quarta-feira, 30 de setembro de 2009

É hora de escrever certo



Ensinar ortografia é essencial desde as primeiras séries. Você só precisa saber quando e como. E conhecer bem as regras, claro

Há vários motivos para você ensinar seus alunos a escrever de forma correta. Além de estimular o aprendizado da língua oficial do país, o conhecimento das normas ortográficas ajuda a garotada a superar o medo de se expressar por escrito e, diferentemente do que muitos acreditam, não afeta em nada a criatividade. Ao contrário. No momento em que dominam as palavras com segurança, as crianças não precisam parar a toda hora para verificar a grafia e podem voltar toda a atenção para o desenvolvimento da história. E isso vale desde as primeiros anos do Ensino Fundamental. Não perca tempo!

Os primeiros passos
O ensino da ortografia deve ter início assim que o estudante começa a entender o sistema de escrita alfabética - de preferência ainda na 1ª série. Isto é, quando tiver aprendido o valor sonoro das letras e já puder ler e escrever pequenos textos.

Segundo o professor Artur Gomes de Morais, do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é preciso deixar bem claro para os alunos que todas as regras ortográficas são fruto de uma convenção social, de um acordo estabelecido pelos especialistas cujo objetivo é padronizar a escrita - e que, no mundo em que vivemos, quem não domina essa convenção é discriminado. "Por isso, não deixe a criança acreditar que vai aprender ‘na hora certa’. Desde os primeiros momentos é papel do professor ajudá-la a refletir sobre os erros ortográficos", afirma. "Só assim ela internaliza as regras, que, por serem aparentemente complexas, vão desafiá-la por toda a vida."

Morais alerta também para o fato de que o domínio da escrita alfabética nem sempre é homogêneo em cada sala de aula e que o número de erros num texto nunca deve ser usado como parâmetro de avaliação.

Durante a última década, o professor pernambucano pesquisou o tema em escolas espanholas e brasileiras sob a orientação da educadora argentina Ana Teberosky e percebeu que explorava um terreno árido em que coexistem falsas crenças, dúvidas, sentimentos de insegurança - e muito autoritarismo -, tanto por parte de quem ensina a língua escrita como de quem precisa usá-la na escola e fora dela. "Quem não cria oportunidades de reflexão sobre as dificuldades ortográficas do idioma não pode nunca exigir que o aluno escreva certo", ensina Morais em seus livros de formação.


Refletir sobre a escrita

Estudo realizado há cinco anos em Pernambuco sob a orientação da professora Lucia Lins Browne Rego e da psicóloga Lair Levi Buarque, do Departamento de Psicologia da UFPE, detectou algumas fontes de dificuldade na aprendizagem de regras ortográficas. No trabalho, 79 crianças do Ensino Fundamental de escolas públicas e particulares do Recife escreveram um ditado de palavras reais e inventadas, no meio de frases, que exigiam o uso de r, rr, ç, s e outras letras consideradas difíceis. O aluno recebia um papel com frases incompletas. Os examinadores liam cada uma, ditavam as palavras faltantes e explicavam caso a caso as irregularidades que porventura as crianças encontrassem.

Quando comparadas com crianças que não tinham sido expostas a esse tipo de intervenção (escrever refletindo sobre a grafia das palavras), as pesquisadas demonstraram ampla superioridade no entendimento das regras. "O desafio maior do professor é elaborar situações didáticas que permitam à turma compreender as conexões entre a língua e a ortografia", aconselha Lucia. "Com alguma criatividade, é possível transformar esse ‘patinho feio’ que sempre foi a ortografia numa atividade prazerosa."


Os especialistas falam


"A aprendizagem da ortografia não é uma tarefa simples que a criança domina com a mera exposição à língua escrita, pois nem sempre o universo de palavras a que ela tem acesso permite abstrair os princípios da norma adequadamente"
Lucia Lins Browne Rego, professora de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco.



