostram que não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”.

Para o MEC, no entanto, o papel da escola é não só o de ensinar a forma culta da língua, mas também o de combate ao preconceito contra os alunos que falam “errado”
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fonte: http://colunistas.ig.com.br

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Música é um de sete novos conteúdos obrigatórios nas escolas


Conselheiros Nacionais de Educação dizem que só transversalidade das disciplinas permitirá introduzi-los


Nos últimos quatro anos foram acrescentados ao currículo da educação básica mais sete conteúdos obrigatórios. Em 2007, uma lei introduziu direitos das crianças e dos adolescentes. Em seguida, em 2008, entrou história e cultura afro-brasileira e indígena. Logo depois, vieram filosofia e sociologia – estas como disciplinas para o ensino médio – e, ainda naquele ano, música. Em 2010, uma emenda somou artes regionais e um decreto estabeleceu educação financeira.

Foto arquivi Pessoal 
Professora de educação musical Liane Hentschke diz que o mínimo necessário é um professor formado


Para cada novo componente foi dado um prazo de adaptação válido para escolas públicas e privadas. A obrigatoriedade do ensino de música começa no próximo mês de agosto, mas o Ministério da Educação (MEC) criou apenas este mês um Grupo de Trabalho para estabelecer a metodologia de implantação do conteúdo. Enquanto isso, algumas redes contrataram profissionais, outras investiram em projetos fora do horário de aula e a maioria ainda não se adaptou.


Pela lei, não é necessária uma disciplina para música, mas apenas a introdução de conteúdos. Dessa forma, diferentes professores poderiam introduzi-la dentro ou fora do horário de aula.


Liane Hentschke, professora de educação musical da Universidade Federal do Rio Grande do Sul –instituição que é referência na área no País – defende que o mínimo seja um educador com formação específica e equipamentos musicais. “Dá para começar com o laboratório de informática e trabalhar softwares musicais com os quais as crianças já estão habituadas fora da escola, mas é importante ter um professor com consciência dos objetivos e que saiba introduzir outras músicas” afirma, acrescentando que depois de alguns meses também será necessário apresentar instrumentos.


“É preciso ter pelo menos aparelho de som, DVD, televisão, instrumentos de percussão, de corda, tambores e chocalhos. Para usar a voz, é preciso um profissional que entenda de canto, não é só cantar”, explica.


Ainda assim, ela defende que a música não ocuparia o tempo das disciplinas já existentes, pelo contrário, ajudaria a melhorar a compreensão delas. “Contribui para as capacidades de leitura, comunicação, sociabilidade, ouvir o outro, lógica, interpretação e ainda pode ser uma forma de incluir deficientes diversos”, argumenta.


Solução é integrar


A integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Clélia Brandão, lamenta que o estabelecimento de obrigatoriedade seja traduzido como um imposição de um componente sem conexão com os demais. “A música é fundamental desde a Grécia antiga e queríamos garantir que ela fizesse parte da formação dos jovens, ela agrega e serve para tornar a escola atraente. Agora vemos redes pensando no que dar de forma isolada, por série ou fora do contexto das outras áreas, isso é um modelo falido”, diz.
"
Para ela, a música deveria integrar turmas diferentes e fazer parte de projetos com conteúdos de várias áreas. “A gente tem sido tradicionalista, tratando o aprendizado como uma série de pedacinhos, isso torna difícil acrescentar algo novo, a sonoridade deveria ajudar a unir e não entrar como outro conteúdo separado”. Ela espera que a equipe formada este ano possa esclarecer este “mal entendido”. “A escola tem que ousar ou estamos perdendo tempo.”


