quinta-feira, 30 de abril de 2009

Por que comemoramos o Dia do Trabalho?

No Brasil, 1º de maio é feriado desde 1925. Em muitos outros países também se comemora o Dia do Trabalho em 1º de maio. Mas por que essa data? Qual sua relação com o trabalho?

História

Tudo tem início com uma greve deflagrada em Chicago no dia 1º de maio de 1886. Indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século 18 e durante o século 19 pagavam baixos salários e provocavam a deterioração da saúde física e mental dos trabalhadores com jornadas de trabalho que chegavam a 17 horas diárias. Não havia férias, descanso semanal e aposentadoria.

Greves explodiam por todo o mundo industrializado. Em Chicago os trabalhadores eram liderados por duas importantes organizações que dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL - Federação Americana de Trabalho e a Knights of Labor - Cavaleiros do Trabalho.

No dia 3, permanecendo a greve iniciada havia dois dias, a policia disparou contra um grupo de operários diante da fábrica McCormick Harvester, matando 6 e ferindo 50. Centenas foram presos. Dia 4, ao final de uma manifestação, um grupo de policiais atacou os manifestantes, espancando-os e pisoteando-os. Centenas de pessoas morreram.

Foram levados a julgamento os líderes do movimento, August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. A sentença foi lida dia 9 de outubro - Engel, Fischer, Lingg, Spies foram condenados à morte na forca; Fieldem e Schwab, à prisão perpétua, e Neeb, a 15 anos de prisão.

Quase seis anos depois dessa “batalha” em Chicago, no Congresso da Segunda Internacional em Bruxelas, de 16 a 23 de setembro de 1891, foi aprovada resolução que tornava o 1º de maio um dia comemorativo de trabalhadores no mundo todo, durante o qual eles deveriam manifestar suas reivindicações.

Comemorações

No Brasil, a primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, mas a data só foi consolidada em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional.

No governo de Getúlio Vargas 1º de maio era a data em que eram anunciadas as principais leis e iniciativas que atendiam a reivindicações dos trabalhadores:

  • instituição e, depois, o reajuste anual do salário mínimo;
  • redução de jornada de trabalho para 8 horas;
  • criação do Ministério do Trabalho;
  • promoção de uma política conjunta dos sindicatos ao Estado;
  • regulamentação do trabalho da mulher e do menor;
  • promulgação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo o direito a férias e aposentadoria.

A Constituição de 1988 instituiu as férias remuneradas, o 13º salário, multa de 40% do saldo do FGTS por rompimento de contrato de trabalho, licença maternidade.

As primeiras comemorações do Dia do Trabalho nos Estados Unidos eram celebradas pelos sindicatos trabalhistas e apesar de existirem certas especulações sobre quem teria sido o idealizador, a maioria dos historiadores credita a Peter McGuire, secretário geral da Fraternidade dos Carpinteiros e Marceneiros e co-fundador da Federação Americana do Trabalho, a idéia original de um dia dedicado a que os trabalhadores mostrassem sua solidariedade.

O presidente Grover Cleveland assinou uma lei que designava a primeira segunda-feira do mês de setembro como o Feriado Nacional do Dia do Trabalho. Esse fato é interessante, pois Cleveland não era um defensor dos sindicatos trabalhistas. Na verdade, ele estava tentando reparar alguns danos políticos que sofrera anteriormente, ao enviar tropas federais para acabar com uma greve da American Railway Union (Sindicato das Ferrovias dos EUA) na Pullman Co., em Chicago, Illinois. Essa ação resultou na morte de 34 trabalhadores.

Você sabia?

Em alguns países o Dia do Trabalho é comemorado em outras datas:

Estados Unidos - primeira segunda-feira de setembro

Austrália Ocidental - 4 de março

Austrália Meridional - 7 de outubro

Espanha - 18 de julho

fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/questao459.htm

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Superando o atraso

Redes e escolas fazem adaptações nos currículos e planejam estratégias de ensino para atender os alunos com defasagens

Amanda Polato (novaescola@atleitor.com.br)

Foto: Eduardo Lyra
PEQUENOS GRUPOS Na EEB Lauro Müller, o número máximo de alunos nas turmas de reforço é três. Foto: Eduardo Lyra

No Brasil, há mais de 8,7 milhões de alunos do Ensino Fundamental em série incompatível com a idade, segundo dados do Censo Escolar 2007. São crianças e jovens que entraram tarde na escola ou foram reprovados. Há ainda aqueles que as estatísticas não mostram: os que estão na série correta sem saber o que deveriam. O que fazer? Melhorias nas turmas regulares são fundamentais para evitar futuras distorções, mas não dá para deixar para trás quem não aprendeu. Para muitas redes e escolas, a solução passa pela formação de turmas de correção de fluxo e por aulas de reforço, que, programadas ainda no primeiro semestre, evitam o fracasso dos alunos.

Os programas de aceleração nasceram como uma política pública nos anos 1990, mas só com a cobrança em torno do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) - criado em 2005 - o debate sobre a distorção idade-série ganhou força. Isso porque o Ideb é calculado pela nota que o município obteve na Prova Brasil, pela taxa de aprovação da série avaliada e pelo tempo que os alunos levam para concluí-la. Com o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), as cidades passam a ter direito, caso precisem, a apoio para a implantação de um programa de correção de fluxo.

O PDE também prevê o investimento em programas de reforço no contraturno. Não existem estatísticas sobre o assunto, mas são poucas as redes que adotam o reforço como política. O interessante é que, além de ajudar no avanço do aprendizado das crianças, a iniciativa pode representar uma economia para os cofres públicos - afinal, ter alunos por muitos anos na mesma série custa caro.

Iniciativas exigem bom planejamento

Antes de definir as características do programa - de apoio pedagógico ou de correção de fluxo -, é essencial identificar o que os alunos não sabem e quantos precisam de uma atenção maior. Depois o planejamento deve ser afinado de acordo com as necessidades detectadas, sem deixar de ter como referência o projeto político-pedagógico da escola e as diretrizes da rede e do MEC.

O Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), em São Paulo, foi uma das primeiras organizações não-governamentais a implementar projetos de aceleração em parceria com secretarias de Educação. "A ação sempre começou com o estudo do currículo da rede", explica Regina Estima, coordenadora de projetos em vários estados. "A correção de fluxo requer uma mudança pedagógica, mas a referência de disciplinas e conteúdos permanece", complementa.