"Assim como não se espera que um indivíduo descubra sozinho as leis de trânsito - outro tipo de convenção social -, não há por que esperar que os alunos das nossas escolas descubram sozinhos a forma correta de grafar as palavras"
Artur Gomes de Morais, professor de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco e autor de livros didáticos


"Pesquisas mostram que, no desbravamento do campo da ortografia, as crianças empregam todos os meios que estiverem ao seu alcance para adquirir conhecimento. O professor deve acompanhar de perto esse processo"

Paulo Francisco Slomp, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul





Psicogênese

O professor Paulo Francisco Slomp, do Departamento de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, desenvolve desde 1996 um trabalho para averiguar se é possível falar em psicogênese (origem e evolução psíquica) da ortografia nas crianças, se existe um padrão no modo pelo qual um recém-alfabetizado encara as normas ortográficas e se há níveis de desenvolvimento cognitivo proporcionais à apropriação dessas normas.


"Uma forma muito comum de enfrentar uma dúvida na hora de escrever é não solucioná-la, substituindo a palavra que nos é difícil por um sinônimo", exemplifica Slomp. "Com isso, o problema imediato se resolve, mas chega um momento em que essa saída não é mais possível." Ele também lembra um hábito quase natural de decidir a grafia de certas palavras apresentando duas versões (pretenciosa/pretensiosa, por exemplo) para chamar a atenção para o contraste e obter, de memória, a grafia correta. "Desconheço a origem desse método de resolução, mas acredito que ele não provém de nenhuma teoria clássica sobre o conhecimento", relativiza Slomp, levantando uma questão para ser pensada por todo professor.


Teoria
A convenção que unifica a escrita das palavras em Língua Portuguesa exige algum esforço para ser compreendida. Observe abaixo os casos mais freqüentes, seguidos de exemplos práticos.


Regulares — São as palavras cuja grafia podemos prever e escrever, mesmo sem conhecê-las, porque existe um "princípio gerativo", regra que se aplica à maioria das palavras da nossa língua. As correspondências regulares podem ser de três tipos:


Diretas — Inclui a grafia de palavras com p, b, t, d, f e v (exemplo: pato, bode ou fivela). Não há outra letra competindo com elas, mas é comum a criança ter dificuldade para usá-las por causa do pouco conhecimento da pronúncia.


Contextuais — A "disputa" entre o r e o rr é o melhor exemplo desse tipo de correspondência. A grafia que devemos memorizar varia em função do som da letra. Por exemplo: para o som do "r forte", usamos r tanto no início da palavra (risada), como no começo de sílabas precedidas de consoante (genro). Quando o mesmo som de "r forte" aparece entre vogais, sabemos que temos que usar rr (carro, serrote). E, quando queremos registrar o outro som do r, que alguns chamam de "brando", usamos só um r, como em careca e braço. Essa variedade explica por que, a princípio, as crianças têm tanta dificuldade.


Morfológico-gramaticais — Nesse caso são os aspectos ligados à categoria gramatical da palavra que estabelecem a regra com base na qual ela será escrita. Por exemplo: adjetivos que indicam o lugar onde a pessoa nasceu se escrevem com esa (francesa, portuguesa), enquanto substantivos derivados se escrevem com eza (certeza, de certo; avareza, de avaro). Na maioria dos casos essas regras envolvem morfemas (partes internas que compõem a palavra), sobretudo sufixos que indicam a família gramatical.


Irregulares — Não há regras que ajudem o estudante a escrever corretamente. A única saída é memorizar a grafia ou recorrer ao dicionário. Elas se concentram principalmente na escrita:


• do som do s (seguro, cidade, auxílio);

• do som do j (girafa, jiló);

• do som do z (zebu, casa);

• do som do x (enxada, enchente);

• o emprego do h inicial (hora, harpa);

• a disputa entre e, i , o e u em sílabas átonas que não estão no final de palavras (seguro, tamborim);

• ditongos que têm pronúncia "reduzida" (caixa, madeira, vassoura etc.).


Texto adaptado do livro Ortografia: Ensinar e Aprender, de Artur Gomes de Morais


A língua é viva, muda sempre


A ortografia é uma invenção mais ou menos recente. Há 300 anos, línguas como o francês e o espanhol não tinham uma ortografia. No caso da nossa língua — o português —, as normas de escrita das palavras, tanto no Brasil como em Portugal, só surgiram no século XX. E vêm sendo reformuladas de tempos em tempos. Até a reforma ortográfica de 1940, escrevíamos "pharmácia", "rhinoceronte", "encyclopédia", "architetura" etc. Em 1971 tivemos uma minirreforma que eliminou os acentos diferenciais ("tôrre" virou "torre") e graves em palavras como "sòmente" e "fàcilmente".



