segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Lula assina acordo ortográfico que entrará em vigor em 2009
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na tarde desta segunda-feira (29), o decreto que estabelece o cronograma para a vigência do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O evento aconteceu no Rio de Janeiro, em cerimônia na Academia Brasileira de Letras, durante sessão solene de celebração dos 100 anos de morte de Machado de Assis.
"O acordo tem, na verdade, uma importância maior do que pode parecer à primeira vista. Por isso, precisa ser explicado com clareza para os cidadãos desse país", disse Lula, durante a cerimônia
.Para o presidente, o acordo é um resgate das origens. "Quero destacar o resgate dos nossos laços com a África, principalmente com os países de língua portuguesa. É o reencontro do Brasil com suas raízes mais profundas, um reencontro consigo mesmo".
Sem consenso
A unificação ortográfica dos países de língua portuguesa é discutida desde 1991. Entre escritores e gramáticos, não há consenso sobre a reforma.
O gramático e imortal da Academia Brasileira de Letras Evanildo Bechara acredita que não há desvantagem na unificação do idioma. "Para uma pessoa culta, essas alterações não representam uma dificuldade, mas para uma criança ou uma pessoa menos preparada, a diferença na ortografia pode causar dificuldade no entendimento do texto".
Na outra ponta, o filósofo e escritor Hélio Schwartsman diz que "nunca foram meia dúzia de consoantes mudas --como nas formas lusitanas "adopção" e "óptimo"-- que constituíram barreira à intercomunicabilidade entre leitores e escritores dos dois lados do Atlântico".
Em vigorO acordo entra em vigor a partir de janeiro de 2009, mas as duas normas ortográficas --a atual e a prevista no acordo-- poderão ser usadas e aceitas como corretas nos exames escolares, vestibulares, concursos públicos e demais meios escritos até dezembro de 2012.
A reforma ortográfica prevê mudanças na língua portuguesa, como o fim do trema, a supressão de consoantes mudas, novas regras para o emprego do hífen, inclusão das letras w, k e y ao idioma, além de novas regras de acentuação.
O acordo foi assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, para unificar o registro escrito nos oito países que falam português: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.
A medida, segundo o MEC (Ministério da Educação), deve facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre os países e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa.
Da RedaçãoEm São PauloDEshow('180x150',5,8);Atualizada às 18h00
domingo, 28 de setembro de 2008
Cem anos sem Machado de Assis. Uma presença perene

Pôe-se o nome de Machado de Assis no Google, por exemplo, retornam aproximadamente 684.000 resultadosNuma ferramenta mais especializada, o sítio de resumos de livros chegamos a um resumo de Leo Lagden para a obra Dom Casmurro com já 17.717 visitas. Sendo que há 136 sumários e resumos para essa obra. E Dom Casmurro é apenas uma das pricipais das muitas publicações de largo público de Machado de Assis.Lagden nos diz:Joaquim Maria Machado de Assis, escritor brasileiro nascido em 1839, na cidade do Rio de Janeiro é considerado o maior expoente da nossa literatura. Ocupou durante dez anos a presidência da Academia Brasileira de Letras e escreveu, além de poemas, reportagens e contos, grandes clássicos da Literatura Brasileira, tais como Memórias Póstumas de Brás Cuba e Quincas Borba, publicou Dom Casmurro em 1899.O livro foi um marco na história literária de nosso país e repercute até os dias atuais. São diversas edições, livros, fóruns de discussão e filmes baseados nesta obra peculiar...O livro apresenta todas as personagens de forma clara e de acordo com a inserção desses na história. Apesar de não existir um encadeamento lógico de pensamento entre os fatos expostos e da narração um tanto quanto lenta. Apesar do autor escrever de uma forma que segue de forma ortodoxa a norma culta da língua portuguesa, estranho até para a época, o livro é de leitura envolvente e de fácil compreensão....Uma das peculiaridades da obra é o fato do narrador vez ou outra dirigir-se diretamente aos leitores, como se estivesse compartilhando todas as suas dúvidas e incertezas. ...Nunca saberemos se a história foi verdadeira ou não. Se for verídica, não saberemos se Capitu realmente o traiu com o seu melhor amigo. Porém, com seu estilo literário baseado no Realismo e seus tons de ironia espalhado pelo texto, Machado de Assis nos brinda com uma obra prima da literatura, não só por sua singela história de amor e traição e também pelas críticas espalhadas a sociedade de modo geral...