A principal diferença entre as turmas regulares e as que devem superar defasagens está na metodologia de ensino. São raras as alterações nas expectativas de aprendizagem. Em geral, mudanças só são feitas quando o projeto prevê que, em pouco tempo, o aluno aprenda o suficiente para pular uma ou mais séries. Nesse caso, costuma haver a seleção dos conteúdos considerados principais. As expectativas de aprendizagem e a forma de ensinar os conteúdos básicos do 1º ao 5º ano você pode ver no especial NOVA ESCOLA O Que e Como Ensinar (leia o quadro abaixo).

Para saber as expectativas

Ainda há poucas redes e escolas no Brasil trabalhando com expectativas bem definidas. Para ajudar o professor, NOVA ESCOLA está lançando o especial O Que e Como Ensinar, que oferece detalhes sobre o que se espera que os alunos aprendam.

É preciso explicitar essas expectativas para poder pensar nas melhores formas de trabalhar cada um dos conteúdos, definindo o que ensinar (aonde se quer chegar), o conjunto de estratégias de ensino (como fazer isso), por quanto tempo usar cada uma delas e com que profundidade trabalhar os conteúdos. A publicação traz um panorama de cada disciplina - incluindo histórico, metodologias mais utilizadas e mitos pedagógicos -, uma lista de situações didáticas essenciais e oito planos de aula.

A revista chega às bancas dia 18 de maio, por 4,90 reais.

"Não havia tempo para ensinar tudo, então escolhi o mais significativo", conta Maria do Carmo Soares de Souza, professora do CEF 04, de Guará, cidade-satélite de Brasília. Lecionando História para uma turma de aceleração de 5ª série formada por alunos com idade entre 13 e 17 anos, Maria do Carmo aboliu o livro didático e usou materiais diversos, como revistas e jornais. Para falar sobre as capitanias hereditárias, por exemplo, abria a discussão com notícias sobre a ocupação do solo na cidade. "Sempre procurei traçar paralelos entre os temas e as questões da realidade dos jovens", diz.

Adaptações são essenciais para o aprendizado

Na rede municipal de São Paulo, 30% das crianças do 3º ano ainda não sabiam ler e escrever em 2003, segundo o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Para reparar a falha, a prefeitura criou o Projeto Intensivo no Ciclo (PIC), que forma turmas de 3º e de 4º anos com alunos que têm mais defasagens no aprendizado ou estão com distorção idade-série. A ideia é que, em classes menores (de até 25 alunos) e aplicando estratégias variadas, a garotada aprenda o que falta e retome os estudos em salas regulares.

Segundo a diretora do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação, Suzete de Souza Borelli, nas salas do PIC, os conteúdos são os mesmos previstos para o nível. "As principais mudanças estão nos materiais, adequados para alunos mais velhos e com interesses diferentes das crianças", explica.

Adriana Mafra da Silva leciona em uma turma de PIC de 4º ano na EMEF Professora Cândida Dora Pino Pretini e aposta em projetos para dar conta de todo o conteúdo. "Matemática e Língua Portuguesa são prioridades, mas as outras disciplinas não ficam de fora", garante. O projeto da escola que trata de diversidade étnico-cultural, por exemplo, contempla temas de História e Geografia. Trabalhos com o apoio do projeto Mão na Massa, da Estação Ciência, têm como base os conteúdos de Ciências.

Em Minas Gerais, a metodologia de projetos está prevista nas orientações curriculares da Secretaria da Educação. A rede estadual tem um programa de correção de fluxo, o Acelerar para Vencer, que permite que o aluno reprovado tenha um ano de aulas e possa avançar até duas séries. Os conteúdos são desenvolvidos de forma interdisciplinar. "A proposta é difícil porque os professores não estão acostumados, mas 90% dos que concluíram o ano foram aprovados", diz Maria das Graças Pedrosa Bittencourt, superintendente de Educação Infantil e Ensino Fundamental.

Foto: Alexis Prappas
DIVERSIDADE Na EM Professor Fauze Scaff Gatass Filho, a interação dos alunos ajuda no aprendizado. Foto: Alexis Prappas

Na EE Trancredo Neves, em Almenara, a 744 quilômetros de Belo Horizonte, a professora de Língua Portuguesa Sandra Maria Ferraz Machado Araújo segue a proposta da rede, mas busca ampliar a quantidade de conteúdos e os materiais oferecidos. "Para ensinar a leitura e a escrita, procuro trabalhar com o máximo de gêneros possível", explica. Ela se vale de revistas, jornais, histórias em quadrinhos e filmes e usa estratégias mais próximas do cotidiano dos jovens, como produção de vídeos e jogos.

Manter turmas menores é quase uma regra tanto em projetos de aceleração como de apoio pedagógico. "Alunos com grande defasagem de aprendizado precisam de maior atenção", defende Juliana Zantut Nutti, professora do Centro Universitário Central Paulista (Unicep), em São Carlos, a 231 quilômetros de São Paulo, com doutorado sobre classes de aceleração pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).

Escolas de Florianópolis seguem a recomendação à risca. Na EEB Lauro Müller, as turmas de reforço não passam de três alunos. "A proximidade faz muita diferença. A atenção a cada uma das dificuldades permite que o aprendizado deslanche", comenta Marilisa Moraes Gomes, orientadora pedagógica.

Em Campo Grande, a rede oferece reforço escolar em contraturno estruturado em dois programas: Alfabetiza (para alunos do primeiro ciclo) e Grupos Avançados de Estudo (para 2º ciclo). O objetivo é preencher as lacunas de aprendizado, principalmente em alfabetização. Os conteúdos e objetivos são os mesmos das turmas regulares, mas as estratégias diferem. "Há trabalhos individuais e em grupos usando a diversidade a favor do aprendizado", conta Tânia Vital da Silva Gomes, diretora da EM Professor Fauze Scaff Gattass Filho, onde há duas turmas do Alfabetiza.

Formação de docentes tem de ser permanente

As ações na escola de Campo Grande são acompanhadas de perto pela Secretaria de Educação, com reuniões todas as sextas-feiras para avaliação e planejamento. "Além de receber orientações, tiro dúvidas e falo sobre minhas dificuldades. Tem ajudado bastante", relata a professora Simonete Dantas de Medeiros.