Quer saber mais?
Artur Gomes de Morais, Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, Av. Acadêmico Hélio Ramos, s/nº, 50740-530, Recife, PE


Colégio Arbos, R. Sergipe, 300, 09770-080, São Bernardo do Campo, SP, tel. (0_ _11) 4330-2020


Lucia Lins Brown Rego, Secretaria da Educação do Estado de Pernambuco, R. Siqueira Campos, 304, 50010-010, Recife, PE


Paulo Francisco Slomp, Departamento de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Av. Paulo Gama, s/nº, prédio 12201, sala 910, 90046-900, Porto Alegre, RS, internet: www.ufrgs.br/faced/slomp

BIBLIOGRAFIA


Além da Alfabetização, Ana Teberosky e Liliana Tolchinsky (orgs.), 295 págs., Ed. Ática, tel. (0_ _11) 3346-3001, 28 reais


O Aprendizado da Ortografia, Artur Gomes de Morais (org.), 139 págs., Autêntica Ed., tel. 0800-2831322, 22 reais


Ortografia: Ensinar e Aprender, Artur Gomes de Morais, 128 págs., Ed. Ática, 19,90 reais


fonte: http://revistaescola.abril.com.br

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Professores observam dificuldades na sala de aula em relação a visão e audição

além da preocupação com a inclusão dos alunos...

Professores observam dificuldades na sala de aula em relação a visão e audição



Com o início das aulas, além da preocupação com a inclusão dos alunos nas escolas, pais, professores e profissionais da saúde se ateem também com possíveis problemas de audição, visão ou de atenção que possam prejudicar o rendimento das crianças. Os problemas mais comuns estão relacionados à audição. "Pode vir a prejudicar os alunos na escola, principalmente na fase de alfabetização, quando as crianças muitas vezes podem entender letras erradas ou até mesmo ficar desatentas durante a aula", diz a especialista em audiologia Anylize Zom Scheidt.

De acordo com ela, exames realizados pelas escolas em parceria com centros médicos podem ajudar e identificar as carências auditivas das crianças precocemente. "Crianças que falam alto, estão sempre roucas ou com inflamações no ouvido são as mais propícias a terem problemas de audição. Felizmente os pais e as escolas estão se preocupando com isso. Para evitar que o problema aconteça, várias instituições de ensino nos convidam para avaliação audiológica em seus alunos. Em média, de cada cem crianças analisadas, cinco apresentam problemas na audição", diz Scheidt.

Complicações na visão também podem prejudicar o rendimento das crianças nas salas de aula. Para evitar que isso aconteça, o Projeto de Lei 776/2008 prevê que, ao iniciarem as aulas, os alunos recebam uma cartilha sobre o uso correto do computador e videogame, aparelhos eletrônicos que mais causam miopia em crianças. Esta é a principal constatação de um estudo recente feito com 360 crianças pelo Instituto Penido Burnier, de Campinas (SP). Caso a criança não seja diagnosticada e tratada previamente, a miopia pode se tornar um mal permanente.

Para saber se as crianças sofrem de miopia, basta realizar o teste disponível no site do hospital (www.penidoburnier.com.br ). A avaliação consiste em três categorias, para adultos analfabetos, crianças analfabetas e para alfabetizados.

Fonte: Paraná Online

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Conheça o Papel Modelismo

Uma breve história sobre o Papel Modelismo


O Origami - os princípios milenares.

senbazuruO papel foi inventado na China há mais de 2000 anos para substiuir a seda, principal meio de escrita da época e bastante caro; no entanto, a utilização das folhas de papel para criação de modelos tridimensionais surgiram somente por volta do século VI, quando um monge budista trouxe para o Japão o método de fabricação do papel da China, via Coréia, onde até então não era conhecido e, com finalidades religiosas e cerimoniais, começou a decorar os altares com figuras humanas e de animais feitas de papel. Essa prática de criar figuras a partir de folhas de papel evoluiu e ficou conhecida como "Origami", do japonês "ori" (dobrar) e "kami" (papel). A imagem ao lado é uma das páginas do livro "Hiden Senbazuru Orikata", do ano de 1797, a mais antiga publicação sobre origami. Esta arte milenar, mundialmente conhecida e presente em diversos países, é o método precursor do modelismo em papel, sua técnica possui os princípios básicos para criação de modelos em papel, no sentido de confeccionar, a partir de um papel plano, bidimensional, elementos em três dimensões. A diferença básica, entre os dois métodos, reside na maneira como são elaborados: o Origami cria modelos a partir de dobras no papel e o Papel Modelismo cria modelos a partir de papel recortado, dobrado e colado.