Outro conselheiro, José Fernandes Lima, critica a criação de muitos conteúdos novos. Relator de uma proposta de mudança no ensino médio que daria autonomia às escolas para montar suas grades curriculares, ele diz que os conteúdos devem ser dados de forma integrada e que o próximo passo seria tornar mais difícil a imposição de componentes. “Precisa estabelecer que direitos humanos são conteúdo? E educação a favor da diversidade? São coisas que a escola precisa ensinar pelo exemplo e o tempo todo, casos assim não devem ser colocados como componentes sob o risco de serem tratados apenas na aula específica do assunto.”


fonte: ultimosegundo.ig;com    
Por Cinthia Rodrigues, iG São Paulo 

domingo, 9 de janeiro de 2011

Os limites da bronca

Se seu filho insiste em desobedecer, você pode estar falando o que não devia. Veja 9 frases vetadas por especialistas

Pais devem entender o efeito das frases na hora da bronca

Na luta por colocar limites em seus filhos, pais podem notar que algumas táticas estão longe de causar o efeito necessário. Na verdade, algumas atitudes chegam a acarretar o resultado contrário. Antes de culpar as crianças, os pais devem prestar atenção se estão dando bronca direito – e “direito” não significa com cara de bravo ou com ameaças assustadoras. Muito pelo contrário.

Ações como gritar excessivamente e bater são vetadas por psiquiatras, psicólogos e psicopedagogos. De acordo com Içami Tiba, autor de “Disciplina: Limite na Medida Certa” (Integrare Editora), as crianças aprendem com o que os pais fazem. Se eles batem na criança, “o filho aprende a linguagem da violência”. A psicopedagoga Larissa Fonseca afirma que tanto gritar quanto bater demonstram falta de controle pessoal dos pais, o que é bastante danoso para a criança. “Gritar é mostrar que a criança te afetou – e ela adora isso”, afirma Larissa.

Leila Tardivo, professora do Instituto de Psicologia da USP, explica que as crianças, como todas as pessoas, precisam de atenção. “Se os pais só olham para a criança quando ela faz algo de errado, ela continuará fazendo isso”, fala. Na opinião de Dora Lorch, psicóloga e autora do livro “Superdicas para educar bem seu filho” (Editora Saraiva), educar é passar por certos desconfortos. Ou seja, dar bronca é chato e prometer um chocolate para a criança parar de chorar parece bem mais fácil. Só que os pais precisam estar preparados para se posicionar quando as desobediências acontecem.

Mas como se posicionar corretamente? Consultamos especialistas que resumiram 9 frases que não devem ser ditas para a criança.

1. “Não te amo mais”
“A criança é muito mais frágil que o adulto. Tudo que se fala ganha uma dimensão maior”, comenta Dora Lorch. Portanto, ouvir uma frase destas da boca dos pais pode causar estragos. Larissa Fonseca explica que esta falta de aceitação pode ser muito forte. “A criança não consegue entender a complexidade do mundo, e alguns adultos não têm consciência disso”, diz Larissa.

2. “Você é feio”
Xingamentos e palavras feias podem afetar a formação da autoimagem, explica Leila Tardivo. Repetidos excessivamente, também podem ser considerados violentos. Larissa Fonseca aponta que existe uma diferença sutil, mas essencial entre “você é feio” e “o que você acabou de fazer foi muito feio”, que desloca o adjetivo negativo para a ação e não para a criança.

3. “Vou te matar”
“O que traz a educação é a firmeza, e não a agressividade”, diz Içami Tiba. Ameaças do tipo servem apenas para criar medo nas crianças, o que, segundo o psiquiatra, não leva a lugar algum. “O medo não educa, só traumatiza”, diz Içami. A longo prazo, a intimidação tampouco é efetiva e esvazia o discurso dos pais, já que eles obviamente não vão cumprir o que prometeram. “Primeiro, as crianças sentem um desamor muito grande. Depois, quando descobrem que as ameaças não funcionam, não levam mais os pais a sério”, afirma Dora Lorch.

4. “Nunca mais te trago aqui”
Como a noção temporal das crianças é diferente, as punições precisam ser imediatas.
Este tipo de ameaça também não faz efeito por ser mentirosa. “As crianças sentem que estão sendo enganadas. E isso não faz bem para elas”, diz Larissa. Dora Lorch aponta que ameaças do tipo, assim como “você nunca mais vai ver televisão” ou “nunca mais vou falar com você”, passam uma ideia ambígua para criança, o que prejudica a sua formação moral.

5. “Você puxou o seu pai” ou “Você é igualzinho a sua mãe”
Quando os pais estão separados e há algum conflito entre ambos, não é nada saudável usar este tipo de frase. Segundo Leila Tardivo, as crianças entendem que elas são parecidas com a parte rejeitada – e se sentem dessa forma.