Adroaldo Bauer
sábado, 27 de setembro de 2008
Machado de Assis - A última visita de Euclides da Cunha

Na noite em que faleceu Machado de Assis, quem penetrasse na vivenda do poeta, em Laranjeiras, não acreditaria que estivesse tão próximo o desenlace de sua enfermidade. Na sala de jantar, para onde dizia o quarto do querido mestre, um grupo de senhoras – ontem meninas que ele carregara no colo, hoje nobilíssimas mães de família – comentavam-lhe os lances encantadores da vida e reliam-lhe antigos versos, ainda inéditos, avaramente guardados em álbuns caprichosos. As vozes eram discretas, as mágoas apenas rebrilhavam nos olhos marejados de lágrimas, e a placidez era completa no recinto, onde a saudade glorificava uma existência, antes da morte.
No salão de visitas viam-se alguns discípulos dedicados, também aparentemente tranqüilos.
E compreendia-se desde logo a antilogia de coração tão ao parecer tranqüilos na iminência de uma catástrofe. Era o contágio da própria serenidade incomparável e emocionante em que ia a pouco e pouco extinguindo-se o extraordinário escritor. Realmente, na fase aguda de sua moléstia, Machado de Assis, se por acaso traía com um gemido e uma contração mais viva o sofrimento, apressava-se a pedir desculpas aos que o assistiam, na ânsia e no apuro gentilíssimo de quem corrige um descuido ou involuntário deslize. Timbrava em sua primeira e última dissimulação: a dissimulação da própria agonia, para não nos magoar com o reflexo da sua dor. A sua infinita delicadeza de pensar, de sentir e de agir, que no trato vulgar dos homens se exteriorizava em timidez embaraçadora e recatado retraimento, transfigurava-se em fortaleza tranqüila e soberana.
E gentilissimamente bom durante a vida, ele se tornava gentilmente heróico na morte...
Mas aquela placidez aguda despertava na sala principal, onde se reuniam Coelho Neto, Graça Aranha, Mário de Alencar, José Veríssimo, Raimundo Correia e Rodrigo Otávio, comentários divergentes. Resumia-os um amargo desapontamento.
De um modo geral, não se compreendia que uma vida que tanto viveu outras vidas, assimilando-as através de análises sutilíssimas, para no-las transfigurar e ampliar, aformoseadas em sínteses radiosas – que uma vida de tal porte desaparecesse no meio de tamanha indiferença, num círculo limitadíssimo de corações amigos. Um escritor da estatura de Machado de Assis só devera extinguir-se dentro de uma grande e nobilitadora comoção nacional.
Era pelo menos desanimador tanto descaso – a cidade interira, sem a vibração de um abalo, derivando imperturbavelmente na normalidade sua existência complexa, quando faltavam poucos minutos para que se cerrassem quarenta anos de literatura gloriosa...
Neste momento, precisamente ao enunciar-se este juízo desalentado, ouviram-se umas tímidas pancadas na porta principal da entrada.
Abriram-na. Apareceu um desconhecido: um adolescente, de 16 a 18 anos no máximo. Perguntaram-lhe o nome. Declarou ser desnecessário dizê-lo: ninguém ali o conhecia; não conhecia, por sua vez, ninguém; não conhecia o próprio dono da casa, a não ser pela leitura de seus livros, que o encantavam. Por isto ao ler nos jornais da tarde que o escritor se achava em estado gravíssimo tivera o pensamento de visitá-lo. Relutara contra essa idéia, não tendo quem o apresentasse: mas não lograra vencê-la. Que o desculpassem, portanto. Se não lhe era dado ver o enfermo, dessem-lhe ao menos notícias certas do seu estado.