As Xilogravuras - o surgimento dos modelos básicos.
Os primeiros modelos de papel eram artesanais e possuiam um caráter religioso, muitos eram construídos associados a outros materiais, como madeira, tecido, etc. No entanto, a prática do papel modelismo, através da xilogravura, surgiu na Europa do século XV, graças ao surgimento de novas tecnologias, que permitiram a publicação de modelos simples, de figuras retangulares que podiam ser recortadas e coladas em bases de madeira com finalidades educacionais, sendo posteriormente acrescentados novos temas.

A Revolução Industrial - a publicação em série.
Com o advento da Revolução Industrial, os fabricantes de papel encontraram formas de produzir cartolina em escala industrial e começaram a utilizar o papel de diversas formas, tais como: golas de camisas em papel, cartões para dias comemorativos, embalagens de papel, etc,. A tecnologia de impressão deu um passo a frente em 1796, com a invenção da litografia, o que possibilitou publicações com desenhos e ilustrações bem mais definidas. Nessa época surgiram os modelos com recortes de figuras planas, com uma aba na parte inferior, para ser dobrada e fixada em uma base ilustrada e associada a um esquema de números, para servir como instrução de montagem. Depois, foram acrescentadas peças extras, para serem coladas à face da figura e permitir um efeito tridimensional. Ao final de 1850, surgiu na França e Alemanha vários editores e publicações de modelos de papel. Até a década de 1950 os modelos de papel dominavam o campo do modelismo em escala, graças a simples produção e preços baixos, nessa época, foram vendidos grandes quantidades de modelos em papel. O Sucesso dos "card models" na Alemanha em 1830, foi notadamente por editores franceses como Pellerin, acredita-se que os primeiros modelos de papel franceses da editora Pellerin foram impressos a cerca de 1860 e o último em 1937, sendo uma nova série arquitetônica publicada pela empresa L'imagerie d'Épinal SA entre 1980 e 1990. A empresa JF Schreiber de Esslingen, Alemanha começou a publicar modelos de papel em 1831 e continua até hoje.

Os exemplos dessa era...
sheldonO mais antigo modelo em papel existente em um museu, pode ser este da figura ao lado, uma réplica do navio sueco denominado "Nordstjernan" de 70 canhões, construída em 1703, provavelmente como protótipo para análise do casco. Encontra-se atualmente no museu marítimo "Sjöhistoriska museet" em Estocolmo, Suécia.

rockstrohO mais antigo livro relacionado a arte de criar modelos em papel foi impresso em 1802, em Weimar, Alemanha. Seu autor, Heinrich Rockstroh, descreve instruções para concepção de formas geométricas e apresenta desenhos de modelos para montar. O nome completo do livro é: "Anweisung zu Modellieren aus Papier".



Experimente a fazer uma montagem do Demoiselle

Demoiselle A02 - Demoiselle - Avião precursor do ultraleve - Santos Dumont.
Série: Aviões do Brasil Formato: A4 Escala: 1/25
Partes: 32 Comprimento: 22cm Dificuldade: 03 - Difícil
Autor do projeto: Camilo Costa.
Download: Capa - Instruções - Partes - Download
Fotos do Modelo: André Alvim.