6. “Se ficar bonzinho, dou um chocolate para você”
Comportar-se bem, arrumar o quarto, guardar os brinquedos ou fazer a lição de casa são responsabilidades dos filhos, por isso eles não precisam ganhar nada em troca quando fazem isso. Quando os pais fazem estes acordos de maneira repetida, os filhos podem achar que não se tratam de deveres. “A criança precisa aprender a fazer as coisas por responsabilidade, e não porque vai ganhar algo”, diz Larissa.

7. “Para com isso, todo mundo está olhando!”
Esta frase é mais fruto do embaraço dos pais que um tipo de bronca para os filhos. Segundo Içami Tiba, ela também passa a mensagem da “campanha da boa imagem”, quando a criança só tem que parecer educada para os outros. “O que os pais estão falando é um problema deles. As crianças não ligam para o que os outros estão vendo”, explica.

8. “Fica quieto!”
No geral, as crianças tendem a atender ordens mais específicas. Quando escutam frases como esta, elas se confundem. “Ela não sabe se é para parar de falar, de pular ou de fazer o que está fazendo”, diz Dora Lorch. Os pais devem apontar exatamente o que eles gostariam que a criança fizesse.

9. “Limpe já seu quarto, senão você vai ficar de castigo”
“Quando um adulto coloca um ‘senão’ do lado de suas ordens, isso quer dizer que ele não acredita muito nelas”, diz Dora Lorch. Isso demonstra que os próprios pais já estão negociando, o que faz com que as crianças não respeitem as ordens dadas. Os “senões” só podem aparecer quando a criança questionar muito. “Firmeza é dizer que não pode, e não poder mesmo”, resume Içami.

fonte delasig.com

domingo, 2 de janeiro de 2011

Zé Carioca e a Cultura Brasileira


Criado pelos animadores do Estúdio Disney como parte da estratégia da chamada “Política da boa vizinhança” empreendida pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, papagaio Zé Carioca passou a representar o Brasil entre os animais falantes que compõem o Universo Disney. Mas, a partir da década de 1950, quadrinhistas brasileiros passaram a acrescentar ao personagem elementos marcantes da cultura do país nas histórias elaboraram, sempre sem crédito, para as revistas publicadas no Brasil. Sua personalidade, já marcada pela cordialidade, nos desenhos animados, também foi acrescida da malandragem, da indolência e da fanfarronice, características que podem ser encontradas em outros personagens da literatura (Macunaíma), do cinema (Oscarito e Grande Otelo), dos quadrinhos (O Amigo da Onça e Doutor Macarra) e do imaginário brasileiro.. Leia mais

.fonte: http://galaxy.intercom.org.br

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ziraldo: “Fora do livro não há salvação!”

Foto: Ismar Ingbe
Camila de Lira, iG São Paulo

Em entrevista, o cartunista e escritor fala sobre a importância dos livros na vida das crianças (e dos adultos)

"O homem só chegou à lua porque, depois de Gutemberg, todo mundo teve acesso ao livro", afirma o autor

Os vários livros de Ziraldo atravessaram gerações e isso não é nenhum mistério. Outra coisa que não é um mistério para o autor é o segredo para fazer com que as crianças leiam. “Para que a criança goste de ler, leia com ela, leia para ela”, afirma.

O criador do “Menino Maluquinho” defende que as escolas fundamentais deveriam se preocupar apenas em ensinar a leitura, a escrita e a compreensão dos textos, como ponto de partida para o aprendizado contínuo. “O resto, a vida, o ginásio e a universidade depois organizam e ensinam”, diz. Quando o assunto é internet, Ziraldo não se opõe, mas afirma temer que a tecnologia substitua os livros.

iG: O que os pais podem fazer para incentivar a leitura nas crianças?

Ziraldo: Passei mais de vinte anos atrás desta resposta. Até encontrá-la. Juro! Para que a criança goste de ler, leia com ela, leia para ela. Histórias para crianças eram chamadas – na época em que não havia televisão, cinema e rádio (pelo menos na Inglaterra, um país de leitores) – de bedtime stories. Eram os pais que liam os livros que estimularam, por exemplo, as Irmãs Brönte a se transformarem em grandes escritoras. Os pais e os educadores não podem fazer ideia de como é importante a presença do que se pode chamar de literatura na vida de seus filhos e alunos.

iG: E o que a escola pode fazer?