E o anônimo juvenil – vindo da noite – foi conduzido ao quarto do doente.
Chegou. Não disse uma palavra. Ajoelhou-se. Tomou a mão do mestre; beijou-a num belo gesto de carinho filial. Aconchegou-o depois por algum tempo ao peito. Levantou-se e, sem dizer palavra, saiu.
À porta José Veríssimo perguntou-lhe o nome. Disse-lho.
Mas deve ficar anônimo. Qualquer que seja o destino dessa criança, ela nunca mais subirá tanto na vida. Naquele momento o seu coração bateu sozinho pela alma de uma nacionalidade. Naquele meio segundo – no meio segundo em que ele estreitou o peito moribundo de Machado de Assis – aquele menino foi o maior homem de sua Terra.
Ele saiu – e houve na sala há pouco invadida de desalentos uma transfiguração.
No fastígio de certos estados morais concretizaram-se às vezes as maiores idealizações. Pelos nossos olhos passara a impressão visual da Posteridade
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Como funciona a urna eletrônica
Neste artigo você ficará por dentro de como funciona a urna eletrônica, quais são os seus componentes, quais as vantagens de utilização da mesma e muito mais!
Urna eletrônica preserva o meio ambiente
O uso das urnas de eletrônicas gera um ganho ambiental considerável. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde a implantação do sistema eletrônico de votação, em 1996, até a última eleição (realizada em 2006), 820,8 milhões de cidadãos votaram por meio desse sistema, o que ajudou a preservar 18.720 árvores ou uma floresta de 112 mil metros quadrados.O uso das urnas eletrônicas durante esses últimos 12 anos também economizou 505,44 milhões de litros de água que eram utilizados na produção do papel das cédulas, volume esse suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes durante um mês.
Mais novidades em 2008
Como parte de um teste piloto, o TSE vai implantar a identificação biométrica do eleitor em três municípios. Neste ano, as cidades de Fátima do Sul (MS), São João Batista (SC) e Colorado do Oeste (RO), que juntas concentram em torno de 45 mil eleitores, serão as primeiras a adotar a identificação pelas digitais.A biometria se caracteriza por identificar o usuário através de alguma característica única de seu corpo. O TSE fará, nesse piloto, identificação pela impressão digital, mas está apto também a identificar os eleitores pela face. As cidades foram escolhidas por já disporem de urnas equipadas com scanner de digitais e por terem feito o recadastramento de seus eleitores, que tieram suas digitais recolhidas além de terem sido fotografados. De acordo com o TSE, dentro de 5 a 10 anos todo o país deverá estar utilizando a biometria no momento do voto.
Você sabia
que...95% dos votos de 126 milhões de eleitores são apurados até a meia noite?
O sistema
Em 2008, porém, o TSE optou por trocar o sistema VirtuOs pelo software livre Linux. Essa troca trará três grandes vantagens. A primeira delas é a economia, já que o governo não terá mais que coprar licença dos antigos sistemas proprietários. A segunda vantagem diz respeito à transparência do processo. E em terceiro lugar vem a segurança já que o Linux é um sistema reconhecidamente mais seguro.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Nosso Louco cérebro!
O nosso cérebro é doido !!!
De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Por que um espelho inverte a imagem da esquerda para a direita mas não de cima para baixo?
Muitas pessoas parecem se perguntar isso quando vestem uma camiseta em frente a um espelho. Por exemplo, imagine que você esta usando uma camiseta com coisas escritas enquanto escova seus dentes. Por que as letras na camiseta estão invertidas no espelho e sua cabeça aparece no lugar certo? Por que o espelho só inverte coisas que estão na dimensão horizontal? Vá ficar em frente ao espelho de um banheiro e reflita sobre isso por um momento...