DemoiselleDemoiselleDemoiselleDemoiselleDemoiselleDemoiselleo2c

aprenda muito mais em: http://www.papelmod.com.br/index.html

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Livro em homenagem a Mauricio de Souza tem lançamento XIV Bienal do Livro no RJ



Obra feita para marcar 50 anos de carreira do desenhista e empresário traz leituras de 50 quadrinistas sobre personagens da Turma da Mônica


A ambiguidade intencional do título do livro em homenagem a Mauricio de Sousa sintetiza a ideia da obra: 50 artistas fazem histórias para marcar os 50 anos de carreira dele.
Os primeiros aperitivos do projeto já vinham circulando há alguns meses em sites e blogs ligados a quadrinhos. O prato completo será servido agora na Bienal do Livro do Rio.
Mauricio de Sousa vai lançar oficialmente o álbum no próximo sábado à noite, no estande da Panini (das 18h às 20h). A editora programou outros títulos ligados ao cinquentenário.
Dois deles: o relançamento de uma versão de Romeu e Julieta com a Turma da Mônica e uma coletânea com histórias de Bidu, personagem que também completa 50 anos.
***
"MSP 50 - Mauricio de Sousa por 50 Artistas" será publicado em duas versões: em capa dura, a R$ 98, e em capa cartonada, a R$ 55.
Há alguns trechos do livro homenagem, passados pela assessoria de imprensa.
São páginas feitas por Laerte, Fernando Gonsales, Gabriel Bá e Fábio Moon, Jean e Ivan Reis. Podem ser vistas, nessa ordem, logo abaixo:
Página feita por Fernando Gonsales
Página feita por Gabriel Bá e Fábio Moon
Página feita por Jean
Página feita por Ivan Reis
fonte: http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Confira a programação da XIV Bienal do Livro do Rio


FLORESTA DE LIVROS Um espaço lúdico-narrativo, onde os visitantes terão contato direto com livros e com as histórias que eles espalham por todo o mundo há seculos. Na Floresta de Livros, as obras "saltam" das prateleiras para as mãos, olhos e ouvidos do público, que poderá interagir com elas de diversas formas.
ÁRVORES FALANTESCom suas copas formadas por palavras, as árvores dessa floresta especial são capazes de falar, contando e recontando narrativas clássicas e contemporâneas da literatura infanto-juvenil. Ao caminhar entre as árvores, os visitantes poderão reviver a emoção do primeiro beijo de Bentinho e Capitu, atravessar o oceano atlântico a bordo de um navio negreiro, ou até descobrir o porquê das cores verde e amarelo da bandeira nacional.

LIVRO MÁGICOEm grandes mesas de LCD, os visitantes poderão folhear os livros de maior apelo visual, descobrindo as possibilidades da narrativa através de imagens conforme movimentam suas mãos sobre a tela. O Livro Mágico reconhece e homenageia a excelência da produção estética dos livros infanto-juvenis produzidos no Brasil nos últimos anos.
SALA SECRETAUm espaço de descanso e de encontro do leitor com o livro, com um grande totem de livros e sofás. Aqui, as narrativas e imagens descobertas nas outras áreas da Floresta de Livros poderão ser manuseadas pelo público. Uma cabine da Sala Secreta permite que cada visitante faça sua própria voz ecoar, ao ler trechos de histórias ao microfone.
CLAREIRA Como toda floresta, a nossa também tem uma clareira. Nela, os seres que vivem nas histórias saltam para a vida e se reúnem para uma emocionante apresentação que será repetida várias vezes por dia. Ao explorar a emoção do público, a clareira cria o marco de memória afetiva que faz com que os visitantes despertem ou renovem seu amor pelos livros e pela leitura.

confira a programação

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência do BrasiI


Para Compreender o verdadeiro significado histórico da independência do Brasil, levaremos em consideração duas importantes questões:




Em primeiro lugar, entender que o 07 de setembro de 1822 não foi um ato isolado do príncipe D. Pedro, e sim um acontecimento que integra o processo de crise do Antigo Sistema Colonial, iniciada com as revoltas de emancipação no final do século XVIII. Ainda é muito comum a memória do estudante associar a independência do Brasil ao quadro de Pedro Américo, "O Grito do Ipiranga", que personifica o acontecimento na figura de D. Pedro.

Em segundo lugar, perceber que a independência do Brasil, restringiu-se à esfera política, não alterando em nada a realidade sócio-econômica, que se manteve com as mesmas características do período colonial.

Valorizando essas duas questões, faremos uma breve avaliação histórica do processo de independência do Brasil.