Ziraldo: A leitura é a minha preocupação imediata. É quase uma obsessão do locutor que vos fala. Eu acho que a escola fundamental brasileira devia largar tudo e ensinar só quatro coisas às crianças brasileiras, até que elas estivessem equipadas para receber o ensino curricular e aquilatar informações recebidas. As quatro coisas são: ler, escrever, contar e entender o que é ser cidadão. O resto, a vida, o ginásio e a universidade organizam e ensinam depois. O Brasil devia decidir o seguinte: a partir de hoje nenhuma criança brasileira cresce sem dominar esses quatro temas. No final do século não teríamos um só analfabeto no Brasil. E teríamos um povo capaz de escolher com lucidez o seu destino.

iG: Qual a importância dos livros?

Ziraldo: Vamos deixar de falar em literatura e falar de livros. Livros de histórias, livros que contam casos, que despertam a curiosidade das crianças para o mundo. Para fazer um país justo e feliz, bom para os filhos e os filhos dos filhos, um povo tem que saber escolher. E só se aprende isto através da palavra escrita. O homem só chegou à lua porque, depois de Gutemberg, todo mundo teve acesso ao livro e ao conteúdo que eles preservam. Fora do livro não há salvação!

iG: E a internet: facilita ou dificulta que as crianças leiam mais? Por quê?

Ziraldo: A internet é o espaço de comunicação universal de mais fácil acesso que existe no mundo. Não existe o usuário de internet, assim como existe o flamenguista, o corintiano, o comunista ou os religiosos. Não é uma categoria. Trata-se de um pedaço da humanidade que navega ali, sem aproveitar o que ela tem de melhor: a capacidade de nos passar toda e qualquer informação que procuramos.

iG: A internet pode ser usada a favor da leitura? Como?

Ziraldo: Existem sites especializados em leitura online. Alguns excelentes, onde é possível encontrar grandes obras de grandes autores. Acredito que seja uma forma de estilmular a leitura, você não acha? Apenas espero que o livro não perca, para a tecnologia, sua importância na história.

fonte: http://delas.ig.com.br

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Professores do ensino básico que trabalham com educação ambiental estão distantes da produção acadêmica na área

Distantes da produção científica – As principais fontes de informação para professores do ensino básico que trabalham com educação ambiental são revistas e livros didáticos e o conhecimento produzido nas universidades não atinge diretamente esses profissionais. A constatação é de uma pesquisa feita na Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O estudo avaliou as fontes de informação sobre educação ambiental dos professores de educação básica em 14 municípios de São Paulo que pertencem à bacia hidrográfica do médio Tietê, tendo como polo regional a cidade de Bauru.

De acordo com Marília Freitas de Campos Tozoni Reis, professora do Instituto de Biociências de Botucatu e docente credenciada na Pós-Graduação da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru, o estudo procurou entender por que o conhecimento produzido nas universidades nessa área não atinge diretamente os profissionais na educação básica.

“Nossa hipótese era que não conhecemos o formato das publicações e o material que esses professores utilizam para a formação contínua. Na universidade publicamos em revistas especializadas, mas há uma limitação por não se atingir diretamente os docentes do ensino básico”, disse à Agência FAPESP .

Marília coordenou a pesquisa “Fontes de informação dos professores da educação básica: subsídios para a divulgação dos conhecimentos acadêmicos e científicos sobre educação ambiental”, com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, desenvolvida no Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental (GPEA), que atua junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência da Unesp-Bauru.

Em 2008, o estudo mapeou escolas e professores em 13 municípios, excluindo Bauru. No ano seguinte, os pesquisadores fizeram a coleta de dados por observações e entrevistas naquele município. No total, foram identificados 277 professores que trabalham com educação ambiental.

A pesquisa apontou que a maioria dos professores busca informações em revistas (23%) e livros didáticos (16%), seguidos da internet (14%) e jornais (10%). Aparecem em menor número materiais paradidáticos (6%), cursos, palestras e panfletos (4%), apostilas (4%), vídeos, filmes e músicas (4%), programas de televisão (3%), material acadêmico (3%) e projetos e práticas educativas (2%), entre outros.