Em São Paulo, os docentes do PIC têm duas aulas mensais. "Discutimos modos de ensinar cada uma das expectativas de aprendizagem", atesta Adriana Mafra.

Segundo a pesquisa de Juliana Nutti, professores de aceleração ou reforço que têm mais sucesso são os que conseguem traduzir bem a política da rede para o dia-a-dia. "É importante que o docente tenha flexibilidade, capacidade de criar e de inovar, acrescente coisas da sua experiência profissional e frequente aulas de formação continuada", enumera.

Uma questão difícil para quem leciona para jovens e crianças com defasagem de aprendizado ou reprovações no histórico é a discriminação. "Os alunos têm uma visão negativa de si mesmos. Não se sentem capazes de aprender", comenta Juliana. Qualquer que seja a estratégia adotada pela rede ou pela escola, esse é um paradigma a ser quebrado.

Quer saber mais?

CONTATOS
CEF 04 do Guará, QE 12 Área Espacial A, 71010-310, Guará, DF, tel. (61) 3901-3703
EEB Lauro Müller, R. Marechal Guilherme, 134, 88015-000, Florianópolis, SC, tel. (48) 3223-2013
EE Trancredo Neves, R. Lívio Fróes Otoni, s/nº, 39900-000, Almenara, MG, tel. (33) 3721-2502
EMEF Professora Cândida Dora Pino Pretini, R. Cinira Polônio, 100, 08395-320, São Paulo, SP, tel. (11) 2752-1007
EM Professor Fauze Scaff Gattass Filho, Av. Dois, s/nº, 79008-972, Campo Grande, MS, tel. (67) 3314-7469
Juliana Zantut Nutti

Matéria da revista de maio 2009.

http://revistaescola.abril.uol.com.br

domingo, 26 de abril de 2009

Unesco lança biblioteca mundial digital

Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançou nesta terça-feira 21-03-2009 a Biblioteca Digital Mundial, que permitirá consultar gratuitamente pela internet o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais de inúmeros países, entre eles o Brasil.
  • Acervo Biblioteca Nacional/BBC Brasil

    A foto da imperatriz Thereza Christina, do acervo da Biblioteca Nacional, está disponível no site

  • Acervo Biblioteca do Congresso Americano/BBC Brasil

    Mapa de 1562 mostrando o 'novo mundo' faz parte do acervo da Biblioteca do Congresso Americano

Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da Unesco (www.wdl.org).

A nova biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.

Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século 11, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.

Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século 18, que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito.

Até o momento, o documento mais antigo da Biblioteca Digital da Unesco é uma pintura de oito mil anos com imagens de antílopes ensanguentados, que se encontra na África do Sul.

32 instituições
A Biblioteca Nacional do Brasil é uma das instituições que contribuíram com auxílio técnico e fornecimento de conteúdo ao novo site da Unesco.

O projeto contou com a colaboração de 32 instituições, de países como China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, México, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Uganda, Israel e Japão.

O lançamento do site será acompanhado de uma campanha para conseguir aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano.

"As instituições continuam proprietárias de seu conteúdo cultural. O fato de ele estar no site da Unesco não impede que seja proposto também a outras bibliotecas", explicou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto.

A ideia de uma biblioteca digital mundial gratuita foi apresentada à Unesco pelo diretor da biblioteca do Congresso americano, James Billington, ex-professor da Universidade de Harvard.

Ele dirige a instituição cultural do congresso americano desde 1987 e diz ter aproveitado o retorno dos Estados Unidos à Unesco, em 2003, após 20 anos de ausência, para promover a ideia da biblioteca digital.

"Eu lancei essa ideia e sugeri colocá-la em prática nas principais línguas da ONU, como o árabe, chinês, inglês, francês, português, russo e espanhol", diz Billington.

Ele se baseou em sua experiência na digitalização de dezenas de milhões de documentos da Biblioteca do Congresso americano, criada em 1800.

O objetivo da Unesco é permitir o acesso de um maior número de pessoas a conteúdos culturais e também desenvolver o multilinguismo.

fonte: http://noticias.uol.com.br

quarta-feira, 22 de abril de 2009

DESCOBRIMENTO DO BRASIL

História do Brasil Colônia, a história do descobrimento do Brasil, os primeiros contatos
entre portugueses e índios, o escambo, a exploração do pau-brasil

descobrimento do brasil
Primeiros contatos entre portugueses e índios

Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil.

Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil.

A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária ( 200 milhas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha.

Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas.

Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.

fonte: http://www.mundosites.ne

Brasil Colônia Guerra de Canudos
Brasil República Guerra dos Farrapos
Ditadura Militar Imigração no Brasil
Era Vargas Independência do Brasil
Escravidão no Brasil Índios do Brasil

fonte: http://www.achetudoeregiao.com.br

terça-feira, 21 de abril de 2009

Começa oficialmente Ano da França no Brasil








Começa oficialmente no dia 21 de abril, Feriado de Tiradentes, às 20h, com o espetáculo pirotécnico multimídia O Encontro da Água e do Fogo, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, o Ano da França no Brasil. A programação - que reúne eventos artísticos, culturais, acadêmicos e econômico-comerciais - acontecerá em todo o território brasileiro até 15 de novembro deste ano.

Participam da solenidade de abertura o ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e a ministra da Cultura da França, Christine Albanel; e os presidentes dos Comissariados Brasileiro e Francês, Danilo Santos Miranda e Yves Saint-Geours, respectivamente; e outras autoridades e personalidades brasileiras e francesas.

Também chamado de França.Br 2009 e lançado em dezembro passado pelos presidentes dos dois países, o evento acontece em reciprocidade ao Ano do Brasil na França, realizado em 2005. A ocasião é importante para o aprofundamento das parcerias franco-brasileiras e para a consolidação das relações bilaterais nas diferentes áreas, tanto do ponto de vista cultural, como na área comercial, universitária e econômica.

Programação Oficial

Foram chancelados cerca de 700 projetos ao longo de quatro reuniões do Comitê Misto composto pelos Comissariados Brasileiro e Francês. Dentre as atividades previstas estão os festivais de Ópera de Manaus e Mundial do Circo em Belo Horizonte, homenagem especial à França no Festival de Música Clássica de Campos do Jordão, show de música francesa e africana em São Luís no Maranhão, a inauguração do Centro de Música Negra de Salvador, além do espetáculo pirotécnico do Groupe F na Lagoa Rodrigo de Freitas, durante o evento de abertura oficial da programação.