Desde as últimas décadas do século XVIII assinala-se na América Latina a crise do Antigo Sistema Colonial. No Brasil, essa crise foi marcada pelas rebeliões de emancipação, destacando-se a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. Foram os primeiros movimentos sociais da história do Brasil a questionar o pacto colonial e assumir um caráter republicano. Era apenas o início do processo de independência política do Brasil, que se estende até 1822 com o "sete de setembro". Esta situação de crise do antigo sistema colonial, era na verdade, parte integrante da decadência do Antigo Regime europeu, debilitado pela Revolução Industrial na Inglaterra e principalmente pela difusão do liberalismo econômico e dos princípios iluministas, que juntos formarão a base ideológica para a Independência dos Estados Unidos (1776) e para a Revolução Francesa (1789). Trata-se de um dos mais importantes movimentos de transição na História, assinalado pela passagem da idade moderna para a contemporânea, representada pela transição do capitalismo comercial para o industrial.

Os Movimentos de Emancipação

A Inconfidência Mineira destacou-se por ter sido o primeiro movimento social republicano-emancipacionista de nossa história. Eis aí sua importância maior, já que em outros aspectos ficou muito a desejar. Sua composição social por exemplo, marginalizava as camadas mais populares, configurando-se num movimento elitista estendendo-se no máximo às camadas médias da sociedade, como intelectuais, militares, e religiosos. Outros pontos que contribuíram para debilitar o movimento foram a precária articulação militar e a postura regionalista, ou seja, reivindicavam a emancipação e a república para o Brasil e na prática preocupavam-se com problemas locais de Minas Gerais. O mais grave contudo foi a ausência de uma postura clara que defendesse a abolição da escravatura. O desfecho do movimento foi assinalado quando o governador Visconde de Barbacena suspendeu a derrama -- seria o pretexto para deflagar a revolta - e esvaziou a conspiração, iniciando prisões acompanhadas de uma verdadeira devassa.

Os líderes do movimento foram presos e enviados para o Rio de Janeiro responderam pelo crime de inconfidência (falta de fidelidade ao rei), pelo qual foram condenados. Todos negaram sua participação no movimento, menos Joaquim José da Silva Xavier, o alferes conhecido como Tiradentes, que assumiu a responsabilidade de liderar o movimento. Após decreto de D. Maria I é revogada a pena de morte dos inconfidentes, exceto a de Tiradentes. Alguns tem a pena transformada em prisão temporária, outros em prisão perpétua. Cláudio Manuel da Costa morreu na prisão, onde provavelmente foi assassinado.

Tiradentes, o de mais baixa condição social, foi o único condenado à morte por enforcamento. Sua cabeça foi cortada e levada para Vila Rica. O corpo foi esquartejado e espalhado pelos caminhos de Minas Gerais (21 de abril de 1789). Era o cruel exemplo que ficava para qualquer outra tentativa de questionar o poder da metrópole.

O exemplo parece que não assustou a todos, já que nove anos mais tarde iniciava-se na Bahia a Revolta dos Alfaiates, também chamada de Conjuração Baiana. A influência da loja maçônica Cavaleiros da Luz deu um sentido mais intelectual ao movimento que contou também com uma ativa participação de camadas populares como os alfaiates João de Deus e Manuel dos Santos Lira.Eram pretos, mestiços, índios, pobres em geral, além de soldados e religiosos. Justamente por possuír uma composição social mais abrangente com participação popular, a revolta pretendia uma república acompanhada da abolição da escravatura. Controlado pelo governo, as lideranças populares do movimento foram executadas por enforcamento, enquanto que os intelectuais foram absolvidos.

Outros movimentos de emancipação também foram controlados, como a Conjuração do Rio de Janeiro em 1794, a Conspiração dos Suaçunas em Pernambuco (1801) e a Revolução Pernambucana de 1817. Esta última, já na época que D. João VI havia se estabelecido no Brasil. Apesar de contidas todas essas rebeliões foram determinantes para o agravamento da crise do colonialismo no Brasil, já que trouxeram pela primeira vez os ideais iluministas e os objetivos republicanos.

A Família Real no Brasil e a Preponderância Inglesa

Se o que define a condição de colônia é o monopólio imposto pela metrópole, em 1808 com a abertura dos portos, o Brasil deixava de ser colônia. O monopólio não mais existia. Rompia-se o pacto colonial e atendia-se assim, os interesses da elite agrária brasileira, acentuando as relações com a Inglaterra, em detrimento das tradicionais relações com Portugal.