Entre as revistas mais citadas, a Nova Escola aparece no topo das indicações, seguida de Veja, Superinteressante e Época. A Nova Escola oferece descontos para professores e muitos recebem a publicação gratuitamente em suas escolas. “O que nos chamou a atenção é que são revistas de grande circulação nacional, nas quais muitas matérias simplificam as questões teóricas e pedagógicas”, afirmou Marília.

“Com relação ao resultado para a internet, o que nos preocupa é que os professores não mencionaram nenhum procedimento de busca mais sistematizado. É invariavelmente algo muito genérico e sem critério de seleção”, disse.

Segundo Marília, outro ponto a se ressaltar é a dificuldade dos professores em separar o material usado com os seus alunos em aula com o que eles próprios usam para se informar.

Os pesquisadores do GPEA pretendem elaborar uma cartilha de educação ambiental para professores das séries iniciais do ensino fundamental para ser distribuída em todo o Estado de São Paulo.

“Nosso objetivo é orientar o professor para a inserção da educação ambiental de 1ª a 5ª série. Mas não queremos fazer apenas uma distribuição da cartilha pelo correio. A ideia é que os membros do grupo realizem minicursos com os professores em cada escola visitada”, disse.


fonte:
*Reportagem de Alex Sander Alcântara, Agência FAPESP, publicada pelo EcoDebate, 22/11/2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Crianças entendem ironia mais cedo do que se imaginava

Foto: Getty Images
Pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, concluíram que elas compreendem certos tipos de ironia já aos 4 anos

Camila de Lira, iG São Paulo

A ironia, comum no linguajar dos adultos, parece ter adentrado o mundo das crianças, apontam pesquisas da Universidade de Montreal. De acordo com os psicólogos canadenses, crianças conseguem entender hipérboles – expressões exageradas, como “já falei isso mais de mil vezes!” – a partir dos 4 anos de idade. E são capazes de compreender bem o sarcasmo com 6 anos.

Estudos anteriores a esta pesquisa acreditavam que os pequenos entendiam este tipo de linguagem só depois dos 8 anos de idade. Silvia Amaral de Mello, psicopedagoga e coordenadora da Elipse Clínica Multidisciplinar, aposta que a exposição maior das crianças a este tipo de linguagem, ocorrida hoje em dia, é o fator responsável pelo “adiantamento”. “Antes as crianças eram mais segregadas e havia uma distinção do mundo adulto e do mundo da criança. Hoje em dia, essa divisão quase não existe. Elas vivem muito no mundo adulto – elas que estão se aproximando do mundo dos pais, e não o contrário”, diz.

A pesquisa, divulgada no British Journal of Developmental Psychology, foi feita com 39 famílias e contou com a ajuda dos pais. Além de analisar como as crianças entendem os quatro principais tipos de ironia – hipérbole, sarcasmo, eufemismo e perguntas retóricas – os pesquisadores também observaram como os pais a usam.

Eles explicam que pais e mães usam a ironia de forma diferente ao confrontar os filhos: elas preferem o uso de perguntas retóricas, aquelas que contêm em si a resposta – um exemplo comum é a mãe que, cansada de arrumar a bagunça do filho, pergunta “você pensa que eu sou sua escrava?”. Já os pais se valem mais do sarcasmo, a ironia expressa em uma zombaria exagerada.

Silvia Amaral acredita que o uso exagerado de ironias como o sarcasmo perto de crianças ou com relação a elas pode ser prejudicial. “Ter o costume de ironizar um sucesso ou um fracasso da criança pode não ser saudável. Esse tipo de linguagem acaba gerando crianças ferinas com relação aos seus colegas”, diz a psicopedagoga.

Os psicólogos canadenses concordam: no estudo, eles também alertaram os pais para que esse tipo de linguagem seja usado com moderação perto de crianças.

fonte: delas.ig.com.br

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Edgar Morin pede "regeneração permanente" do ser humano

Filósofo francês participa de conferência para educadores em Fortaleza e diz que esperança passa por reforma do pensamento


O filósofo francês Edgar Morin expressou hoje sua visão crítica do mundo ao inaugurar uma conferência da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em Fortaleza, no Ceará. Aos 89 anos, pediu pediu à humanidade que inicie um processo de "regeneração permanente", pois, segundo ele, "o que não se regenera, se degenera e morre".