Os projetos aprovados constituem um importante conjunto de manifestações artísticas e intelectuais, capaz de mostrar ao público brasileiro o que de melhor a França contemporânea tem a oferecer com sua diversidade cultural e crescente abertura para a África, o Caribe, os países árabes e a Região Amazônica, mas, sobretudo, uma oportunidade ímpar de injetar vitalidade na própria cultura brasileira, a partir do diálogo, da cooperação e da absorção de informações e conhecimentos.

Investimentos

É prevista, por parte da França, a mobilização de aproximadamente €15 milhões, sendo €5 milhões em recursos orçamentários e €10 milhões em recursos de empresas francesas, a partir dos mecanismos de fomento à cultura existentes naquele país.

As empresas Accor, Air France, Areva, DCNS, CNP Assurances, Dassault, EADS-Airbus, GDF Suez, Lafarge, PSA Peugeot-Citroën, Renault, Safran, Saint Gobain e Thales organizaram um Comitê de Patrocínio no qual as elas depositam recursos, nos termos da legislação da França. Em paralelo ao Comitê de Patrocínio francês, foi constituído um ‘Comitê Espelho’, integrado por filiais de empresas francesas no Brasil, que financiam projetos com base nos mecanismos da Lei Rouanet.

O governo brasileiro investirá cerca de R$ 8 milhões em ações de Comunicação, além do apoio do Ministério da Cultura para a execução dos mais de 300 projetos culturais do França.Br inscritos no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). O financiamento do Ano da França no Brasil foi direcionado para a captação de recursos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, num total de R$ 40 milhões.

Dentre as empresas e instituições nacionais que já garantiram patrocínios encontram-se BNDES, Petrobras, Eletrobras, Caixa Econômica Federal, Correios, Infraero, Bradesco, Oi, Pão de Açucar, Fiat, Banco Fidis. Além de outros ministérios, universidades federais, fundações públicas e governos estaduais e municipais, também são parceiros da iniciativa o Sesc São Paulo e o Centro Cultural Banco do Brasil.

Confira a programação dos eventos em todo país no site anodafrancanobrasil.cultura.br.

Leia, também, a seguinte matéria relacionada: França.br em Ouro Preto

(Sheila Rezende, Comunicação Social/MinC)



Apresentação reúne um aparato técnico jamais apresentado no país


Inédito no Brasil, o espetáculo pirotécnico criado pelo Groupe F é na verdade uma elaborada criação artística e temática, que utiliza elementos dramatúrgicos, coreografias e diversos efeitos para dar uma personalidade única a cada evento. Com duração de 30 minutos, o dobro do tempo da queima de fogos do reveillon de Copacabana, a apresentação – cujo tema é ‘O encontro da Água e do Fogo’ – reúne um aparato técnico jamais apresentado no país. Para que seja visto perfeitamente de qualquer ponto da orla, será montada uma enorme estrutura tubular flutuante, em forma de ‘Y’ no centro da Lagoa, com mais de mil metros, além de quatro barcos espalhados em pontos estratégicos, de onde os fogos serão comandados à distância por computadores e GPS. Ao todo, serão 35 técnicos franceses e outros 25 brasileiros envolvidos. “Será um evento para todos”, adianta Anne Louyot, comissária geral francesa. “Esperamos contar com a presença de mais de um milhão de pessoas”, completa Roberto Soares de Oliveira, comissário geral brasileiro.

As autoridades e convidados presentes ao evento serão recebidos no Estádio de Remo da Lagoa, onde um palco será montado para uma performance dramática de atores-dançarinos simultaneamente à exibição pirotécnica.

Visto por mais de 15 milhões de pessoas em diversas partes do planeta, os espetáculos criados pelo Groupe F ao longo de seus 19 anos de atividades foram desenvolvidos a partir de um know-how único, que fez do grupo uma referência no gênero. A concepção é a de um espetáculo multimídia, onde as cores, a intensidade dramática, o ritmo, a originalidade e o movimento das figuras transformam a exibição em criações artísticas sofisticadas. Com 15 funcionários permanentes e mais de 150 técnicos envolvidos, o grupo francês esteve à frente de alguns dos maiores espetáculos pirotécnicos na França e no exterior.

Christophe Berthonneau

Filho de artistas, Berthonneau nasceu em um bairro estudantil parisiense e se apaixonou cedo pelas artes. Aos 13 anos, inicialmente atraído por uma atriz que se despia em cena, assistia todas as noites a peça teatral ‘Oração fúnebre’, de Fernando Arrabal. Em uma destas ocasiões, se ofereceu para substituir o técnico de luz e som que havia adoecido, já que conhecia todo o espetáculo em detalhes. A precoce carreira artística iniciada ao acaso logo se impôs: dois anos mais tarde, largava a escola para fundar um grupo de artistas de rua que realizava intervenções urbanas, misturando teatro, esculturas, luz e som. Aos 18 anos, descobre a pirotecnia ao se encantar com o fogo em uma usina de aço, onde trabalhou por algum tempo. Daí em diante participou de grupos como o Fura del Baús e Generik Vapeur, até fundar o Groupe F. O reconhecimento veio quando contava apenas 28 anos, ao assinar a abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona.

Groupe F

Groupe F

Serviço

Abertura Oficial do Ano da França no Brasil - Espetáculo Pirotécnico ‘O Encontro da Água e do Fogo’
Criação e Direção: Groupe F

Local: Lagoa Rodrigo de Freitas
Data: 21 de abril de 2009
Horário: 20h
Entrada franca

Assessoria de Comunicação: Media Mania Comunicação & Imagem - mediabox@mediamania.com.br

Fotos para download: http://www.mediamania.com.br/principal/eventos1.htm

Site: www.groupef.com

video

Gilberto Gil. França.Br France Year in Brazil

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Por que só Tiradentes foi enforcado?