Esse episódio, que inaugura a política de D. João VI no Brasil, é considerado a primeira medida formal em direção ao "sete de setembro".

Há muito Portugal dependia economicamente da Inglaterra. Essa dependência acentua-se com a vinda de D. João VI ao Brasil, que gradualmente deixava de ser colônia de Portugal, para entrar na esfera do domínio britânico. Para Inglaterra industrializada, a independência da América Latina era uma promissora oportunidade de mercados, tanto fornecedores, como consumidores.

Com a assinatura dos Tratados de 1810 (Comércio e Navegação e Aliança e Amizade), Portugal perdeu definitivamente o monopólio do comércio brasileiro e o Brasil caiu diretamente na dependência do capitalismo inglês.

Em 1820, a burguesia mercantil portuguesa colocou fim ao absolutismo em Portugal com a Revolução do Porto. Implantou-se uma monarquia constitucional, o que deu um caráter liberal ao movimento. Mas, ao mesmo tempo, por tratar-se de uma burguesia mercantil que tomava o poder, essa revolução assume uma postura recolonizadora sobre o Brasil. D. João VI retorna para Portugal e seu filho aproxima-se ainda mais da aristocracia rural brasileira, que sentia-se duplamente ameaçada em seus interesses: a intenção recolonizadora de Portugal e as guerras de independência na América Espanhola, responsáveis pela divisão da região em repúblicas.

O Significado Histórico da Independência

A aristocracia rural brasileira encaminhou a independência do Brasil com o cuidado de não afetar seus privilégios, representados pelo latifúndio e escravismo. Dessa forma, a independência foi imposta verticalmente, com a preocupação em manter a unidade nacional e conciliar as divergências existentes dentro da própria elite rural, afastando os setores mais baixos da sociedade representados por escravos e trabalhadores pobres em geral.

Com a volta de D. João VI para Portugal e as exigências para que também o príncipe regente voltasse, a aristocracia rural passa a viver sob um difícil dilema: conter a recolonização e ao mesmo tempo evitar que a ruptura com Portugal assumisse o caráter revolucionário-republicano que marcava a independência da América Espanhola, o que evidentemente ameaçaria seus privilégios.

A maçonaria (reaberta no Rio de Janeiro com a loja maçônica Comércio e Artes) e a imprensa uniram suas forças contra a postura recolonizadora das Cortes.

D. Pedro é sondado para ficar no Brasil, pois sua partida poderia representar o esfacelamento do país. Era preciso ganhar o apoio de D. Pedro, em torno do qual se concretizariam os interesses da aristocracia rural brasileira. Um abaixo assinado de oito mil assinaturas foi levado por José Clemente Pereira (presidente do Senado) a D. Pedro em 9 de janeiro de 1822, solicitando sua permanência no Brasil. Cedendo às pressões, D. Pedro decidiu-se: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Diga ao povo que fico".

É claro que D. Pedro decidiu ficar bem menos pelo povo e bem mais pela aristocracia, que o apoiaria como imperador em troca da futura independência não alterar a realidade sócio-econômica colonial. Contudo, o Dia do fico era mais um passo para o rompimento definitivo com Portugal. Graças a homens como José Bonifácio de Andrada e Silva (patriarca da independência), Gonçalves Ledo, José Clemente Pereira e outros, o movimento de independência adquiriu um ritmo surpreendente com o cumpra-se, onde as leis portuguesas seriam obedecidas somente com o aval de D. Pedro, que acabou aceitando o título de Defensor Perpétuo do Brasil (13 de maio de 1822), oferecido pela maçonaria e pelo Senado. Em 3 de junho foi convocada uma Assembléia Geral Constituinte e Legislativa e em primeiro de agosto considerou-se inimigas as tropas portuguesas que tentassem desembarcar no Brasil.

São Paulo vivia um clima de instabilidade para os irmãos Andradas, pois Martim Francisco (vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo) foi forçado a demitir-se, sendo expulso da província. Em Portugal, a reação tornava-se radical, com ameaça de envio de tropas, caso o príncipe não retornasse imediatamente.