O autor de "O Método", entre outras obras de sociologia, política, epistemologia e antropologia, afirmou que, apesar das ameaças permanentes de guerras e "da iminência de uma catástrofe climática", há "caminhos de esperança" que passam por uma "reforma total do pensamento", dos modelos políticos e econômicos e dos atuais padrões de consumo, para "pôr fim à lógica da dominação". As declarações foram dadas na inauguração de um seminário sobre os sete saberes necessários à educação do futuro, formulado há uma década a pedido da Unesco. O encontro, que terminará na próxima sexta-feira, reuniu hoje em Fortaleza 1,5 mil educadores da Argentina, Bolívia, Colômbia, Espanha, França, México e Peru, entre outros países.

Em seu discurso, Morin analisou o processo de globalização, do qual comentou que engloba "o pior e o melhor" do ser humano. "É um processo de destruição do mundo, mas também é a grande oportunidade para criar definitivamente uma só pátria terrestre e ambivalente", embora isso obrigue "uma reforma do pensamento que vincule todas as disciplinas do saber", até agora separadas em diversas áreas, destacou. Morin considerou que a educação deve ser "multidisciplinar", de modo a "unificar todas as áreas do saber e do conhecimento", pois muitas "estão reservadas para uma pequena elite".

Para o filósofo, "o saber disciplinado torna impossível de se ver os problemas fundamentais do ser humano" e origina "certezas" muitas vezes equivocadas, entre as quais citou a corrente do neoliberalismo que, segundo ele, não deixou de ser uma "mera ilusão" construída pelos grandes interesses políticos e econômicos globais. Morin também criticou os atuais modelos de desenvolvimento que, segundo ele, "foram concebidos como uma fórmula standard de destruição cultural" e geram "riqueza sobre a construção constante de uma pobreza maior", afirmou.

Sobre esses modelos, ressaltou que estão "contaminados pelo veneno da incompreensão, pelos individualismos e pelos egocentrismos" que alimentam a "insaciável vontade de ganhar" do capitalismo. "Um dos saberes mais importantes é o da compreensão, que precisa de análise e empatia, e não o da explicação, que sempre é subjetiva e moldável", destacou Morin.

O intelectual acrescentou que "no mundo não há compreensão para os estrangeiros, para os outros povos ou outras culturas, assim como não há compreensão nas famílias e nos círculos de trabalho, que se baseiam na lógica da dominação". Para Morin, "quando um sistema não tem mais poder para resolver seus problemas fundamentais, se destrói e entra em metamorfose".

Além disso, sugeriu que a humanidade e o planeta poderiam estar perto do fim. No entanto, em sua visão da atual "era planetária", deixou espaço para o otimismo e se manifestou convencido de que o mundo "está em tempo de começar uma história diferente". Para isso, propôs resgatar "o papel e o valor ético e social do conhecimento", dotar "a ciência de mais consciência" e "educar para a paz", que é diferente de "ensinar que isso é melhor que a guerra, mas educar para lidar com a incerteza que a cada dia o indivíduo e as sociedades enfrentam".
fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Estimule a resiliência nas crianças desde cedo

Livro norte-americano ensina como criar os filhos para que eles enfrentem bem os problemas ao longo da vida

Livia Valim, especial para o iG São Paulo

Foto: Getty Images
Estar presente ao mesmo tempo em que estimula a independência do seu filho ajuda a criança a desenvolver resiliência



Segundo o dicionário Houaiss, resiliência é a “propriedade que alguns corpos têm de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação”. Tomando emprestado o termo da física, a psicologia valoriza esta qualidade humana de lidar com os problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas. Com tanto instinto protetor, muitos pais preferem poupar os filhos dos problemas a ensinar a enfrentá-los, o que cria adultos com fraquezas insuperáveis.