Mestiço, pobre, falastrão, com o perfil adequado a bode expiatório, Tiradentes foi o único dos inconfidentes condenado e executado. Por ordem de D. Maria I, rainha de Portugal, ele foi enforcado e esquartejado em praça pública, em 21 de abril de 1792, para inibir qualquer novo levante contra a Coroa Portuguesa. Já os principais mentores da Inconfidência Mineira, membros das castas mais altas da época, acabaram morrendo na prisão ou exilados na África. Como o levante fracassou, Tiradentes virou líder e mártir. Caso tivesse dado certo, ele provavelmente não ficaria com as principais benesses do novo regime, conforme comentou Machado de Assis em crônica publicada na comemoração dos cem anos da tentativa de insurreição.

Tiradentes de Portinari
Reprodução da obra "Despojos de Tiradentes", de Cândido Portinari. Colégio de Cataguases, MG.

A Inconfidência ou Conjuração Mineira é uma das mais controversas histórias brasileiras. Primeiro, porque não restaram muitas informações e documentos a respeito de seus participantes, além dos relatos oficiais produzidos pelos juízes do governo colonial. Em segundo, porque as versões apaixonadas feitas por monarquistas e republicanos nos anos seguintes aos fatos comprometeram uma visão isenta sobre o que realmente aconteceu. O que no final ficou para os discursos oficiais e para as aulas nas escolas foram uma imagem sacralizada de Tiradentes como mártir e a idéia de que o movimento foi precursor da independência do Brasil.

Nas últimas décadas, os historiadores têm se debruçado sobre a trama para construir uma imagem menos apaixonada politicamente e mais científica do movimento e do próprio Tiradentes. Ainda assim, o que reside no imaginário popular é uma história carregada de elementos que remetem o sofrimento do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ao martírio cristão: um humilde que se sacrifica para salvar outros “pecadores”, a presença de um “Judas”, um traidor entre eles e até mesmo uma duvidosa semelhança da imagem do alferes com a de Jesus.

Segundo os Autos da Devassa da Inconfidência Mineira e a carta denúncia enviada pelo traidor Joaquim Silvério dos Reis ao governador Visconde de Barbacena, a liderança da insurreição era do desembargador Tomás Antonio Gonzaga. Outras figuras da elite das Minas Gerais, como o coronel Inácio José de Alvarenga Peixoto, o poeta e magistrado Cláudio Manoel da Costa e os religiosos José da Silva e Oliveira Rolim e Luis Vieira da Silva também faziam parte da conspiração. Embora todas essas figuras das classes privilegiadas da época estivessem muito mais envolvidas com a conspiração do que Tiradentes, este foi o bode expiatório que serviu para poupar os demais da forca.

Os Autos da Devassa mostram que no julgamento dos inconfidentes, o advogado de defesa, nomeado pelo governo colonial, pede clemência para todos os réus. Ele qualifica Tiradentes como insano e libertino e mostra que são suas loucuras que influenciaram os demais conspiradores. Defende também que não houve na prática o levante contra o regime português, uma vez que não há testemunhas de que a conspiração tenha sido posta em prática.

Na obra “A Devassa da Devassa”, o historiador Keneth Maxwell traça um perfil dos principais inconfidentes como pertencentes a uma elite endividada. São esses homens que vêem na perspectiva da independência uma solução para seus problemas financeiros. Para Maxwell, a Inconfidência foi um movimento da oligarquia mineira, que usou o nacionalismo como o ideal nobre que o movia. Socialmente alheio ao grupo idealizador da conspiração e preterido das principais decisões, mas totalmente imbuído dos ideais revolucionários, Tiradentes serviu como o perfeito mártir quando o levante foi descoberto.

Ao fazer de Tiradentes um símbolo do que aconteceria com conspiradores, a Coroa Portuguesa criou um herói que serviu de referência para as lutas pela independência e pela república no Brasil. Durante os séculos 19 e 20, o mito cresceu a partir de versões românticas e nacionalistas que historiadores, escritores, poetas, jornalistas e políticos fizeram da Inconfidência Mineira. De qualquer forma, Tiradentes parece merecer o heroísmo a ele atribuído. Ingênuo ou não, ele foi um dos únicos a ter reafirmado em todas as situações, inclusive no julgamento que o condenou à morte, sua crença nos ideais nobres da Inconfidência.


O que foi a Inconfidência Mineira

A Inconfidência ou Conjuração Mineira foi uma conspiração feita por parte da oligarquia das Minas Gerais entre 1788 e 1789. Afundada em dívidas, sem condições de pagar os tributos e descontentes com a reforma administrativa a ser promovida na capitania pela Coroa Portuguesa, e que lhe tiraria privilégios, a elite mineira via na independência da região uma solução.

Além da situação econômica – causada entre outros fatores pela crise na exploração do ouro na capitania –, a influência das idéias do Iluminismo e o exemplo da independência dos Estados Unidos da América (1776) serviram como combustível para alimentar os sentimentos de revolta. Para atrair a simpatia popular, o levante deveria ocorrer quando o governo colonial aplicasse a derrama, a cobrança dos impostos em atraso.

Antes de tramar a insurreição, a oligarquia mineira passou anos tentando negociar com a Corte uma solução econômica e também a manutenção de seus privilégios na administração da capitania, ainda que esses privilégios onerassem ainda mais a população. Sem sucesso, tramaram então um levante separatista que, inspirado nos ideais do Iluminismo, propunha a constituição de um estado republicano.

O levante previa a mobilização de tropas, que estavam sob o comando dos militares que aderiram à conspiração, para tomada do governo da capitania. No entanto, a suspensão da derrama pelo governo colonial e a traição cometida por um dos inconfidentes, levou à prisão de todos os participantes.