José Bonifácio, transmitiu a decisão portuguesa ao príncipe, juntamente com carta sua e de D. Maria Leopoldina,que ficara no Rio de Janeiro como regente. No dia sete de setembro de 1822 D. Pedro que se encontrava às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, após a leitura das cartas que chegaram em suas mãos, bradou: "É tempo... Independência ou morte... Estamos separados de Portugal".Chegando no Rio de Janeiro (14 de setembro de 1822), D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional do Brasil. Era o início do Império, embora a coroação apenas se realizasse em primeiro de dezembro de 1822.

A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O "sete de setembro" foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.

fonte: http://www.miniweb.com.br


Conheça a origem das cores da bandeira do Brasil






O verde e o amarelo entraram na nossa bandeira em 1822, num trabalho do francês Jean-Baptiste Debret. O verde representava a Casa Real Portuguesa de Bragança e o amarelo, a Casa Imperial Austríaca de Habsburgo. O losango foi uma homenagem de Dom Pedro I a Napoleão. Após a Proclamação da República, o Brasil adotou uma bandeira que copiava a americana, mas ela só durou quatro dias. A atual bandeira nacional foi projetada em 1889 por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares. No lugar da coroa imperial, eles colocaram a esfera azul-celeste e a frase positivista "Ordem e Progresso", escrita em verde.

Leia mais..

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Projetos científicos: reações químicas


por the Editors of Publications International, Ltd. - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Com o projeto científico Reações Químicas para crianças, seus filhos podem aprender quais reações químicas ocontecem quando uma substância química é colocada em outra. Pode ser uma mudança de cor, de forma, de flexibilidade ou mesmo uma explosão.

reacoes quimicas
© 2007 Publications International, Ltd.
Descubra o ingrediente que falta para misturar óleo e vinagre

A melhor parte é que há um projeto aqui para todo mundo. Se suas crianças estão interessadas em criar uma bagunça borbulhante, há um projeto para isso. Se seus filhos gostam de deixar os outros surpresos com como ele dobram ossos de galinha, você pode encontrar aqui. Ou se eles simplesmente gostam de ver as cores mudarem diante de seus olhos, podem fazer isso também. Há muitos projetos científicos para crianças que envolvem reações químicas.

Continue lendo para aprender mais sobre reações químicas.

Copo de isopor derretido
Ajude seus filhos a derreter uma bruxa de isopor em um vidro de acetona e a esculpir obras de arte encantadoras com o que restou dela.

Panela de pipoca química

Seus filhos podem descobrir o que acontece quando bicarbonato de sódio e vinagre são colocados numa embalagem de filme pástico.

Teste ácido
Apenas colocando vinagre em pedras, suas crianças podem descobrir se as pedras contêm carbonato de cálcio.

Bichinhos do xixi
Deixe seus filhos enojarem seus amigos enquando descobrem que o dióxido de carbono pode fazer objetos pesados flutuar.

A batalha do fígado e da batata

Descubra se um pedaço de fígado ou uma batata produz mais bolhas quando colocado em água oxigenada.

Máquina de espuma
Ajude seus filhos a criar um preparado borbulhante misturando vinagre, bicarbonato de sódio e sabão em pó.

Repolho roxo sangrento
Depois de ferver a couve, seus filhos podem experimentar formas de tornar a repolho vermelha e depois verde.

Desconstruindo a tinta preta
Seus filhos podem descobrir por meio da cromofotografia (separando compostos químicos) que a tinta preta não contém apenas uma cor.

Resistente a ferrugem
Suas crianças vão descobrir o que acontece quando oxigênio e água são colocados em uma palha de aço.

Quando o suco bom fica ruim

Seus filhos vão magicamente trasnformar suco de uva vermelha em suco verde.

Experimento da emulsão

Descubra que ingrediente é necessário para manter óleo e vinagre misturados.

Dando nó em osso
Seus filhos vão impressionar os amigos ossos de galinha flexíveis que eles podem prender em um nó.

Vulcão em erupção
Seus filhos podem construir seu próprio vulcão com simples itens domésticos.

Continue lendo para saber como as crianças podem derreter uma bruxa em acetona, e depois moldar seus restos
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fonte: http://criancas.hsw.uol.com.br