Pensando nisso, o pediatra Kenneth Ginsburg, do Hospital Infantil da Filadélfia, nos Estados Unidos, se juntou à Academia Americana de Pediatria para lançar “A Parent’s Guide to Building Resilience in Children and Teens: Giving Your Child Roots and Wings” (“Um guia para os pais construírem resiliência em crianças e adolescentes: dando a seu filho raízes e asas”, em tradução livre). O livro explica que as crianças precisam saber que existe um adulto na vida delas que acredita e as ama incondicionalmente, mas não há como impedir a presença do estresse. “O truque é descobrir quando alguma coisa é realmente uma emergência ou as emoções estão apenas o fazendo agir como se fosse”, diz o médico na publicação.

Um artigo publicado na Healthy Children Magazine explica quais são os sete “C’s” definidos por Ginsburg como técnica para os pais ajudarem o filho na preparação para a vida:

Competência - Ajude as crianças a se focar em seus pontos fortes, incentive que tomem decisões e reconheça as competências de irmãos individualmente, evitando comparações.

Confiança - Reconheça sempre que seu filho fizer algo bem feito e não obrigue seu compromisso com mais tarefas do que pode suportar.

Conexão - Permita a expressão de todas as emoções, assim as crianças se sentirão confortáveis para pedir ajuda em momentos difíceis. Crie também uma área comum onde a família fique junta e possa conversar.

Caráter - Demonstre como os comportamentos afetam as outras pessoas, a importância de viver em sociedade e nunca faça declarações racistas ou estereotipadas.

Contribuição - Fale que muitas pessoas no mundo não têm tudo que precisam e crie oportunidades para que a criança contribua de alguma maneira.

Competição positiva - Demonstre estratégias de competição positivas no dia a dia e entenda que os pequenos precisam passar por algumas situações de estresse para aprenderem a lidar com ele.

Controle - Ajude seu filho a entender que os eventos da vida não são somente aleatórios: a maioria deles acontece como resultado de escolhas e ações.

Tecendo a resiliência

Estimular a resiliência está ligado a acolher e dar uma estrutura familiar saudável às crianças, ao mesmo tempo em que se ensina a enfrentar adversidades e respeitar regras. No começo da vida, o bebê é ansioso. Quando sente fome ou frio, demora pra entender que terá alguém para suprir suas necessidades.

Lá pelo quarto ou quinto mês, começa a entender que consegue o que quer, mas algumas vezes precisa esperar um pouco. “É aí que a criança começa a desenvolver a resiliência”, explica o neuropediatra Saul Cypel, consultor do Programa de Desenvolvimento Infantil da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

“Para começar, é preciso servir de exemplo. Os pais devem demonstrar integridade, confiança e autoestima elevada”, ensina a psicóloga da clínica Elipse, em São Paulo, Beatriz Otero. É de responsabilidade dos pais também validar seus filhos como pessoas, ou seja, demonstrar apoio ao que eles sentem e não diminuir seus medos e incertezas só por serem preocupações infantis.

Quando ele demonstra medo do escuro, por exemplo – você pode simplesmente dizer que bicho papão não existe ou compreender o sentimento, contar que também sente medo de algumas coisas, mas que está lá para apoiá-lo. Assim, seu filho não terá vergonha de expressar emoções e se sentirá seguro para viver plenamente os medos e enfrentá-los.

Uma das situações mais eficazes para estimular a resiliência nas crianças são os jogos em família. Deixar que elas ganhem sempre não ajuda em nada, pois você está criando a falsa impressão de que na vida nunca se perde. “Quem não convive com frustrações não cresce”, diz o dr. Cypel.

Explique também que seu filho não pode ter tudo o que quer. Um bom exemplo é levá-lo apenas como companhia pra comprar algo para você. Deixe ele perceber que o vendedor mostrou dez peças e você só levou uma. Depois, explique a importância de se fazer escolhas e que você gostaria de levar mais, mas não pode por “isso” e “aquilo”. “Não se cria resiliência por decreto. É um trabalho que vai sendo alinhavado como um tecido”, Cypel

fonte: delas.ig.com.br

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Festa Literária Internacional de Paraty



Desde 2003, a cidade de Paraty recebe anualmente o mais importante evento literário da América do Sul: a Festa Literária Internacional de Paraty – Flip. O programa educativo da Flip se tornou uma ação contínua e recebeu o nome de Flipinha.