Fontes:
AUTOS DE DEVASSA DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA. Brasília: Câmara dos Deputados. Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1976. 10 v.
AZEVEDO, Silvia Maria. "Tiradentes ou a Canonização de um Herói" in Patrimônio e Memória (revista eletrônica) - http://www.assis.unesp.br/cedap/patrimonio_e_memoria/patrimonio_e_memoria_v1.n1/Artigos/SilviaAzevedo.pdf (2/4/2008)
LIMA E FONSECA, Thaís Nívea de. A Inconfidência Mineira e Tiradentes vistos pela Imprensa: a vitalização dos mitos (1930-1960) in Revista Brasileira de História, volume 22, número 44, São Paulo, 2002 - http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01882002000200009&script=sci_arttext (31/3/2008)
MAXWELL, Keneth. A Devassa da Devassa - A Inconfidência Mineira: Brasil e Portugal 1750-1808. São Paulo: Paz e Terra, 1995.
STUMPF, Roberta Giannubilo. "A política metropolitana e a elite das Minas às vésperas do ensaio de sedição de 1788-9" in Revista Múltipla, número 16, ano IX, junho de 2004 - http://www.upis.br/revistamultipla/multipla16.pdf#page=41 (3/4/2008)

Créditos: http://pessoas.hsw.uol.com.br


Conheça: História da Cidade de Tiradentes
Cidade de Ouro Preto
Museu da Inconfidência - Wikipédia

domingo, 19 de abril de 2009

Histórias dos Índios

No dia 19 de Abril é comemorado o dia do Índio no Brasil

Em 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil, estima-se que havia por aqui cerca de 6 milhões de índios.

Passados os tempos de matança, escravismo e catequização forçada. Nos anos 50, segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, a população indígena brasileira estava entre 68.000 e 100.000 habitantes. Atualmente há cerca de 280.000 índios no Brasil. Contando os que vivem em centros urbanos, ultrapassam os 300.000. No total, quase 12% do território nacional, pertence aos índios.

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, havia em torno de 1.300 línguas indígenas. Atualmente existem apenas 170. O pior é que cerca de 35% dos 210 povos com culturas diferentes têm menos de 200 pessoas.

Será o fim dos índios?

Apesar do "Dia do Índio", que é comemorado no dia 19 de Abril, não tem nada para se comemorar. Algumas tribos indígenas foram quase executadas por inteiro na década de 70 em diante, enquanto estavam fora de seu habitat, quase chegaram a extinção, foram ameaçados por epidemias, diarréia e estradas. Mas hoje, o que parecia impossível está acontecendo: o número de índios no Brasil e na Amazônia está aumentando cada vez mais. A taxa de crescimento da população indígena é de 3,5% ao ano, superando a média nacional, que é de 1,3%. Em melhores condições de vida, alguns índios recuperaram a sua auto-estima, reintroduziram os antigos rituais e aprenderam novas técnicas, como pescar com anzol. Muitos já voltaram para a mata fechada, com uma grande quantidade de crianças indígenas.

"O fenômeno é semelhante ao baby boom do pós-guerra, em que as populações, depois da matança geral, tendem a recuperar as perdas reproduzindo-se mais rapidamente", diz a antropóloga Marta Azevedo, responsável por uma pesquisa feita pelo Núcleo de Estudos em População da Universidade de Campinas.

Com terras garantidas e população crescente, pode parecer que a situação dos índios se encontra agora sob controle. Mas não! O maior desafio da atualidade é manter viva sua riqueza cultural.

Organização e sobrevivência do grupo

Os índios brasileiros sobrevivem utilizando os recursos naturais oferecidos pelo meio ambiente com a ajuda de processos rudimentares. Eles caçam, plantam, pescam, coletam e produzem os instrumentos necessários a estas atividades. A terra pertence a todos os membros do grupo e cada um tira dela seu próprio sustento.

Existe uma divisão de tarefa por idade e por sexo: em geral cabe a mulher o cuidado com a casa, das crianças e das roças; o homem é responsável pela defesa, pela caça (que pode ser individual ou coletiva), e pela colheita de alimentos na floresta.

Os mais velhos - homens e mulheres - adquirem grande respeito da parte de todos. A experiência conseguida pelos anos de vida transforma-os em símbolos de tradições da tribo.

O pajé é uma espécie de curandeiro e conselheiro espiritual.

Garimpeiros invadem as terras indígenas

Entre os povos ameaçados estão os Ianomâmis, que foram os últimos a ter contato com a civilização. Sua população atual chega a pouco mais de 8.000 pessoas. O encontro com garimpeiros, que invadem suas terras, trazem doenças, violência e alcoolismo. Entre os índios, os garimpeiros são conhecidos por outro nome: os "comedores de terras". Calcula-se que 300.000 garimpeiros entraram ilegalmente em terras indígenas na Amazônia. Mas o problema não é insolúvel. Na aldeia Nazaré, onde moram 78 Ianomâmis, foram expulsos pela Polícia Federal.

Permanece a questão de como ficará o índio num mundo globalizado, mas pelo menos já se sabe o que é preciso preservar.

O chefe da tribo

Os índios vivem em aldeias e, muitas vezes, são comandados por chefes, que são chamados de cacique, tuxánas ou morubixabas. A transmissão da chefia pode ser hereditária (de pai para filho) ou não. Os chefes devem conduzir a aldeia nas mudanças, na guerra, devem manter a tradição, determinar as atividades diárias e responsabilizar-se pelo contato com outras aldeias ou com os civilizados. Muitas vezes ele é assessorado por um conselho de homens que o auxiliam em suas decisões.

Alimento - pesca

Além de um conhecimento profundo da vida e dos hábitos dos animais, os índios possuem técnicas que variam de povo para povo. Na pesca, é comum o uso de substâncias vegetais (tingui e timbó, entre outras) que intoxicam e atordoam os peixes, tornando-os presas mais fáceis. Há também armadilhas para pesca, como o pari dos teneteharas - um cesto fundo com uma abertura pela qual o peixe entra atrás da isca, mas não consegue sair. A maioria dos índios no Brasil pratica agricultura.

Algumas tribos indígenas da Amazônia:

  • Arara
  • Bororo
  • Gavião
  • Katukina
  • Kayapó
  • Kulína
  • Marubo
  • Sateré - Mawé
  • Tenharim
  • Tikuna
  • Tukâno
  • Wai-Wai
  • Yanomami
Índios brincando no rio.

Cultura indígena

O esforço das autoridades para manter a diversidade cultural entre os índios pode evitar o desaparecimento de muita coisa interessante. Um quarto de todas as drogas prescritas pela medicina ocidental vem das plantas das florestas, e três quartos foram colhidos a partir de informações de povos indígenas.

Na área da educação, a língua tucana, apesar do pequeno número de palavras, é comparada por lingüistas como a língua grega, por sua riqueza estrutural - possui, por exemplo, doze formas diferentes de conjugar o verbo no passado.

