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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Meu filho não quer voltar às aulas, e agora?



Resistir ao retorno pode ser só uma manha passageira ou indicar situações mais graves. Para cada caso, há uma recomendação

É hora de dar adeus aos dias de folga e voltar à rotina com aulas, tarefas de casa e trabalhos escolares. Algumas crianças estão com saudades dos colegas e das atividades, mas outras não podem nem ouvir falar em volta às aulas sem ter uma dor de barriga instantânea. Como os pais podem lidar com a criança que resiste a voltar das férias?

O primeiro passo é descobrir o que esta resistência quer dizer. "O 'não quero ir para a escola' pode ter vários sentidos", alerta a psicoterapeuta Ana Gabriela Andriani, doutora em Psicologia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Pode ser apenas uma recusa natural e passageira à ideia de voltar a acordar cedo, ter menos tempo para brincadeiras e mais responsabilidades - do mesmo tipo que qualquer adulto sente ao terminar as férias e encarar a volta ao trabalho.

Outras vezes a resistência se apresenta mais constante, tendo aparecido inclusive antes das férias. Nesse caso, o motivo pode estar escondido em uma mudança na rotina escolar: troca de professora, de classe ou de escola ou até mesmo ameaças de bullying. "O diálogo com a escola é fundamental", define Ana Gabriela. Só assim os pais podem entender se a resistência à volta às aulas é só manha ou se esconde algum problema mais sério.

A pura e simples manha, aliás, também pode ser acolhida. Afinal, quem é que gosta, seja adulto ou criança, de voltar das férias? "Acolher a manha não significa permitir que a criança não volte para a escola", diz Ana. Basta conversar com a criança e explicar que esta preguiça é natural, que todos sentem, mas que nem por isso podemos ficar em casa para sempre.

João David Cavallazzi Mendonça, psicoterapeuta familiar, concorda. "Precisa dar à criança o direito de sentir preguiça e sentir vontade de nao acordar - embora isso não signifique em absoluto que ela vá poder dormir até tarde e faltar às aulas".

Agendas lotadas

Não querer voltar para a escola pode ser um alerta para um problema muito comum entre as crianças de hoje: o excesso de atividades extracurriculares impostas pelos pais. A garotinha que faz balé às terças e quintas, natação às quartas e sextas e piano às segundas e sábados certamente vai sentir muita falta de um mês em que teve tanta tempo livre - um verdadeiro artigo de luxo para ela.

Dicas práticasOs pais se esquecem de que tempo livre, para uma criança, significa tempo para brincar. E brincar é essencial. "A brincadeira é fundamental para o desenvolvimento social, cognitivo, afetivo, da criatividade. A criança precisa de tempo para ser criança", ressalta a psicoterapeuta.

Para que a transição da rotina seja o mais suave possível, João sugere que os pais estabeleçam uma mudança gradual. Se a criança está dormindo mais tarde e acordando mais tarde, que tal, alguns dias antes do retorno à escola, já colocá-la mais cedo na cama - e acordá-la mais cedo também? O ideal é aproximá-la ao máximo da rotina que volta em breve, tanto em horários de sono como nos de refeições.

Incluir a criança na preparação da volta às aulas é outra ideia. "Peça ajuda para lavar a mochila, preparar os uniformes, comprar o material de reposição", indica o psicoterapeuta. Vale também ler um trecho de um livrinho ou apostila que será solicitado no segundo semester - tudo para que seu filho vá se habituando com a presença destes elementos de volta ao seu dia a dia

fonte: delas@ig.com,br

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A Postura na hora do estudo


Forma correta e incorreta de sentar.

Todos os trabalhos necessitam de uma ergometria correta. É preciso cuidar da nossa postura em todas as atividades realizadas, visto que uma postura errada pode resultar em sérias lesões. De fato, a educação postural deve ser aprendida e exercida desde a infância, para assim, diminuir o número de adultos com doenças causadas pela má postura, como no caso da LER, já que a maior parte dessas complicações tem origem na infância ou adolescência.

Para estudar de uma maneira saudável, deve-se utilizar uma cadeira confortável e com bordas arredondadas, para não comprometer a circulação sanguínea dos membros inferiores. O assento deve estar em uma altura onde a criança fique com os braços apoiados na mesa ou no apoio da cadeira. É necessário também um apoio para os pés. Os estudantes devem estar sentados com as coxas paralelas ao solo e com os joelhos dobrados. A coluna deve permanecer reta, formando um ângulo de 90º. Essa postura é muito importante para que a pessoa sente sobre os ísquios, os ossos responsáveis pelo empilhamento da coluna vertebral.

Um dos empecilhos para a boa postura dentro da sala de aula é o fato das cadeiras serem padronizadas, independentemente da altura e peso dos alunos. É recomendável que os pais procurem ajuda médica quando perceberem que seus filhos estão com alguma alteração na postura ou reclamando de dores na coluna.

Um estudo feito pela fisioterapeuta Patrícia Lacombe em quatro cidades brasileiras, demonstrou que 21% da população entre 18 e 27 anos já apresenta algum tipo de problema na coluna.

Por Tiago Dantas
Equipe Brasil Escola

fonte: http://www.brasilescola.com/volta-as-aulas/a-postura-na-hora-estudo.htm

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Uniforme Escolar


O uniforme escolar é um item que proporciona grande praticidade para os alunos e economia para os pais. Com certeza, usar diferentes roupas a cada dia de aula é no mínimo, caro, devido ao desgaste. Fora isso, crianças e adolescentes numa certa idade sempre querem chamar a atenção dos colegas usando roupas diferentes e mais caras, desencadeando o consumismo.

A prática das escolas em estabelecer o uso da mesma roupa entre os alunos possui sua origem no exército, uma das primeiras instituições a adotar uma vestimenta única para todos os seus militares. Os uniformes escolares começaram a ser utilizados por volta de 1890 pelos estudantes da Escola Normal, responsável pela formação de professores. As escolas mais tradicionais passaram a adotar o uniforme, de fato, somente na década de 20. Já as demais, na década de 30.

Os uniformes foram criados para simbolizar as cores, o nome, a tradição e o símbolo da escola, desta forma, os alunos uniformizados deveriam manter um comportamento exemplar e zelar pela imagem das instituições, mesmo fora delas. Entre as décadas de 40 e 70, o uniforme de uma instituição conceituada era um símbolo de aceitação social, sendo o sonho de muitos alunos e pais. A partir da década de 90, as escolas, principalmente privadas, mudaram bastante os modelos de seus uniformes, fazendo roupas mais confortáveis e descoladas.

Atualmente, os uniformes não são tão prestigiados pelos alunos. De fato, essa padronização é importante. Primeiro porque evita que a sala de aula se transforme em um “desfile de modas”. Além disso, seu uso desenvolve nos alunos, um sentimento de pertencimento ao grupo, fundamental no desenvolvimento psicossocial das crianças.

Por Tiago Dantas
Equipe Brasil Escola

fonte: http://www.brasilescola.com/volta-as-aulas/uniforme-escolar.htm