Mais do que um programa educativo, a Flipinha é um movimento de transformação para atuar na formação de leitores críticos e reflexivos, aptos a pensar e intervir no futuro de sua cidade.

O programa acontece de janeiro a dezembro com ações que envolvem alunos e professores da rede escolar pública e privada de Paraty em inúmeras atividades de incentivo à leitura e de valorização do patrimônio cultural local.

Durante a Flip, a Tenda da Flipinha é o ponto de encontro das atividades realizadas ao longo do ano. Para a sua realização há um processo pedagógico participativo de incentivo à leitura e de valorização do patrimônio material e imaterial da cidade.

confira

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Meu filho não quer voltar às aulas, e agora?



Resistir ao retorno pode ser só uma manha passageira ou indicar situações mais graves. Para cada caso, há uma recomendação

É hora de dar adeus aos dias de folga e voltar à rotina com aulas, tarefas de casa e trabalhos escolares. Algumas crianças estão com saudades dos colegas e das atividades, mas outras não podem nem ouvir falar em volta às aulas sem ter uma dor de barriga instantânea. Como os pais podem lidar com a criança que resiste a voltar das férias?

O primeiro passo é descobrir o que esta resistência quer dizer. "O 'não quero ir para a escola' pode ter vários sentidos", alerta a psicoterapeuta Ana Gabriela Andriani, doutora em Psicologia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Pode ser apenas uma recusa natural e passageira à ideia de voltar a acordar cedo, ter menos tempo para brincadeiras e mais responsabilidades - do mesmo tipo que qualquer adulto sente ao terminar as férias e encarar a volta ao trabalho.

Outras vezes a resistência se apresenta mais constante, tendo aparecido inclusive antes das férias. Nesse caso, o motivo pode estar escondido em uma mudança na rotina escolar: troca de professora, de classe ou de escola ou até mesmo ameaças de bullying. "O diálogo com a escola é fundamental", define Ana Gabriela. Só assim os pais podem entender se a resistência à volta às aulas é só manha ou se esconde algum problema mais sério.

A pura e simples manha, aliás, também pode ser acolhida. Afinal, quem é que gosta, seja adulto ou criança, de voltar das férias? "Acolher a manha não significa permitir que a criança não volte para a escola", diz Ana. Basta conversar com a criança e explicar que esta preguiça é natural, que todos sentem, mas que nem por isso podemos ficar em casa para sempre.

João David Cavallazzi Mendonça, psicoterapeuta familiar, concorda. "Precisa dar à criança o direito de sentir preguiça e sentir vontade de nao acordar - embora isso não signifique em absoluto que ela vá poder dormir até tarde e faltar às aulas".

Agendas lotadas

Não querer voltar para a escola pode ser um alerta para um problema muito comum entre as crianças de hoje: o excesso de atividades extracurriculares impostas pelos pais. A garotinha que faz balé às terças e quintas, natação às quartas e sextas e piano às segundas e sábados certamente vai sentir muita falta de um mês em que teve tanta tempo livre - um verdadeiro artigo de luxo para ela.

Dicas práticasOs pais se esquecem de que tempo livre, para uma criança, significa tempo para brincar. E brincar é essencial. "A brincadeira é fundamental para o desenvolvimento social, cognitivo, afetivo, da criatividade. A criança precisa de tempo para ser criança", ressalta a psicoterapeuta.

Para que a transição da rotina seja o mais suave possível, João sugere que os pais estabeleçam uma mudança gradual. Se a criança está dormindo mais tarde e acordando mais tarde, que tal, alguns dias antes do retorno à escola, já colocá-la mais cedo na cama - e acordá-la mais cedo também? O ideal é aproximá-la ao máximo da rotina que volta em breve, tanto em horários de sono como nos de refeições.

Incluir a criança na preparação da volta às aulas é outra ideia. "Peça ajuda para lavar a mochila, preparar os uniformes, comprar o material de reposição", indica o psicoterapeuta. Vale também ler um trecho de um livrinho ou apostila que será solicitado no segundo semester - tudo para que seu filho vá se habituando com a presença destes elementos de volta ao seu dia a dia

fonte: delas@ig.com,br