Por exemplo, aqui está a foto de uma pessoa usando uma camiseta do How Stuff Works enquanto permanece em frente a um espelho. Na frente da camiseta está a frase "Eu preciso saber...", e você pode ver que o espelho parece invertê-la.
Uma pessoa em frente a um espelho
A pessoa está à direita e a imagem da pessoa no espelho, à esquerda
Uma maneira de começar a entender isso é pegar um pedaço de papel com seu nome escrito nele. Observe-o no espelho e ele estará invertido. Agora deixe-o na vertical. Você verá que as letras estão invertidas, mas que não estão de ponta-cabeça. Isso deve começar a lhe dar uma idéia do que está acontecendo. Agora, aponte com o dedo para a primeira letra de seu nome, tanto no papel quanto no espelho. Perceba que há uma correspondência - se a letra aparece do lado esquerdo do papel em sua perspectiva, ela também aparece do lado esquerdo do espelho.
Pegue um pedaço de papel fino e translúcido e escreva seu nome nele. Fique em frente de um espelho e segure o papel de modo que você consiga ler normalmente o que está escrito. Agora, olhe no espelho. Você está vendo a parte de trás da folha translúcida no espelho, e a palavra não está invertida - ela está completamente normal. Agora, vire o papel e olhe para ele no espelho. A palavra está invertida, mas as letras na parte de trás da folha translúcida também estão. Perceba que você virou o papel - você o inverteu!
Em outras palavras, as letras aparecem invertidas no espelho porque você as colocou em frente ao espelho de maneira invertida. A pessoa que está vindo em sua direção consegue ler a mensagem em sua camiseta porque as letras estão invertidas (a partir de sua perspectiva) quando você a usa. Se você estampasse as palavras em sua camiseta de uma maneira que você pudesse lê-las (de dentro da camiseta), as palavras pareceriam estar invertidas para uma pessoa que está vindo em sua direção, mas ficariam perfeitas no espelho.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
De onde vem o papel dos livros que você lê?
Muito mais tarde, os chineses juntaram pastas de plantas e inventaram um outro tipo de papel, derivado de outras plantas como o arroz, por exemplo. Mas este papel que você conhece - que é feito com a celulose das árvores - só surgiu no século 19.
Hoje, as fábricas de papel têm um compromisso de cuidar do meio ambiente, fazendo o papel a partir de áreas de reflorestamento. Muito bem! Ponto pra ecologia! Isso quer dizer que não dá mais para cortar as árvores da natureza com este propósito.
Usando o ABC
Nem sempre o homem usou a escrita. Estranho, não é mesmo? Acredita-se que ela tenha surgido há uns 6 mil anos e, naquela época, usava-se as pedras para escrever. Ou seja: cada letra - que naquela época eram símbolos - tinha que ser entalhada uma a uma, de preferência na parede das cavernas. Dava um trabalhão danado!
Já, bem mais tarde, os Egípcios antigos escreviam por meio de hieróglifos - figuras e símbolos enigmáticos que tinham uma história por trás de cada forma.
Depois é que surgiram os alfabetos - o conjunto de símbolos que representam graficamente os sons que a gente fala. Os primeiros alfabetos apareceram nas proximidades do Mar Mediterrâneo oriental. O alfabeto fenício, por exemplo, data aproximadamente do ano de 1300 a.C. Foi este alfabeto que deu origem a vários alfabetos modernos, entre os quais o grego, o latino - usado por nós, o cirílico - que é o dos russos, o árabe e o hebraico.
Qual foi o primeiro livro impresso no mundo?
No dia 30 de setembro de 1452, o alemão Johanes Gutenberg produziu a primeira impressão mecânica de um livro, no caso a Bíblia, com 641 páginas.
Cada letra foi composta a mão e cada folha, colocada minusciosamente na máquina. Inventor da imprensa de tipos móveis, Gutenberg conseguiu imprimir 300 folhas por dia.
http://www.edelbra.com.br/default.php