Ritos e mitos

No Brasil, muitas tribos praticam ritos de passagem, que marcam a passagem de um grupo ou indivíduo de uma situação para outra. Estes ritos se ligam a gestação e ao nascimento, à iniciação na vida adulta, ao casamento, à morte e a outras situações.

Poucos povos acreditam na existência de um ser superior (supremo), a maior parte acredita em heróis místicos, muitas vezes em dois gêmeos, responsáveis pela criação de animais, plantas e costumes.

Índia, menina indígena

Arte

A arte se mistura a vida cotidiana. A pintura corporal, por exemplo, é um meio de distinguir os grupos em que uma sociedade indígena se divide, como pode ser utilizada como enfeite. A tinta vermelha é extraída do urucum e a azul, quase negro, do jenipapo. Para a cor branca, os índios utilizam o calcário. Os trabalhos feitos com penas e plumas de pássaros constituem a arte plumária indígena.

Alguns índios realizam trabalhos em madeira. A pintura e o desenho indígena estão sempre ligados à cerâmica e à cestaria. Os cestos são comuns em todas as tribos, variando a forma e o tipo de palha de que são feitos. Geralmente, os índios associam a música instrumental ao canto e à dança.

fonte: http://www.webciencia.com


Os Irmãos Vilas-Boas[1], Orlando (1914-2002), Cláudio (1916-1998) e Leonardo Vilas-Boas (1918-1961), foram importantes sertanistas brasileiros.


Conheça umpouco sobre:

Cândido Rondon

Irmãos Vilas-Boas

Fundação Nacional do Indio

Povos Indíginas no Brasil

Estatuto do Índio

Darci Ribeiro

Noel Nutels

Video do Youtube com o Título

Dia do Indio



Crédito: Juliquinhafreitas

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Dia 18 de abril Aniversário de Monteiro Lobato! e dia nacional do livro Infantil



"Um país se faz com homens e livros"
(Monteiro Lobato)

O maior autor de livros infantis que o Brasil já teve
Conheça Monteiro Lobato, o criador de Emília e tantos outros personagens inesquecíveis

Era uma vez um menino chamado Juca, que nasceu em Taubaté, estado de São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Quando Juca era criança, não havia brinquedos tão sofisticados quanto os de hoje em dia. Sabe o que ele fazia para se divertir? Usando a imaginação, transformava sabugos de milho em bonecos e chuchus com palitos espetados em cavalos. Juca também adorava ir à biblioteca da casa de seu avô: os livros de viagens e aventuras eram os seus favoritos.

O nome completo do menino dessa história é José Bento Monteiro Lobato. Isso mesmo: foi ele quem criou a turma do Sítio do Picapau Amarelo e escreveu livros para contar as aventuras de Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Emília, Tia Nastácia, Visconde de Sabugosa e tantos outros personagens.

Dona Benta é uma avó dedicada, muito culta e excelente contadora de histórias. Seus netos, os primos Pedrinho e Narizinho, adoram brincadeiras e aventuras. Emília é uma boneca de pano falante e muito curiosa, que vive tendo idéias engraçadas. Tia Nastácia é uma ótima cozinheira e sabe tudo de folclore e cultura popular. Visconde de Sabugosa é sabugo de milho que mais parece um cientista.

Provavelmente, você já assistiu a muitos episódios do Sítio do Picapau Amarelo, programa exibido atualmente pela TV Globo de segunda a sexta às 11h25. Pois saiba que esta é a terceira vez que as aventuras da turma do Sítio são adaptadas para a televisão. A primeira foi em 1952, na TV Tupi, uma emissora que não existe mais. A segunda foi entre 1977 e 1986, já na TV Globo. Em 2001, o Sítio voltou à televisão, mas as histórias foram atualizadas: no programa, diferentemente dos livros de Monteiro Lobato, Pedrinho e Narizinho têm acesso à internet!

Apesar de seu grande carinho pelas crianças, Monteiro Lobato também se dedicou aos adultos. Para denunciar a pobreza do sertão brasileiro, ele escreveu o livro Urupês, composto por diversos contos e dois artigos. Um dos artigos apresenta o personagem Jeca Tatu, caipira que não freqüentou a escola e sofre de muitas doenças por causa da falta de higiene.

Monteiro Lobato adorava pintar quadros , desenhar paisagens e pessoas, fazer caricaturas, tirar fotografias e escrever poesias. Aliás, foi escrevendo lindos versos que conquistou Dona Purezinha, sua esposa. No começo, o casal morava no interior do estado de São Paulo e ele trabalhava como jornalista. Mais tarde, herdaram algumas terras e ele se tornou fazendeiro. Depois, mudaram-se para a capital do Estado, onde ele fundou a primeira editora de livros no Brasil, a Monteiro Lobato & Cia.

O escritor faleceu em 1948. Em sua homenagem, comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil na data do seu aniversário, 18 de abril. Para saber mais sobre Monteiro Lobato, o maior escritor brasileiro de histórias para crianças, clique nos temas abaixo!

Os textos sobre Monteiro Lobato foram escritos com

a colaboração dos professores João Luís Ceccantini,

da Universidade Estadual Paulista, e Darcilia Simões,

da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Fernanda Marques
Ciência Hoje das Crianças

fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/918
Desenhos e pinturas




Monteiro Lobato jamais escondeu sua paixão pela pintura e gostaria de ter cursado uma escola de Belas Artes. Por imposição do avô, seu tutor após a morte dos pais, acabou entrando para a Faculdade de Direito. Desistiu das artes plásticas e se fez escritor, numa transposição vocacional com reflexos em toda sua obra. Mas nunca se conformou com isso: "No fundo não sou literato, sou pintor. Nasci pintor, mas como nunca peguei nos pincéis a sério (...) arranjei este derivativo de literatura, e nada mais tenho feito senão pintar com palavras". Em 1909 chegou a participar de um concurso de cartazes no Rio de Janeiro, colaborando com desenhos para revistas como Fon-Fon e Vida Moderna, além de ilustrar a primeira edição do livro Urupês. Na década de 1910 tornou-se um dos mais importantes críticos de arte na cidade de São Paulo. Pintou até os últimos dias de vida, e nos legou histórias cheias de cores e de formas como se fossem quadros.

fonte: http://lobato.globo.com/lobato_desenhos-pinturas.asp
Linha do tempo 

Nesta linha do tempo estão registrados fatos relevantes da vida e obra de Monteiro Lobato - ao lado de eventos ocorridos no Brasil e no mundo - entre 1882 e 1948. As citações entre aspas, salvo quando indicada outra fonte, referem-se às cartas do escritor para Godofredo Rangel, seu amigo e correspondente por mais de 40 anos, compiladas no livro A barca de Gleyre. Para facilitar a consulta, os fatos foram organizados por períodos. Escolha a fase da vida de Lobato que você deseja conhecer. 


veja mais sobre a linha do tempo

Biografia de Monteiro Lobato

Projeto memória

18 de abril dia nacional do livro Infantil


Faça um Teste

Quiz ComoTudoFunciona o que você sabe sobre Monteiro Lobato

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Quando fico na beira da água e olho em direção ao oceano, qual é a distância do horizonte?

Uma das coisas mais engraçadas em relação ao oceano é o fato da sua superfície ser curva. Costumamos pensar que a água forma grandes superfícies planas, mas a superfície de uma grande massa de água não é nem um pouco plana - ela acompanha a curvatura da Terra.

Graças à curvatura do nosso planeta, a distância entre você e o horizonte quando você olha em direção ao oceano depende da sua altura acima da superfície da água. O diagrama a seguir mostra como a distância até o horizonte pode mudar, dependendo da altura do observador:

Então a distância até o horizonte depende da altura de sua visão acima da água. Se seus olhos estiverem 20 centímetros acima da água, a distância do horizonte seria de 1,6 km. Uma fórmula aproximada para calcular a distância até o horizonte é:

    raiz quadrada (altura acima da superfície / 0,5736) = distância até o horizonte,
com a "altura acima da superfície" em pés e a "distância até o horizonte", em milhas. Se você tem 1m86 de altura e está parado na beira da água, então seus olhos estão cerca de 1m70 acima da superfície. A distância até o horizonte é:
    raiz quadrada (5,5/0,5736) = 4,8 km.
Na unidade métrica, o equivalente é:
    raiz quadrada (altura
    acima da superfície/6,752) = distância até o horizonte,
em que a "altura acima da superfície" está em centímetros e a "distância até o horizonte", em quilômetros.


O que é uma milha náutica?

Uma milha náutica é baseada na circunferência do planeta Terra. Se cortássemos a Terra ao meio na linha do equador, poderíamos pegar uma das metades e vê-la como um círculo. Poderíamos dividir esse círculo em 360º e cada grau em 60 minutos. Um minuto no arco do planeta Terra é uma milha náutica. Esta unidade de medida é usada por todas as nações para viagens aéreas e marítimas.

Um é uma unidade de medida de velocidade. Viajar a 1 milha náutica por hora é o mesmo que viajar na velocidade de 1 nó.

Um quilômetro também é definido usando o planeta Terra como escala de referência. Se pegássemos a Terra e a cortássemos ao meio com uma linha passando do Pólo Norte até Paris e medíssemos a distância da curva que vai do Pólo Norte até o equador naquele círculo e depois dividíssemos essa distância por 10 mil, teríamos a unidade tradicional para o quilômetro, conforme definido em 1791 pela Academia Francesa de Ciências.

Uma milha náutica equivale a 1.852 metros ou 1,852 km. No sistema inglês de medidas, uma milha náutica equivale a 1,1508 milhas ou 6.076 pés.

Para viajar pelo equador ao redor da Terra, teríamos que percorrer 21.600 milhas náuticas, 24.857 milhas ou 40.003 quilômetros.


Quanta água há na Terra?

Há um bocado de água na Terra! Algo em torno de 1.260.000.000.000.000.000.000 de litros (quero ver você dizer esse número) de água podem ser encontradas na Terra. Esse volume de água está em um ciclo constante: evapora no oceano, viaja pelo ar, cai no solo como chuva e então volta aos oceanos pelos rios.

Os oceanos são imensos. Cerca de 70% do planeta é coberto por oceanos e a média de profundidade deles é de cerca de mil metros. 98% da água do planeta está nos oceanos, que devido a sua quantidade de sal, não é potável. Cerca de 2% da água do planeta é potável, mas a maior parte (1,6% da água total do planeta) está presa no gelo polar e em geleiras. Outros 0,36% são encontrados no subsolo, em aqüíferos e poços. Apenas cerca de 0,036% do total do suprimento de água do planeta é encontrado em lagos e rios. Ainda é muita água, mas muito pouco se comparado com toda a água existente.

O resto da água do planeta está flutuando no ar na forma de nuvens e vapor d'água, ou dentro do corpo de plantas e animais (65% do seu corpo é composto por água, o que significa que, se pesa 100 kg, 65 deles são água pura). Além disso tudo, ainda há os refrigerantes, leite e sucos de laranja que encontramos nas lojas e nas nossas geladeiras. Deve haver alguns bilhões de litros de água nas prateleiras de todas as lojas do mundo!


fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Significado da Páscoa


A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.

Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.

No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

Nossos amigos de Kidlink nos contaram como se escreve "Feliz Páscoa" em diferentes idiomas. Assim:

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A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!

aeggs.gif (448 bytes) Vamos ver agora como surgiu o chocolate...

Quem sabe o que é "Theobroma"? Pois este é o nome dado pelos gregos ao "alimento dos deuses", o chocolate. "Theobroma cacao" é o nome científico dessa gostosura chamada chocolate. Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753.

Mas foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou.
O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro.
Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.

Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.

Aliás, além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado um pecado, remédio, ora sagrado, ora alimento profano. Os astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que o alimento possuía.

Chega o século XX, e os bombons e os ovos de Páscoa são criados, como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro. É tradicionalmente um presente recheado de significados. E não é só gostoso, como altamente nutritivo, um rico complemento e repositor de energia. Não é aconselhável, porém, consumí-lo isoladamente. Mas é um rico complemento e repositor de energia.

veggs.gif (2041 bytes) E o coelho?

A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.

Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?

No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas!

ceggs.gif (456 bytes) Mas por que a Páscoa nunca cai no mesmo dia todo ano?

O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica").

A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas.

Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa "móvel".

De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.

fonte: http://venus.rdc.puc-rio.br

Outras informações

faça um coelhinho com dobradura

História do cacau

Wilipédia Páscoa


Recados do Orkut